O 5G está a redefinir rapidamente as telecomunicações. Sabe tudo o que precisa de saber? O 5G está a redefinir rapidamente as telecomunicações. Sabe tudo o que precisa de saber?

Autores
Tom Loozen

EY Global Telecommunications Leader

Fascinated by the positive impact of telecoms. Passionate musician. Enjoys educating himself on psychology, wine, sports, technology, arts and much more. Husband and father of three daughters.

Adrian Baschnonga

EY Global Telecommunications Lead Analyst

Lead Analyst with deep sector knowledge in technology, media and telecom, gained in professional services and business intelligence environments.

15 minutos de leitura 3 jul 2019
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Os operadores de telecomunicações estão no centro da economia digital, porque o 5G impulsiona a transformação e o crescimento da produtividade em todas as indústrias.

Nesta nova era de conectividade inteligente, o 5G vai desempenhar um papel fundamental pela oportunidade que oferece de reformular propostas de valor ao cliente, acelerar a transformação industrial e revigorar a sociedade digital. Na Europa, as tecnologias e serviços móveis representaram 3,3% do PIB em 2017, um contributo que deve aumentar para 4% em 2022.1

No entanto, o sucesso da indústria de telecomunicações móveis europeia não é certo. As estruturas de mercado fragmentadas, os cenários de procura incertos e a constante complexidade regulatória são obstáculos substanciais. Entretanto, os serviços associados à Internet of Things (IoT) ainda não representam mais de 10% das receitas dos operadores de telecomunicações. 

Roadmaps mais robustos de transformação digital, melhor diálogo com as várias partes interessadas e interações mais relevantes com os clientes terão um papel vital a desempenhar.

5G: A oportunidade europeia

A indústria de telecomunicações móveis no centro de um continente digital

A indústria de telecomunicações europeia está à beira de uma mudança vibrante. A região apresenta a maior taxa de penetração de telemóvel do mundo, que deverá aumentar ainda mais, passando dos 85% registados em 2017 para 88% da população em 2025.2

Os governos e políticos europeus reconhecem a capacidade do 5G para criar externalidades positivas, o que pode ajudar a impulsionar o crescimento da produtividade nas indústrias tradicionais. Isto é reconhecido nas metas regionais do 5G. Por exemplo, o plano de ação 5G da União Europeia definiu como meta que até 2025 todas as principais estradas e ferrovias da região tenham cobertura ininterrupta de 5G.3

A nível nacional, os testes 5G estão bem encaminhadas em vários países e, em muitos casos, há a intenção clara de alavancar o potencial desta tecnologia para criar novos centros económicos. Os políticos reconhecem a necessidade de criar certezas em torno da regulação.

O Plano de Ação 5G da União Europeia, por exemplo, destaca a importância de ações coordenadas na disponibilização das frequências de espetro, de testes e ensaios em conjunto com um investimento no ambiente regulatório.

5G para operadores de telecomunicações: o reassumir do controlo

Os argumentos do 5G enquanto tecnologia transformadora são fortes. Para além da rapidez, a latência muito reduzida vai trazer novos níveis de resposta das redes. O 5G permitirá aumentar o número de dispositivos ligados da ordem por unidade de ligação em cem vezes, redefinindo a realidade da IoT. O slicing (divisão) da rede permite serviços altamente diferenciados para situações e locais específicos.

Outras tecnologias emergentes vão complementar o 5G. O Edge Computing da rede móvel pode tornar mais eficientes a transferência de dados e a segurança de perímetro, ajudando os operadores a aliviarem congestionamentos na rede e a manterem a baixa latência. A virtualização das funções de rede (NFV) vai permitir uma gestão mais dinâmica de recursos e ajudará a reduzir despesas operacionais (OPEX) e despesas de capital (CAPEX).

