Press release
24 set. 2026 

Salários dos administradores não executivos no setor financeiro português aumentaram 6,9% em 2025.

  • A remuneração média dos administradores não executivos do setor financeiro em Portugal subiu para 277 mil dólares em 2025, mais 6,9% face ao ano anterior 
  • Apesar do crescimento, Portugal continua abaixo da média europeia, que registou um aumento de 10% no ano passado 
  • Europa reduz diferença remuneratória face à América do Norte, mas continua a apresentar a maior disparidade salarial entre homens e mulheres nos conselhos de administração

A remuneração média dos administradores não executivos das instituições financeiras em Portugal cresceu 6,9% em 2025, atingindo os 277 mil dólares, face aos cerca de 259 mil dólares registados em 2024, de acordo com o mais recente EY Global Financial Services Boardroom Monitor. 

A evolução observada em Portugal acompanha a tendência internacional de valorização das competências e da experiência ao nível dos órgãos de governo das instituições financeiras, num contexto marcado por uma crescente complexidade regulatória, transformação tecnológica e maior escrutínio sobre a gestão dos riscos.

Embora a remuneração dos administradores não executivos em Portugal tenha registado um crescimento relevante, o aumento ficou abaixo da média europeia, que avançou 10% em 2025, alcançando uma remuneração média de 314 mil dólares. Ainda assim, a Europa destacou-se como a região com maior crescimento remuneratório entre as principais geografias analisadas, acima da América do Norte (+4,5%) e da Ásia-Pacífico (+4,7%).

A análise da EY evidencia igualmente que a diferença salarial entre a Europa e a América do Norte continua a diminuir. Em 2025, os conselhos de administração das instituições financeiras europeias passaram a remunerar, em média, apenas 10,5% abaixo dos seus congéneres norte-americanos, reduzindo significativamente o diferencial observado no ano anterior.

Omar Ali CBE, EY Global Financial Services Leader, afirma:

Ao longo dos últimos 12 meses, as instituições financeiras europeias têm investido na atração de talento para os Conselhos de Administração, respondendo à crescente competição internacional por competências e experiência. Contudo, as médias globais ocultam uma disparidade remuneratória significativa, com as administradoras não executivas na Europa a continuarem a receber remunerações substancialmente inferiores às dos seus pares masculinos. Os fatores que estão na origem das desigualdades salariais de género, particularmente na Europa e na Ásia, merecem uma atenção mais aprofundada, de forma a garantir que desequilíbrios estruturais são corrigidos e não perpetuados

Europa continua a apresentar maior disparidade remuneratória entre homens e mulheres

Apesar do crescimento registado na remuneração dos administradores não executivos, o estudo da EY revela que a Europa continua a apresentar a maior disparidade salarial entre homens e mulheres nos conselhos de administração do setor financeiro.

Em 2025, as administradoras não executivas europeias receberam, em média, menos 38,9% do que os seus pares masculinos. Por comparação, a diferença situou-se nos 30,2% na região Ásia-Pacífico e em apenas 7,1% na América do Norte.

Segundo a EY, estes números demonstram a necessidade de continuar a promover uma maior equidade remuneratória à medida que as instituições financeiras planeiam a renovação e sucessão dos seus órgãos de governo.

Presidentes dos conselhos de administração reforçam prémio remuneratório

A análise conclui igualmente que a remuneração associada à função de presidente do conselho de administração continua a crescer a um ritmo superior ao dos restantes administradores não executivos.

Globalmente, a remuneração média dos presidentes aumentou 13,7% em 2025, mais do dobro da evolução registada para os restantes administradores não executivos. Atualmente, um presidente de conselho recebe, em média, 2,5 vezes mais do que os restantes membros não executivos daquele órgão de administração.

A Europa registou o maior crescimento neste indicador, com a remuneração dos presidentes dos conselhos de administração a aumentar quase 20% em relação ao ano anterior.

Sobre o EY Global Financial Services Boardroom Monitor

O EY Global Financial Services Boardroom Monitor acompanha a remuneração, género e perfil dos administradores não executivos de instituições financeiras cotadas na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico, incluindo bancos, seguradoras, gestoras de ativos e empresas fintech.

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