Comunicado de Imprensa

7 jun 2022 Lisbon, PT

Estudo EY | Inflação e incerteza estão a mudar hábitos de compra dos portugueses. Metade dos consumidores vai poupar mais

Esta é uma das principais conclusões do EY Future Consumer Index que mostra que mais de metade dos consumidores acredita mesmo que 2022 será um ano pior do que 2021.

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  • O aumento do custo de vida está a preocupar os portugueses e a ditar mudanças nos hábitos de consumo, de acordo com a mais recente edição do EY Future Consumer Index, realizado pela terceira vez em Portugal. 
  • Metade dos inquiridos neste estudo admite que vai poupar mais e cortar as despesas em várias classes de produtos como roupa, calçado e acessórios. Combustíveis e alimentos frescos são os bens em que os portugueses mais acusam crescimento de custos nos últimos meses. 
  • Hábitos adquiridos durante a pandemia mantêm-se, apesar do regresso gradual às lojas físicas. Portugueses passaram a comprar mais online, a consumir em casa e a cozinhar as próprias refeições. 

Lisboa, 7 de junho de 2022. A rápida subida da inflação e consequente incerteza financeira estão a preocupar os consumidores portugueses e a determinar mudanças nos hábitos de consumo, que já haviam sofrido profundas alterações com a pandemia da Covid-19. Esta é uma das principais conclusões do EY Future Consumer Index, realizado pela terceira vez em Portugal, que mostra que mais de metade dos consumidores acredita mesmo que 2022 será um ano pior do que 2021.

Face a esta perspetiva, 47% dos consumidores mostram-se preocupados com a sua situação financeira, enquanto metade (49%) admite que irá poupar mais, de acordo com a terceira edição portuguesa deste estudo, baseado num inquérito de abrangência nacional a 488 consumidores (52% do sexo feminino e 48% do sexo masculino) com mais de 18 anos, realizado em março, mês em que a taxa de inflação em Portugal aumentou para 5,3%, tendo em abril sido atingido os 7,2%, o nível mais alto dos últimos 28 anos. 

A determinar esta aceleração de preços estiveram sobretudo os bens energéticos e alimentares não transformados, precisamente as duas classes de produtos onde os portugueses acusam os maiores aumentos: 96% dos inquiridos notaram subidas no preço dos combustíveis nos quatro meses anteriores, enquanto 85% apontaram para o aumento do custo dos alimentos frescos. Contudo, é na classe de roupa, calçado e acessórios que mais consumidores (36%) admitem cortar nas despesas como consequência do crescimento dos preços, seguida dos combustíveis (30%) e beleza e cosméticos (26%).

O Índice do Futuro Consumidor da EY acompanha a mudança de sentimento e comportamento do consumidor ao longo do tempo e identifica segmentos emergentes de consumo. Assim, fornece indicadores longitudinais e indicações valiosas às empresas, que precisam urgentemente de antecipar que tipo de consumidor está a surgir, para que possam superar a crise atual e construir as capacidades para permanecerem relevantes no futuro.

A mais recente edição portuguesa revela que, nas circunstâncias atuais, os consumidores se tornaram mais sensíveis ao preço, fator que é hoje o principal critério de compra para 55% dos inquiridos. As marcas próprias são, assim, alternativas cada vez mais atrativas, sendo a escolha de 6 em cada 10 inquiridos nos produtos para cuidar da casa, e de cerca de metade nos alimentos frescos (54%) e nos produtos para cuidados pessoais (47%).

Depois da pandemia da Covid-19, assistimos atualmente a outro evento que está a influenciar profundamente o consumo e a desacelerar a recuperação esperada para este ano, que é o crescimento acentuado da inflação. Este aumento do custo de vida está a redirecionar a atenção dos consumidores para a sua situação financeira e a moldar os padrões de consumo mais moderados. O estudo mostra-nos que 58% dos inquiridos serão mais conscientes e cautelosos com as suas despesas no futuro, o que terá certamente um impacto importante em muitas classes de produtos.
Sérgio Alves Ferreira
Partner, Europe West Consulting Services, Ernst & Young, S.A.