Nesta perspetiva, o 5G abre caminho para novas formas de operação de rede e criação de serviços. Ao fazerem uso da de data analytics, inteligência artificial (IA) e machine learning em conjunto com o 5G, os operadores vão poder levar a milhões de dispositivos uma panóplia de serviços baseados na localização e no contexto. Vão fazê-lo num ambiente de profunda mudança, no que se refere ao controlo da rede, qualidade e personalização dos serviços que fornecem.

Consequentemente, os operadores vão poder assumir um papel mais relevante na cadeia de valor desta indústria. Neste novo contexto, os operadores vão deixar de estar relegados ao papel de meros fornecedores de cabos. Vão passar a conhecer melhor as suas redes, o que vai abrir o caminho à redefinição da experiência do cliente e à possibilidade de tirarem proveito de novos serviços.

Uma oportunidade para relançar o crescimento do setor

Apesar da indústria de telemóveis continuar a ser um dos motores da produtividade na Europa, o desempenho financeiro dos operadores na região durante os últimos anos tem sido dececionante. A carga regulatória continua pesada, a intensidade competitiva está a aumentar e as histórias de crescimento da IoT tardam em surgir.

Olhando para o futuro, as condições de mercado vão continuar desafiantes, intensificadas pela pressão macroeconómica e pela desaceleração do crescimento do PIB da Zona Euro, de 2,6% em 2017 para 1,9% em 2018 e 1,8% em 2019.

Devido à aposta antecipada no desenvolvimento de estratégias de 5G assente na liderança tecnológica, outras regiões estão à frente da Europa na comercialização do 5G. Ao longo dos próximos cinco anos, as previsões da indústria indicam que as taxas de adoção do 5G na Europa vão ser mais baixas que as registadas noutras regiões desenvolvidas.

Cinco objetivos-chave para os operadores

1. Colocar o 5G no centro da sua agenda de transformação

Muito tem sido feito na corrida global ao lançamento do 5G, mas vale a pena lembrar que o rollout de novas capacidades de rede não é um fim em si mesmo. O upgrade para o 5G não é um momento 'big bang'. Vai trazer novas capacidades numa base incremental. O potencial do 5G para transformar os serviços comercializados pelos operadores é evidente, mas a sua capacidade para transformar o próprio negócio do operador é igualmente importante.

Tudo a postos para um novo paradigma de rede, mas sem esquecer o 4G

As novas capacidades do 5G como a divisão da rede em conjunto com a densificação da rede através de pequenas células, vão alterar as noções tradicionais de expansão de cobertura, inovação de serviços e a experiência do cliente. No entanto, os gastos com a rede de acesso via rádio (RAN) 5G só deverão ultrapassar os gastos com a RAN 4G a partir de 2020, já que as atualizações faseadas do 5G vão permitir às empresas absorver as necessidades de investimento.

O aprimoramento da infraestrutura 4G para cobertura de rede de longa distância ainda será fundamental a médio prazo, enquanto as implementações de redes de baixa potência impulsionarão os serviços de IoT, até que os serviços IoT baseados em 5G os possam substituir. A desativação dos antigos standards também perdurará de forma destacada nas estratégias de rede na próxima década.

Alinhar a migração de 5G com outros aspetos da digitalização

Além dos ganhos associados às novas capacidades e à baixa latência, o 5G permitirá prestar serviços de forma mais eficiente e ágil. O investimento complementar em NFV e redes definidas por software (SDN) pode diminuir a longo prazo o CAPEX e o OPEX e ainda permitirá uma maior automação da rede, pelo que os operadores devem considerar como tirar o maior partido destas vantagens no seu plano de migração para o 5G. 

Uma perspetiva holística é fundamental, pois espera-se que a mudança de infraestruturas de rede móvel para plataformas virtualizadas ocorra de forma gradual e a taxas variáveis.

O papel que a IA e a análise de dados podem desempenhar ao nível da rede também ganhará mais destaque à medida que o 5G se tornar realidade. Isso requer uma abordagem holística na implementação de tecnologias emergentes que valorize os benefícios mútuos. 

