Comunicado de Imprensa

19 fev 2022 Lisbon, PT

Contributo do futebol profissional para o PIB português aumentou para 550 milhões na época 2020-2021 com empregabilidade recorde

Em mais uma época desportiva marcada pela crise pandémica o Futebol Profissional reafirmou a sua importância na economia nacional, tendo aumentado o seu peso no PIB anual e elevado a empregabilidade para um nível recorde.

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EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

  • Quinta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal, mostra que, em mais uma época atípica marcada pela crise pandémica, esta indústria conseguiu aumentar o contributo para a geração de riqueza e criação de emprego.
  • Na época 2020-2021, a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas da Liga Portugal bwin e da Liga Portugal SABSEG contribuíram em 550 milhões de euros para o PIB, mais 11,3% face à anterior.
  • Futebol Profissional atingiu empregabilidade recorde com 3 729 postos de trabalho, uma subida de 4,2% em relação à época 2019-2020.
  • A Liga Portugal e as 34 Sociedades Desportivas representadas pagaram mais 2,5% de impostos ao Estado, num total de 192 milhões de euros.

Lisboa, 21 de fevereiro de 2022. Em mais uma época desportiva marcada pela crise pandémica, que obrigou ao afastamento dos adeptos dos estádios, o Futebol Profissional reafirmou a sua importância na economia nacional, tendo aumentado o seu peso no PIB anual e elevado a empregabilidade para um nível recorde, revela a quinta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal.

De acordo com o relatório, que retrata o impacto económico, cultural e social desta indústria no país, a Liga Portugal e as 34 Sociedades Desportivas incluídas nesta análise registaram, em conjunto, um volume de negócios de 792 milhões de euros na época 2020-2021, o que se traduziu numa contribuição de cerca de 550 milhões de euros para o PIB Português. Este valor, equivalente a cerca de 0,25% da riqueza nacional, representa um acréscimo de 11,3% face à época anterior e um retorno ao nível pré-pandemia, mesmo num ano atípico marcado por fortes limitações e constrangimentos, em que a maioria dos jogos foi realizada à porta fechada.

Neste contexto, verificou-se uma redução substancial nas receitas de bilhética, que o setor conseguiu compensar com outras fontes de rendimentos, resultando num aumento da receita total face ao quadro competitivo anterior. Esta subida foi fruto sobretudo do aumento de 47 milhões de euros dos rendimentos de direitos televisivos e do acréscimo de 11 milhões de euros decorrente da presença e desempenho nas competições europeias, nomeadamente a presença do FC Porto nos quartos de final da UEFA Champions League.

Paralelamente, o mais recente Anuário do Futebol Profissional Português mostra que a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas da Liga Portugal bwin e da Liga Portugal SABSEG aumentaram em 4,2% os postos de trabalho diretos, passando de 3 580, na época anterior, para um recorde de 3 729, número que, segundo a Liga Portugal, deverá crescer ainda mais com a concretização dos novos projetos previstos.

As 18 Sociedades Desportivas da Liga Portugal bwin são responsáveis pela maioria dos postos de trabalho criados, empregando 2 946 pessoas, das quais 1 155 são jogadores, 267 treinadores e 1 524 funcionários afetos às áreas de suporte, gestão e administração.

No conjunto, os salários da Liga Portugal e das Sociedades Desportivas da Liga Portugal bwin e da Liga Portugal SABSEG ascenderam a 313 milhões de euros, ocupando os atletas o topo da tabela remuneratória, com um total agregado de 238 milhões de euros.

O Futebol Profissional aumentou em 2,5% as suas contribuições para os cofres do Estado. De acordo com o relatório da EY e da Liga Portugal, a indústria produziu mais de 192 milhões de euros em impostos – o que compara com 187 milhões na época 2019-2020) – sendo que 92% corresponde à Liga Portugal bwin (177 milhões de euros). O pagamento de IRS e as contribuições para a Segurança Social somaram 169 milhões de euros, representando cerca de 88% do total das contribuições fiscais.

Ainda que a pandemia tenha marcado negativamente a época 2020-2021, impactando a receita, a Liga Portugal somou o sexto ano consecutivo de resultados positivos. Com receitas de 16,9 milhões de euros, a Liga fechou a época passada com lucros de 777 mil euros, tendo libertado 6,2 milhões de euros para distribuir pelas Sociedades Desportivas.

 

As privações mostraram o tanto de que somos capazes, o exemplo que conseguimos ser e como as adversidades podem transformar-se em oportunidades”, diz, acrescentando que, agora, “os tempos são de mudança. De viragem. De aposta.
Pedro Proença
Presidente da Liga Portugal

“O público está de volta aos estádios. A indústria voltou a carburar e não há que ter receio. O crescimento económico deve ser objetivo comum e motivo mais que suficiente para selar novas sinergias e parcerias. O Futebol Profissional é nisso pródigo. Este anuário que aqui se apresenta mostra, com a frieza dos números, o poderio desta indústria, mesmo em época tão atípica e limitativa de receitas”, afirma o Presidente da Liga Portugal. “A Liga Portugal continua ambiciosa e assume, sem pejo algum, a vontade de ser exemplo e promotora de investimento. A construção da Arena Liga Portugal, novo edifício sede que servirá de casa, também, a uma incubadora de empresas; que será ponto de encontro de negócios, teto de formações e reflexões, é a prova em como estamos, literalmente, no terreno a construir um futuro promissor”, conclui.

O ritmo de evolução desta indústria é cada vez mais acentuado, observando-se novas realidades e perfis de consumo em resultado da renovação geracional dos adeptos e da crescente digitalização da indústria. Por isso, o entendimento do impacto e desempenho da indústria e a capacidade de desenvolvimento de um ponto de vista sobre os seus principais desafios são mais do que nunca pertinentes.
Miguel Farinha
Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Sobre as conclusões da análise, o Partner da EY nota que “as receitas dos direitos audiovisuais continuaram a ser uma importante fonte de receita das Sociedades Desportivas”, destacando, neste âmbito, a ação da Liga Portugal que, em 2021, constituiu a empresa que será responsável por centralizar os direitos televisivos do Futebol Profissional Português a partir da época 2028-29. “Este novo modelo de comercialização deverá promover a competitividade da indústria, através de uma maior equidade na distribuição da receita televisiva e na valorização dos direitos televisivos face ao atual modelo descentralizado”, refere.

Tendo a pandemia ditado uma época de estádios vazios, a televisão substituiu-se às bancadas, elevando o número de espectadores dos jogos da Liga Portugal bwin para mais de 26 milhões (média de 86 mil telespectadores por jogo) e da Liga Portugal SABSEG para mais de 6 milhões, numa média de 26 mil telespectadores por jogo. Considerando as duas competições, juntamente com a Allianz CUP, a exposição mediática total ascendeu a 1 962 milhões de euros, sublinhando o peso desta indústria como fenómeno de massas de imenso potencial.

O quinto Anuário do Futebol Profissional Português dá ainda conta de que na época 2020-21, a maioria das transferências de jogadores da Liga bwin (50% das saídas, e 58% das entradas) envolveram clubes estrangeiros, facto que ilustra a crescente internacionalização do Futebol Profissional nacional, um dos eixos estratégicos da Liga Portugal para o quadriénio 2019-2023. Além da projeção do setor além-fronteira, a Liga tem concentrado esforços na sua afirmação enquanto organismo estruturante do Futebol Profissional, na valorização das competições, na aposta no digital e na industrialização do setor.

Faça download do estudo completo (PDF)

 

Para saber mais informações, contacte: Telma Franco

Telma Franco


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