Consumidores mantêm muitos dos hábitos adquiridos durante a pandemia

Este 3.º inquérito nacional sobre as tendências de consumo, realizado pela EY, revela que a Covid-19 teve um impacto sem precedentes no comportamento dos portugueses que, ultrapassada a fase mais crítica da pandemia, mantêm muitos dos hábitos adquiridos durante os últimos dois anos. Contudo, há sinais de melhoria no sentimento de confiança dos consumidores, que estão a aumentar gradualmente a frequência das compras e a regressar às lojas físicas.

No primeiro estudo em Portugal, realizado em outubro de 2020, 55% dos inquiridos admitiam estar a fazer compras com menos frequência, percentagem que baixou para 45% na pesquisa mais recente. Da mesma forma, 58% afirmavam, na altura, estar a passar mais tempo na internet, quando agora apenas 39% reconhecem estar mais “online”. Praticamente metade (51%) dos inquiridos vai com menos frequência a espaços comerciais, uma descida significativa face aos 69% que, há um ano e meio, reconheciam estar menos dispostos a visitar lojas físicas.

No entanto, comprar na internet, cozinhar e consumir em casa e frequentar lojas de bairro são alguns dos hábitos que se mantêm, com os consumidores a privilegiarem o conforto do lar e a considerarem menos atrativo experimentar coisas novas. Aquando da recolha de dados, em março deste ano, 54% dos participantes estavam a gastar menos em atividades de lazer fora de casa, 47% a preparar mais refeições em casa e 56% a passar mais tempo em casa do que antes da pandemia.

Como consequência da pandemia, vemos hoje um consumidor mais introspetivo, criando novos desafios para as empresas, que precisam de encontrar formas de comunicar com eles e de os atrair. O interior é o novo exterior e ficar em casa é confortável, enquanto experimentar coisas novas continua a ser menos atrativo. É, ao mesmo tempo, um consumidor mais exigente e consciente do impacto negativo da pandemia nas comunidades locais. A pressão é posta também nas marcas que necessitam de comprovar a sua transparência e boas práticas aplicadas em toda a cadeia de fornecimento.
Sérgio Alves Ferreira
Partner, Europe West Consulting Services, Ernst & Young, S.A.

A acompanhar esta evolução está um ligeiro alívio das preocupações relacionadas com a saúde, com os consumidores cada vez mais propensos a voltar à normalidade e a recuperar o que perderam, e menos dispostos a permitir mais interrupções nas suas vidas. Prova disso é que 8 em cada 10 inquiridos estão a planear ir de férias nos próximos seis meses, e que 2 em cada 10 já sentem que a vida voltou a normal.

Cultura empresarial e desenvolvimento profissional ganham peso na escolha do emprego

A par dos comportamentos e hábitos de consumo, também a forma de encarar o trabalho mudou com a pandemia. A versão portuguesa do EY Future Consumer Index mostra que, ainda que os consumidores continuem a procurar uma remuneração justa, a cultura das empresas, a aposta no desenvolvimento profissional e a flexibilidade em relação ao local do trabalho estão a ganhar a importância no que respeita à escolha do emprego. Metade dos inquiridos coloca a renumeração mais alta no topo das prioridades, 31% a cultura empresarial, 30% o desenvolvimento de carreira e 29% a flexibilidade. Já o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é a principal consideração para 21% dos participantes no estudo. 

Em março, quase 4 em cada 10 inquiridos estavam em teletrabalho ou trabalho híbrido (35%) e acreditavam que iriam trabalhar em casa com mais frequência (36%), enquanto metade (52%) antecipava usar videoconferência com mais frequência para reuniões que costumavam ser presenciais.

Contactos: Telma Franco

Telma Franco


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