Abraçar uma nova era de design organizacional e eficácia

O impacto do 5G no modelo operacional também merece atenção. A relação cada vez mais ténue entre hardware e software está a provocar uma maior procura de competências na área do software e a forçar o alinhamento dos departamentos de rede e TI.

A mudança para o 5G tem profundas implicações na organização da força de trabalho. Uma colaboração mais profunda entre as operações de rede, a equipa de TI e os profissionais do data center vai melhorar a visibilidade sobre aplicações, serviços e redes em toda a empresa, enquanto um alinhamento mais próximo das equipas de desenvolvimento de rede e produtos ajudará as empresas de telecomunicações a criar novas formas de tirar partido do 5G.

A requalificação também é essencial à medida que os operadores migram para o 5G. As equipas de vendas devem interagir com os clientes empresariais de novas formas, focando-se nos resultados comerciais que podem ser alcançados através de serviços IoT baseados no 5G. Isto é vital para que os operadores de telecomunicações possam ir além do seu papel tradicional de fornecedores de rede.

Em última análise, o investimento em redes 5G é muito mais do que uma melhoria da qualidade da rede. Este investimento desempenhará um papel fundamental na transformação a longo prazo do negócio de telecomunicações. Os fornecedores de serviços que reconhecem o potencial do 5G para revitalizar o seu negócio estarão em melhores condições para maximizar o seu ROI na próxima década.

O investimento no 5G é muito mais do que a melhoria da qualidade da infraestrutura de rede.

2. Interagir de forma antecipada e regular com políticos e reguladores

Os políticos e reguladores terão um papel central na criação de um ambiente saudável para o investimento no 5G. Esta não é uma tarefa fácil, já que o setor das telecomunicações é muito regulado e o papel das tecnologias móveis nas estratégias industriais tem vindo a ser cada vez mais escrutinado.

Uma profunda mudança na regulação da indústria de telemóveis está a chegar

O 5G está a estimular uma aproximação entre a indústria de telemóveis e os governos que estão dispostos a tirar partido do aumento de produtividade associado ao uso destas tecnologias. O financiamento público de plataformas de testes e o incentivo a parcerias público-privadas na área do 5G são o reflexo desta aproximação crescente.

No entanto, o lado da oferta não deixa de ser complexo. A libertação das frequências de espetro é cada vez mais difícil. A libertação faseada de múltiplas bandas de frequência que permitam diversas utilizações levará muitos anos, sendo que disputas relacionadas com os leilões, que atribuirão as licenças de exploração, podem contribuir para o alargamento desta janela temporal.

A noção de espetro e dos seus limites de utilização poderão dar lugar a novos conceitos, como a aglomeração de faixas (spectrum pooling), à medida que a regulação de partilha de rede evolui.

Infraestruturas fixas e móveis vão ser cada vez mais interdependentes

Os políticos veem oportunidades na convergência entre 5G e fibra, seja por ampliar as opções de conectividade para os consumidores ou pelo papel fundamental que a fibra pode desempenhar no backhaul móvel. No futuro, estas oportunidades podem abrir caminho a análises de mercado unificadas, que estimulem investimentos nas infraestruturas relacionadas com telecomunicações fixas ou móveis.

No entanto, alcançar um quadro regulatório mais compreensivo não será fácil. Operadores e reguladores vão querer preservar a clareza e a estabilidade da regulação, à medida que as políticas associadas às infraestruturas digitais se tornam mais amplas. Desafios secundários, como o de garantir que a regulação da fibra escura permite o backhaul do 5G, também merecem atenção.

Interagir com um número maior de stakeholders

O número de agentes do setor público com algum interesse ou papel no desenvolvimento do 5G vai aumentar. Os Governos terão um papel determinante no planeamento da rede de telecomunicações e no acesso às infraestruturas, enquanto os reguladores de diferentes indústrias já estão a interagir entre si para encontrar maximizar a transformação industrial que o 5G irá começar.

