João Moura recordou a evolução significativa do setor nas últimas duas décadas, com o número de hotéis a duplicar e a oferta de alojamento a quadruplicar, mas alertou para riscos relacionados com a competitividade, a burocracia e a necessidade de preservar a reputação internacional de Portugal enquanto destino turístico.
Licenciamento, infraestruturas e talento dominam a mesa-redonda
A segunda parte da manhã foi marcada por uma mesa-redonda que reuniu empresários e investidores do setor.
Carlos Pinto Coelho, responsável financeiro do Grupo Onyria, identificou o licenciamento como o principal entrave ao investimento, defendendo maior previsibilidade e responsabilização nos processos administrativos.
Gonçalo Rebelo de Almeida, Administrador do Grupo Vila Galé, destacou a necessidade de continuar a investir nas infraestruturas e na promoção internacional do país, alertando para os riscos de perda de competitividade, especialmente junto dos mercados asiáticos.
Rui Sanches, Fundador e CEO da Plateform, sublinhou o impacto da fiscalidade, da complexidade regulatória e da escassez de talento no crescimento das empresas. Defendeu uma aposta reforçada na formação e qualificação dos profissionais, considerando que o conhecimento e a capacidade das pessoas continuarão a ser fatores diferenciadores para Portugal.
O papel da EY num setor em transformação
Na sua intervenção, Jaime Rocha destacou a importância de medidas que incentivem o investimento e promovam a competitividade das empresas portuguesas, defendendo igualmente uma redução da burocracia e maior atenção aos desafios da habitação e da fiscalidade sobre o trabalho.
Miguel Farinha, Country Managing Partner do EY Portuguese Cluster, reforçou o compromisso da organização em apoiar empresas e instituições na navegação de contextos cada vez mais complexos.