Comunicado de Imprensa

25 fev 2022 Lisbon, PT

EY antecipa os desafios de ESG para 2022

A EY lança a 3.ª edição do estudo “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”, que faz uma antevisão dos principais desafios para Portugal e para os portugueses em 2022, ano em que os temas ESG integrarão definitivamente o foco da estratégia, da cultura e do propósito das empresas que pretendam liderar os seus setores de atividade.

Contacto de imprensa
EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

  •  Focada nos temas ESG (Environmental, Social and Governance), a 3.ª edição do estudo “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?” é uma antevisão de desafios e tendências para 2022.
  •  A par da importância do valor do stakeholder na tomada de decisão das empresas e de múltiplas questões relacionadas com descarbonização das empresas, a análise da EY aborda temas como o greenwashing e a taxonomia.
  • Além dos desafios derivados da preocupação com a neutralidade carbónica – regulatórios, económicos e financeiros, tecnológicos e de conhecimento, e reputacionais –, a EY identifica também um conjunto alargado de instrumentos financeiros públicos nacionais e europeus que atualmente podem ser mobilizados para a promoção da descarbonização ao nível empresarial.

Lisboa, 25 de fevereiro de 2022. A EY lança a 3.ª edição do estudo “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”, que faz uma antevisão dos principais desafios para Portugal e para os portugueses em 2022, ano em que os temas ESG (Environmental, Social and Governance) integrarão definitivamente o foco da estratégia, da cultura e do propósito das empresas que pretendam liderar os seus setores de atividade.

Destacando a crescente importância do valor do stakeholder na tomada de decisão das empresas e os múltiplos desafios da descarbonização, este relatório da EY aborda também temas como o greenwashing e a taxonomia.

O posicionamento perante o ESG deverá ser estrutural e os objetivos cada vez mais ambiciosos, tornando-se uma base de diferenciação no mercado. Não há mais espaço para abordagens incrementais em relação a esta temática.
Miguel Cardoso Pinto
Partner, Advanced Manufacturing and Mobility Leader, EY-Parthenon, Ernst & Young, S.A.

O estudo realça as situações de condições climáticas extremas que mudaram a vida de milhões pessoas nos últimos dois anos (como inundações, tempestades em Espanha, Alemanha e na China, incêndios no sul da Europa), assim como o “Overshoot Day”, data em que a humanidade consome todos os recursos naturais que o planeta pode renovar durante um ano (dia em que o planeta entra matematicamente num processo degenerativo) e que ocorreu a 29 de julho em 2021, registando-se uma regressão para valores semelhantes ao período pré-COVID.

"As organizações que não estiverem alinhadas com estes princípios e respetiva urgência estarão a compactuar, perante todos, com um processo de destruição global (e organizacional). Investidores, consumidores, organizações não governamentais, reguladores, e muitas organizações, entre outros, sabem disto", lê-se na análise da EY.

O ESG será estrutural na estratégia, propósito e cultura dos líderes. Os grandes vencedores do futuro serão aqueles que conseguirem crescer e diferenciar o seu negócio em linha com os princípios fundamentais de ESG.
Miguel Cardoso Pinto
Partner, Advanced Manufacturing and Mobility Leader, EY-Parthenon, Ernst & Young, S.A.

O presente estudo refere o recente EY CEO Outlook Survey 2022, que demonstra que 82% dos CEO identificaram fatores ESG como importantes ou extremamente importantes para a sua tomada de decisão. No entanto, subsiste alguma resistência a esta mudança de foco, com 21% dos CEO a revelarem que os investidores não demonstram o apoio necessário aos investimentos no longo prazo e que ainda se fixam nos resultados trimestrais. Ainda assim, o mercado financeiro tem dado sinais claros que o investimento com foco ESG cresce fortemente, com a Bloomberg a estimar que os ativos ESG caminham para atingir um valor de 53 biliões de dólares em 2025, o que representaria um terço dos ativos globais sob gestão.

Segundo a análise da EY, “as organizações que entreguem valor nas dimensões Consumidor, Humana e Sociedade vão gerar valor Financeiro como resultado e não como um objetivo à partida”.

O conjunto de processos de tomada de decisão vai impactar de forma crescente o nível de confiança dos stakeholders. Torna-se imperativo que a informação utilizada seja robusta, credível e cada vez mais direcionada aos públicos alvo. Isto implica que se integrem cada vez mais aspetos que até agora eram tratados de forma separada, e que se monitorize, trate e analise informação não financeira com o mesmo rigor da financeira.
Manuel Mota
Partner, Energy, Assurance Services, Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A.

O especialista em sustentabilidade da EY verifica que existe atualmente um ripple effect de reorientação dos fluxos de capital para atividades mais sustentáveis. “Este efeito gerado pelo conjunto das novas exigências legais relativas aos aspetos ESG, com impacto direto no setor financeiro, juntamente com o poder de influência de grandes gestores de capital a nível mundial, passam rapidamente para as grandes empresas transformadoras e pelos seus fornecedores, impactando assim a vida de todos os cidadãos”, adianta Manuel Mota.

No que respeita aos desafios para a descarbonização, o estudo da EY indica que, enquanto instrumentos de mitigação da escassez de recursos naturais e de combate às alterações climáticas, as estratégias de descarbonização e transição energética implementadas ao nível empresarial são cada vez mais uma vantagem competitiva na forma como as empresas operam e se posicionam no mercado.