Entretanto, o impacto potencialmente mais negativo das radiações emitidas pelo 5G está a merecer uma atenção crescente, ao aumentar os desafios que os reguladores enfrentam para mitigar preocupações relacionadas com a saúde e o ambiente. As universidades desempenham um papel cada vez mais importante ao testar diversas utilizações industriais do 5G.

Com todas estas mudanças no horizonte, os operadores têm de ser responsáveis pelo seu próprio destino. A interação atempada e contínua com os diferentes agentes do setor público contribuirá para o desenvolvimento de políticas e regulações adequadas, pelo que a proatividade em termos de comunicação e o diálogo contínuo serão fundamentais. 

5g pov domínios de comprometimento do setor público para operadores

3. Reposicionar-se numa cadeia de valor em profunda transformação

Novos modelos de negócio e novas cadeias de valor serão determinantes para capitalizar a oportunidade que o 5G proporciona. Com os operadores a considerarem novas possibilidades de tirar proveito industrial do telemóvel, está aberto o caminho para que deixem de ser meros fornecedores de rede.

Contudo, o potencial de disrupção também é bem real. Muitas empresas do sector podem aproveitar o potencial da tecnologia para se posicionarem como Operadores de Rede Móveis Virtuais (MVNOs) ao tirarem partido do network slicing. A possibilidade de virem a existir 5G privadas pode tirar o papel de fornecedores de rede aos operadores.

Tirar partido de novas oportunidades nos mercados grossista e de retalho

Os operadores de telecomunicações têm à disposição diferentes estratégias para abordar o mercado. Os operadores de rede móvel existentes vão sensibilizar os negócios retalhista e grossista ao 5G, enquanto os operadores alternativos (de fibra ou torres) vão procurar alargar o mercado existente. Os operadores exclusivamente de rede móvel e as empresas de cabo vão concentrar-se em melhorar as suas ofertas ao consumidor. E novas ofertas de 5G vão surgir, como os serviços de wireless fixos, que podem ser usados para melhorar a cobertura de rede em regiões remotas ou para modificar o mercado de banda larga fixa tradicional em áreas urbanas. O 5G pode ainda trazer alterações às ofertas relacionadas com a Internet of Things.

Adaptação a mudanças na estrutura de mercado

Os esforços para reduzir a duplicação de redes irão continuar a evoluir. O 5G pode levar a redes neutral host, com vista a suportar os serviços associados às cidades inteligentes. Entretanto, o surgimento de redes 5G de alcance nacional não pode ser desvalorizado. O 5G também pode conduzir a acordos de partilha de infraestrutura de rede, dependendo da network layer ou da área geográfica.

Com tantos cenários de mudança no horizonte, os operadores de telecomunicações devem rever os seus acordos antigos de partilha de rede móvel, de forma a garantir que continuam a servir os propósitos para que foram desenhados.

Antecipar novos cenários disruptivos

As novidades do 5G também trazem novos riscos. O slicing (divisão) da rede, por exemplo, vai permitir que os operadores disponibilizem serviços de rede locais adaptados aos diferentes acordos de serviço de rede. Os novos modelos de negócios que permitam redes localizadas podem ser disruptivos, especialmente se as redes 5G privadas substituírem a estratégia de network slicing dos operadores. 

Os fabricantes de tecnologia e os líderes do mercado tecnológico podem vir a procurar obter um maior controlo sobre o acesso à rede 5G, impondo dificuldades ao crescimento dos operadores tradicionais.

Mitigar a disrupção introduzida pelas estruturas de mercado do 5G será essencial. Os operadores devem considerar como proteger e reforçar o seu papel na cadeia de valor ao tomarem decisões informadas que decorram da avaliação das necessidades da indústria, da possibilidade de estabelecerem parcerias com outras empresas do setor e da alteração do enquadramento regulatório.

