Ana Figueiredo

CEO da MEO

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Neste episódio do Palavra de CEO, recebemos Ana Figueiredo, CEO da MEO e EY Alumna, numa conversa sobre liderança, transformação digital, Inteligência Artificial, diversidade, cultura portuguesa e gestão em contextos de incerteza.

EY e o início de um percurso de liderança

Ana Figueiredo recorda a sua passagem pela EY como um momento decisivo da sua carreira:

“Fui convidada para a EY para criar um grupo de Consulting do zero, um desafio imenso.”
“A EY, para mim, foi uma empresa‑escola.”

Liderança no feminino e diversidade nas organizações

A CEO da MEO partilha uma reflexão honesta sobre os desafios que ainda persistem para as mulheres em posições de liderança: “Muitas vezes, nós, mulheres, estamos em contextos em que a nossa opinião é menos pedida, solicitada e escutada.”

“O conselho que daria às mulheres é manterem a capacidade de aprendizagem e de se afirmarem.”

Na MEO, essa visão traduziu‑se em ação concreta, com a implementação de uma meta de 40% de mulheres em cargos de gestão.

Cultura portuguesa, pressão e adaptabilidade

Para Ana Figueiredo, a adaptabilidade da cultura portuguesa é um dos maiores ativos num contexto global de elevada incerteza: “Não há muitos povos que tenham a adaptabilidade que a cultura portuguesa tem.”

Essa capacidade de lidar com pressão é também inspirada pela sua ligação ao ténis: “O ténis ajudou‑me a lidar com a incerteza, a gerir a pressão e a ter adaptabilidade na gestão.”

Tecnologia, conectividade e o papel estratégico da MEO

A conversa aborda ainda o papel crítico das telecomunicações na sociedade atual e a forma como só nos apercebemos disso quando falham: “As pessoas identificam uma falha energética quando a Internet deixa de funcionar e o router fica sem energia.”

Ana Figueiredo destaca também o papel estratégico da MEO na ligação de Portugal ao mundo: “Sou eu, enquanto MEO, que ligo Portugal ao mundo, através dos cabos submarinos e dos satélites.”

Inteligência Artificial e o futuro do trabalho

A CEO da MEO deixa uma visão pragmática sobre a Inteligência Artificial, defendendo que o seu impacto já é real e transversal: “Já usamos IA há muitos anos, mas vai mudar a forma como trabalhamos. Eu já uso todos os dias.”

“Tudo o que seja transacional, ou vamos automatizar, ou digitalizar, ou pôr IA em cima disso.”

Europa, regulação e criação de valor

Num olhar mais macro, Ana Figueiredo alerta para a necessidade de mudança no modelo europeu: “A Europa tem de desregular para dar liberdade para haver criatividade e poder errar."