Comunicado de Imprensa

3 set 2021 Lisbon, PT

Estudo EY | PRR, Orçamento do Estado, Talento e Digital – Que desafios esperar até ao fim do ano

Com o país a viver os efeitos da crise pandémica, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresenta-se como uma oportunidade para recuperar o crescimento económico e ao mesmo tempo um desafio: a sua execução exige rapidez, que não pode ser confundida com precipitação.

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EY Portugal

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  • Portugal deve garantir execução rápida do PRR e, ao mesmo tempo, uma gestão pensada e estruturada: rapidez não pode ser confundida com precipitação, alerta o estudo da EY sobre os desafios do segundo semestre de 2021.
  • Governo deve equacionar medidas de estímulo fiscal para as empresas no Orçamento para 2022, como créditos fiscais para empresas que tenham mantido ou aumentado o emprego.
  • PRR, OE 2022, trabalho híbrido, futuro dos escritórios e transformação digital são alguns dos temas analisados na parte II da 2.ª edição do estudo da EY “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”, dividido em três capítulos (Talento, Digital e Estado).

Lisboa, 3 de setembro de 2021. “Depressa e bem vai ter de haver quem”, resume o estudo da EY sobre os desafios do segundo semestre deste ano, que coloca o PRR entre os temas que vão marcar a agenda.

Ao mesmo tempo, o prolongamento das moratórias vai permitir a alguns negócios aproveitarem a melhoria do ambiente económico e voltarem a ser viáveis. Outras empresas, porém, “deixarão de ser competitivas num mundo em que os consumidores mudaram, as cadeias de abastecimento evoluíram e alguns concorrentes foram mais ágeis a adaptar modelos de negócio”, alerta João Alves, Country Managing Partner da EY Portugal. “Para estas, as moratórias continuam a ser um paliativo e não uma cura”, acrescenta o responsável.

Além destes, o Orçamento do Estado para 2022, o trabalho híbrido, o futuro dos escritórios e a transformação digital são outros dos temas analisados na parte II da 2.ª edição do estudo da EY “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”, que faz uma antevisão dos desafios que se colocam a Portugal e aos portugueses nos restantes meses de 2021. Esta segunda parte está dividida nos capítulos Talento, Digital e Estado, depois de a primeira parte, anteriormente divulgada, se ter centrado nos temas Crescimento e ESG.

Talento

A necessidade de distanciamento social criou dinâmicas de trabalho que, numa primeira fase, colocaram todos os colaboradores à distância, para depois se estabelecer um modelo híbrido, em que a flexibilidade é o tema central. De acordo com o survey da EY Work Reimagined Employee 2021, 90% dos colaboradores querem um trabalho flexível e 54% consideram a hipótese de se despedir, caso tal situação não se concretize.

Este novo modelo cria desafios às empresas, como assegurar a não distinção de colaboradores, motivando, ao mesmo tempo, uma reformulação das próprias organizações, mais focadas no bem-estar dos colaboradores, com a tecnologia, robótica e inteligência artificial totalmente integradas nos processos.

A nova forma de trabalhar também vai moldar os escritórios do ‘futuro’, espaços mais pequenos, versáteis e voltados para o bem-estar, que funcionarão sobretudo como um centro de socialização, colaboração e trabalho em equipa. Neste segmento, os especialistas da EY reconhecem que, ao contrário do que seria de esperar, a crise veio criar uma oportunidade e uma nova procura.

“O ‘Papel’ dos escritórios vai trazer uma nova dinâmica não antes imaginada ou estudada, em que a sua influência não será apenas a nível nacional, mas também internacional. Aproveitando a exposição que Portugal tem tido no setor residencial, muitas empresas internacionais começaram a olhar para o nosso País também como um destino desejável para a abertura de escritórios, não só pela qualidade de vida que pode oferecer a expatriados, mas também pela qualidade dos nossos recursos humanos e pelo ainda baixo custo de vida (um dos mais baixos da Europa)”, apontam os especialistas da EY.

Digital

Apesar dos efeitos adversos na forma como vivemos e interagimos, a pandemia da COVID-19 foi o grande catalisador de uma transformação digital importante na sociedade. Contudo, a urgência que impôs às organizações e empresas veio acompanhada de novos riscos, entre os quais o aumento da exposição a ataques cibernéticos, exigindo que as entidades públicas e privadas continuem a investir na segurança e resiliência dos serviços prestados, de forma a não causar disrupções inesperadas que levem à quebra da confiança dos utilizadores.

As novas tendências tecnológicas estão também a impactar a Função Fiscal, que deve “aproveitar o valor desta aceleração e evoluir para acompanhar o ritmo da evolução digital em curso”. “Colocar o foco nos requisitos e na informação cada vez mais detalhada exigida pela Autoridade Tributária e Aduaneira será certamente um bom ponto de partida para cada empresa averiguar a sua prontidão para cumprir adequadamente com as exigências e identificar (e gerir) os riscos que possam existir no cumprimento das suas obrigações”, sugere o estudo.

Estado

Sobre o papel do Estado, os especialistas da EY destacam dois grandes desafios que vão marcar o passo da economia portuguesa no caminho da recuperação: o Orçamento do Estado para 2022, que será apresentado até meados de outubro, e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cujas verbas terão de estar alocadas a projetos até 2023.

Assim, o principal desafio do PRR é assegurar uma execução rápida, mas ao mesmo tempo estruturada e pensada para que o país ganhe resiliência para o futuro. Para o Estado, a rapidez tem dois desafios: por um lado, as regras de contratação pública condicionam o arranque dos investimentos. Por outro, será grande a pressão sobre a capacidade de as organizações acompanharem um ritmo de transformação que tem de ser acelerado e estar executado até 2025. “Será sempre essencial aplicar boas práticas na gestão de programas complexos, com equipas dedicadas a 100% ao planeamento, monitorização e controlo dos projetos financiados pelo PRR”, refere a análise.

Na ótica do setor privado, a EY identifica neste plano uma oportunidade para o tecido empresarial criar condições que permitam o mercado como um todo crescer, convergindo projetos individuais em dinâmicas coletivas, que aproximem Academia e Investigação & Desenvolvimento ao mercado. Já para as entidades públicas, cujo foco estará na melhoria dos serviços ao cidadão, é a oportunidade para se visar o conceito de no stop shop, em que ao cidadão não é exigido nenhum passo desnecessário nem nenhuma informação que já esteja disponível.

No que respeita ao Orçamento do Estado para o próximo ano, o estudo sugere algumas medidas a equacionar no documento e que seriam bem-vindas pelos agentes económicos: créditos fiscais para empresas que tenham mantido, ou aumentado, o nível de emprego, a revisão do regime das tributações autónomas em sede de IRC, a revisão, ou até eliminação dos escalões da Derrama Estadual, assim como medidas mais técnicas ao nível do IRS, IRC, IVA e Imposto do Selo.

Contudo, os especialistas da EY reconhecem que a margem para descer impostos é “curta”, pelo que se torna fundamental o equilíbrio entre a gestão adequada das finanças públicas e o desejo de estímulo, por via fiscal. Esse equilíbrio “é um objetivo auspicioso, mas que deve sempre nortear a atuação política de um Governo que pretende incentivar uma política de crescimento económico”, lê-se neste estudo da EY “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”.


Contactos: Telma Franco

Telma Franco

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