A perspetiva de aumento de custos vai obrigar o setor a considerar estratégias mais focadas em estratégias asset-light, nas quais são favorecidas a partilha de infraestrutura e o investimento em parceria, o que leva a uma maior eficiência no CAPEX.

Estratégias indicativas dos prestadores de serviços

4. Adotar uma abordagem seletiva e faseada para capitalizar novas utilizações do 5G

A capacidade do 5G de permitir novas oportunidades de negócio não está em questão. Além do mercado de rede de telecomunicações, o 5G pode criar novas oportunidades de negócio em diferentes indústrias, desde os veículos autónomos aos edifícios inteligentes e ainda na cirurgia remota. No entanto, a reflexão é importante: embora o campo da inovação seja vasto, os operadores devem adotar uma abordagem faseada e seletiva à inovação dos serviços e à diversificação das receitas.

As oportunidades de negócio que surgirão de novas aplicações do 5G vão levar tempo a amadurecer

Serviços e aplicações disruptivos não vão surgir da noite para o dia. Os veículos totalmente autónomos não estarão disponíveis comercialmente por muitos anos; as cirurgias feitas à distância por robots também estão ainda numa fase muito inicial. Vários fatores, desde as normas da proteção de dados, ao peso que os serviços de TI ainda têm em muitas indústrias, farão com que o caminho necessário para desenvolver inovações disruptivas seja necessariamente incremental.

Melhorar a banda larga móvel traz vantagens num primeiro momento

Os operadores devem definir expetativas realistas no desenvolvimento das suas propostas de valor. Otimizar a banda larga móvel será o primeiro caso de uso em larga escala do 5G – melhorando a capacidade dos serviços em áreas densamente povoadas e os serviços fixo-wireless em áreas suburbanas e rurais emergentes – antes das inovações com conteúdos de realidade aumentada. No curto prazo e enquanto a IoT, suportado em redes 5G, não desbloqueia um potencial ilimitado de transformação industrial, os serviços para o consumidor continuarão a ser vitais.

Construir uma visão equilibrada da IoT com 5G

Enquanto os operadores capitalizam o 5G na IoT, é essencial definirem cuidadosamente o seu posicionamento na cadeia de valor. Dispositivos, plataformas e aplicações geram a maior parte das receitas da IoT, muito acima da simples conectividade. No entanto, os esforços dos operadores de telecomunicações para irem além do universo dos serviços básicos de banda larga devem ser cautelosos.

A procura de conectividade com maior valor-acrescentado, por via do slicing (divisão) da rede, da complexidade do ecossistema e da disposição para parcerias variará de indústria para indústria. 

Ao focarem-se nas utilizações mais comuns, os operadores podem conseguir identificar novas sinergias, que atravessam diferentes domínios industriais. A capacidade de explorar esses clusters pode justificar o investimento na infraestrutura de rede, e na personalização de serviços, permitindo-lhes, em última análise, capitalizar as suas propostas mais rápidas.

Enquanto exploram o potencial do 5G nas suas estratégias de IoT, os operadores não devem negligenciar o seu papel na resposta às oportunidades que já existem. A introdução bem-sucedida do 5G – com foco na conectividade e no conteúdo para o consumidor – dependerá de um refinamento efetivo das propostas de valor existentes baseadas no 4G.

5. Fazer reboot às relações com outras empresas do setor

Até hoje, as renovações de ciclo que o setor telemóvel viveu centravam-se no consumidor. A chegada do 4G coincidiu com o aparecimento dos smartphones. Já a grande promessa do 5G está em transformar indústrias inteiras. Para que isso aconteça, os operadores de telecomunicações devem reformular completamente as suas relações empresariais.

As soluções personalizadas fornecidas em conjunto com parceiros vão ganhar destaque junto da indústria. Caberá cada vez mais às equipas de vendas dialogarem entre si para criarem novas formas de procura empresarial.