São vários os desafios que levam hoje as empresas a integrar nas suas estratégias de negócio e de operação a preocupação pela neutralidade carbónica. A EY destaca desafios como os regulatórios (desde novas obrigações de reporte, evolução do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) e novos mecanismos de carbon pricing), económicos e financeiros (incluindo a eficiência e sustentabilidade dos negócios, as novas cadeias de produção, a resposta à alteração dos padrões de consumo, o posicionamento no mercado e as novas oportunidades de financiamento/incentivos), tecnológicos e de conhecimento (desde a I&D e inovação tecnológica “smart” até às plataformas colaborativas e de comunicação, à atração de talento e de novas competências, às novas iniciativas empresariais e coletivas carbon neutral, à educação e consciencialização da população e ao aumento do engagement dos colaboradores), ou reputacionais (nomeadamente a crescente pressão dos stakeholders e investidores – como a Task force for Climate-related Financial Disclosure – e a cultura empresarial de maior responsabilidade social e corporativa).

A análise da EY identifica ainda um conjunto alargado de instrumentos financeiros públicos nacionais e europeus que atualmente podem ser mobilizados para a promoção da descarbonização ao nível empresarial. Dos apoios ao investimento já disponíveis a nível nacional, destacam-se os avisos abertos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a componente da descarbonização do setor industrial. “Acrescem, ainda, outras formas de financiamento também disponíveis no mercado para empresas que queiram investir na descarbonização, nomeadamente o crowdfunding (financiamento colaborativo), as green bonds (obrigações verdes) e outros instrumentos financeiros direcionados para o financiamento de capital e dívida”, refere o estudo.

Em análise ao efeito greenwashing, a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas, a EY considera que o uso excessivo de termos como “sustentável”, “eco” e “de origem natural”, sem qualquer explicação ou evidência, o recurso a marcas “eco” próprias e rótulos que não estão associados a organizações credenciadas, ou, ainda, a omissão de informação (como os níveis de poluição de um produto, por exemplo), são apenas algumas das táticas usadas que contribuem para a desinformação, induzindo os consumidores em erro.

O surto de greenwashing dos últimos anos, o qual levou já várias empresas a serem processadas por publicidade sustentável enganosa, tem despertado a atenção para o problema. Várias entidades, incluindo recentemente a UK Competition and Markets Authority, têm vindo a aumentar os esforços de controlo e regulamentação com respeito à informação vinculada de credenciais ESG, tendência esta que irá continuar em 2022.
EY Portugal
Firma de serviços profissionais multidisciplinares

Já a Taxonomia promove a criação de uma linguagem comum entre investidores e empresas, um dialeto único que possibilita uma comunicação mais credível, conferindo uma maior certeza e comparabilidade, no momento da tomada de decisão dos investimentos.

Para os especialistas da EY, a Taxonomia, enquanto instrumento de transparência e de base científica, configura um facilitador da transição necessária, e vem disponibilizar a empresas e investidores, um conjunto de critérios de classificação objetivos, que permitem identificar as atividades económicas consideradas sustentáveis, e que contribuem para dar resposta aos desafios climáticos e sociais (em linha com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu). “O estabelecimento destes critérios, já há muito esperados, promove a criação de uma linguagem comum entre investidores e empresas, um dialeto único que possibilita uma comunicação mais credível, conferindo uma maior certeza e comparabilidade, aquando da avaliação e tomada de decisão dos investimentos”, refere o estudo.

Recorde-se que a Taxonomia entrou em vigor a 1 de janeiro de 2022, através do Ato Delegado que define o conjunto de critérios técnicos de avaliação que identificam as atividades que contribuem significativamente para os dois objetivos climáticos: adaptação e mitigação das alterações climáticas. Durante este ano, irão ser publicados o conjunto de critérios técnicos para os restantes quatros objetivos ambientais, que vigorarão a partir de 1 de janeiro de 2023.

“Num contexto em que urge todos, sem exceção, passarem das palavras à ação, tornar um negócio mais sustentável pode, no curto prazo, traduzir-se para muitas empresas numa maior ou menor facilidade de acesso a capital (e pelo menor ou maior custo a que este vai ser obtido), mediante a avaliação do seu estado de maturidade de sustentabilidade, por parte da instituição financeira. Atualmente, muitos são os mecanismos de financiamento associados a critérios ESG, que poderão vir a ser complementados pela análise da elegibilidade e alinhamento com a taxonomia, facilitando a transição”, lê-se nesta 3.ª edição do estudo “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”.

Contactos: Telma Franco

 

Telma Franco


Sobre a EY
A EY tem como propósito construir um mundo melhor de negócios, ajudando a criar valor a longo prazo para os seus clientes, colaboradores e a sociedade, bem como a gerar confiança nos mercados. Dotados de informação e de tecnologia, várias equipas da EY, em mais de 150 países, asseguram confiança através da auditoria e ajudam os seus clientes a crescer, transformar e operar. Através de serviços de auditoria, consultoria, fiscalidade, transações, estratégia e serviços jurídicos, as equipas da EY pretendem colocar melhores perguntas para encontrar novas respostas para as complexas questões que o nosso mundo enfrenta hoje. EY refere-se à organização global, e pode referir-se a uma ou mais firmas-membro da Ernst & Young Global Limited, cada uma das quais uma entidade juridicamente distinta. A Ernst & Young Global Limited, firma sedeada no Reino Unido, limitada por garantia, não presta serviços a clientes. As firmas-membro da EY não prestam serviços jurídicos quando tal seja vedado pela legislação local. Para mais informação sobre a nossa organização, por favor visite  www.ey.com/pt_pt.