Press release
26 out. 2026 

EY defende que dados potenciados pela tecnologia podem transformar e impulsionar o sector segurador em Angola 

Os dados, potenciados pela digitalização e a inteligência artificial (IA), podem contribuir para transformar o sector segurador em Angola, alargando o acesso aos seguros

através da automatização de processos, da melhoria das decisões de investimento e da criação de valor para o negócio, “e não apenas para reduzir custos”, defendeu Frederico Fragoso, Senior Manager da EY Angola, durante o XI Fórum Seguros, realizado na sexta-feira, 23 de Outubro, em Luanda.

Numa apresentação subordinada ao tema ‘Dados e tecnologia transformam a supervisão e o negócio segurador', o especialista destacou a importância dos canais digitais para chegar à população jovem e alcançar novos segmentos de mercado. Segundo explicou, 

Os dados e a tecnologia permitem crescer com inteligência, identificando segmentos, testando produtos e orientando decisões de investimento. Permitem, igualmente, automatizar operações, reduzindo tarefas manuais, custos e tempos de resposta, bem como personalizar a experiência dos clientes e aumentar a produtividade das equipas

O responsável enquadrou estas oportunidades num contexto global marcado pela incerteza geopolítica, pela pressão sobre os custos e pela transição digital. Segundo dados do estudo Global Insurance Outlook 2026, publicado pela EY, 90% das seguradoras prevêem reforçar o investimento em IA, mas reconhecem que os dados continuam a ser a principal barreira. Neste sentido, Frederico Fragoso sublinhou que “a barreira deixou de ser a tecnologia” e “passou a ser a qualidade dos dados”, evidenciando a necessidade de assegurar informação fiável antes de ampliar a utilização destas ferramentas. 

Nada se cumpre sem dados fiáveis”, pelo que a adopção eficaz da IA exige “dados de referência, qualidade na origem, uma visão única do cliente, segurança e protecção da informação, bem como uma governação que atribua responsabilidades claras pela gestão de cada dado. Estes elementos permitem transformar informação em decisões e acções, apoiar as operações das seguradoras e contribuir para uma supervisão mais rápida, inteligente e baseada no risco

Em Angola, os desafios passam pelo alcance e literacia, pelos seguros obrigatórios, pelo risco e pela rentabilidade, bem como pelos sinistros e pela confiança dos consumidores. De acordo com os dados do estudo da EY, apenas cerca de 4,1% da população angolana possui um seguro, enquanto entre 18% e 20% do parque automóvel dispõe de seguro obrigatório. Para responder a esta realidade, o Frederico Fragoso propõe a 

Distribuição digital, com oferta nos canais utilizados pelos clientes, cotação automática e pagamentos móveis, permitindo alcançar novos segmentos a custo compatível com prémios baixos e inclusão mensurável

Ao abordar a supervisão e as novas exigências regulamentares, o responsável salientou que o sector enfrenta um enquadramento em constante transformação, marcado por metas a alcançar até 2029. Entre as medidas destacadas encontram-se a implementação da prevenção do branqueamento de capitais, a validação digital de apólices, o reforço das obrigações de reporte à ARSEG, a regularização de sinistros em 30 dias e a revisão dos regimes do Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA) e do Seguro de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (SATDP).

A digitalização dos sinistros constitui outra das áreas com potencial de transformação. Segundo os dados apresentados, cerca de 61% das reclamações registadas no primeiro trimestre de 2026 incidem sobre seguros obrigatórios. Perante este cenário, a EY propõe a participação de sinistros através do telemóvel, a análise de documentos e fotografias com recurso à inteligência artificial e a intervenção de um técnico nos casos que exijam avaliação específica.

Em síntese, Frederico Fragoso defendeu que 

A tecnologia transforma e que os dados criam confiança, sublinhando que a tecnologia só amplifica o que os dados já valem. Por isso, a prioridade deverá passar por começar pela fundação de dados, através de um esforço conjunto das seguradoras e do supervisor, para promover um sector mais eficiente, sustentável e preparado para responder às necessidades dos consumidores

Sobre a EY 

A EY tem como propósito construir um mundo melhor de negócios, ajudando a criar valor a longo prazo para os seus clientes, colaboradores e a sociedade, bem como a gerar confiança nos mercados.

Dotados de informação e de tecnologia, várias equipas da EY, em mais de 150 países, asseguram confiança através da auditoria e ajudam os seus clientes a crescer, transformar e operar.

Através de serviços de auditoria, consultoria, fiscalidade, transações, estratégia e serviços jurídicos, as equipas da EY pretendem colocar as melhores perguntas para encontrar novas respostas para as complexas questões que o nosso mundo enfrenta hoje.

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