Desmistificar utilizações do 5G e benefícios para as empresas

O 5G é muito mais do que uma nova vaga de infraestruturas de telecomunicações móveis que acelera a conectividade e aumenta o número de equipamentos ligados em rede – é acima de tudo transformacional e disruptivo. A computação e o armazenamento na cloud começam a integrar os processos de negócio das empresas, e o 5G pode potenciar essa ligação, ajudando as organizações a alcançarem a transformação digital.

Explicar o verdadeiro valor acrescentado do 5G e o papel que as empresas de telecomunicações e os seus parceiros podem desempenhar, levará as empresas a investirem com confiança e a fazerem do 5G um elemento central nas suas estratégias de negócio para os anos vindouros.

Entenda o seu cliente – e o cliente do seu cliente

Os operadores que continuem a centrar o diálogo em temas como o custo total de propriedade ou a produtividade da força de trabalho, estarão provavelmente a subestimar o potencial de 5G – e a limitar os potenciais benefícios desta tecnologia em todas as frentes. Os fornecedores que conseguirem desenvolver ofertas 5G mais direcionadas para as necessidades do mercado estarão em melhores condições de criar uma relação duradoura com os seus clientes empresariais no futuro.

Aproxime-se da agenda de transformação empresarial

As empresas que investem no 5G estão à procura de melhores resultados comerciais nas próximas décadas. Isto exige às empresas de telecomunicações que vão além do seu papel de meros fornecedores de conectividade. Dialogar no sentido de colocar o 5G como parte da transformação empresarial é essencial.

As empresas de telecomunicações devem ainda ter um papel central na articulação do 5G com outras tecnologias emergentes, contribuindo para aliviar preocupações relacionadas com a cibersegurança ou com a integração entre tecnologias emergentes e existentes.

Com o 5G, os operadores podem desempenhar os papéis de distribuidores de tecnologia e de prestadores de serviços centrados na informação. No entanto, isso só poderá acontecer se os operadores se envolverem de forma mais produtiva com os seus clientes empresariais. O impulso tecnológico do passado deve dar lugar aos resultados comerciais do futuro.

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    1. “5G to power economic growth in Europe, finds GSMA study”, GSMA, 18 de setembro de 2018, ©2019 GSM Association
    2. “5G to power economic growth in Europe, finds GSMA study”, GSMA, 18 de setembro de 2018, ©2019 GSM Association
    3. “5G For Europe: An Action Plan”, European Commission, 14 de setembro de 2016
    4. “OECD sees global growth slowing, as Europe weakens and risks persist”, OECD, 6 de março de 2019, ©2019 OECD.
    5. CapitalIQ; EY research “The Mobile Economy 2019” GSMA, fevereiro de 2019, ©2019 GSM Association.
    6. Telecoms capex: worldwide trends and forecasts 2017–2025, Analysys Mason, março de 2019. Machina Research; análise EY
    7. “Energizing the enterprise journey to 5G and IoT”, EY UK LLP, fevereiro de 2019 ©2019 EYGM Limited.
    8. Machina Research; análise EY
    9. “Energizing the enterprise journey to 5G and IoT”, EY UK LLP, fevereiro de 2019 ©2019 EYGM Limited. 

Resumo

O 5G vai desempenhar um papel central na economia digital nas próximas décadas.  A nova era de conectividade inteligente vai permitir reformular propostas de valor ao cliente, acelerar a transformação industrial e revigorar a sociedade digital. No entanto, o otimismo não domina as perspetivas para a indústria telemóvel europeia.

Para maximizar o retorno dos seus investimentos (ROI), as empresas de telecomunicações têm de traduzir visões em ações e trazer as novas competências para o primeiro plano. (Faça o download do PDF.)

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Tom Loozen

EY Global Telecommunications Leader

Fascinated by the positive impact of telecoms. Passionate musician. Enjoys educating himself on psychology, wine, sports, technology, arts and much more. Husband and father of three daughters.

Adrian Baschnonga

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