Press release
13 jul. 2026 

"A Inteligência Artificial não vai substituir os humanos, mas irá substituir organizações que não a adoptarem”, alerta Partner da EY Angola

A Inteligência Artificial não vai substituir os humanos, mas irá substituir organizações que não a adoptarem", alertou Filipe Colaço, Partner de Consulting da EY Angola, esta Segunda-feira, 13 de Julho, durante a sua participação no Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA), o maior fórum nacional dedicado à Inteligência Artificial (IA) e à transformação digital em Angola.

Numa apresentação subordinada ao tema ‘Beyond the Hype – Como a Inteligência Artificial está a redefinir os Modelos Operativos das Organizações’, o responsável defendeu que a IA deixou de ser uma tendência tecnológica para se afirmar como um factor estratégico de competitividade. Contudo, alertou que o verdadeiro desafio já não está na adopção da tecnologia, mas na capacidade das organizações para transformarem os seus modelos operativos, prepararem as pessoas e criarem uma base sólida de dados que permita gerar valor de forma sustentável.

Para ilustrar esta realidade, Filipe Colaço destacou que as organizações que hoje lideram a adopção da IA não iniciaram a sua transformação pela tecnologia, mas pela redefinição dos seus modelos operativos, integrando a IA como um elemento estratégico para optimizar processos, apoiar a tomada de decisão e gerar maior eficiência.

A transformação não acontece quando implementamos Inteligência Artificial. Acontece quando conseguimos alinhar estratégia, dados, tecnologia, processos e pessoas para gerar resultados concretos e sustentáveis para o negócio. Os líderes deverão tomar a corajosa decisão de avançar com esta transformação, porque adiar poderá condicionar a sobrevivência das suas organizações

Segundo dados apresentados durante a sessão, 85% das organizações identificam hoje a Inteligência Artificial como uma prioridade estratégica, mas apenas 11% conseguem demonstrar impacto financeiro mensurável, evidenciando um desfasamento entre a intenção de investir e a capacidade de transformar esse investimento em resultados concretos.

O especialista destacou ainda que muitas organizações continuam a concentrar os seus esforços na aquisição de novas tecnologias sem assegurarem previamente a qualidade dos dados e a preparação das equipas, factores que considera determinantes para uma adopção bem-sucedida da IA.

Quem não investir na sua base de dados corre o risco de implantar Inteligência Artificial sobre areia em vez de alicerces sólidos. A qualidade dos dados continua a ser um dos principais factores que distingue as organizações que lideram daquelas que apenas seguem a tendência

Filipe Colaço apresentou ainda o Framework EY.ai, uma resposta estruturada da EY para apoiar as organizações na transformação da intenção em execução com impacto real. Desenvolvido para acelerar a adopção da IA de forma integrada e sustentável, o modelo assenta em seis pilares fundamentais: definição de uma estratégia de IA alinhada com o modelo operativo; governação e qualidade dos dados; adopção de princípios de IA responsável; desenvolvimento da literacia em IA; inovação através do AI Lab; e gestão de casos de uso em IA com impacto mensurável.

A vantagem competitiva pertencerá às organizações que tiverem a capacidade de agir primeiro, investir nas pessoas, preparar os seus dados e integrar a IA na estratégia do negócio. O futuro não será liderado por quem tiver mais tecnologia, mas por quem conseguir transformá-la em valor para as pessoas, para os clientes e para o negócio

concluiu.

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