Europa continua a apresentar maior disparidade remuneratória entre homens e mulheres
Apesar do crescimento registado na remuneração dos administradores não executivos, o estudo da EY revela que a Europa continua a apresentar a maior disparidade salarial entre homens e mulheres nos conselhos de administração do setor financeiro.
Em 2025, as administradoras não executivas europeias receberam, em média, menos 38,9% do que os seus pares masculinos. Por comparação, a diferença situou-se nos 30,2% na região Ásia-Pacífico e em apenas 7,1% na América do Norte.
Segundo a EY, estes números demonstram a necessidade de continuar a promover uma maior equidade remuneratória à medida que as instituições financeiras planeiam a renovação e sucessão dos seus órgãos de governo.
Presidentes dos conselhos de administração reforçam prémio remuneratório
A análise conclui igualmente que a remuneração associada à função de presidente do conselho de administração continua a crescer a um ritmo superior ao dos restantes administradores não executivos.
Globalmente, a remuneração média dos presidentes aumentou 13,7% em 2025, mais do dobro da evolução registada para os restantes administradores não executivos. Atualmente, um presidente de conselho recebe, em média, 2,5 vezes mais do que os restantes membros não executivos daquele órgão de administração.
A Europa registou o maior crescimento neste indicador, com a remuneração dos presidentes dos conselhos de administração a aumentar quase 20% em relação ao ano anterior.
Sobre o EY Global Financial Services Boardroom Monitor
O EY Global Financial Services Boardroom Monitor acompanha a remuneração, género e perfil dos administradores não executivos de instituições financeiras cotadas na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico, incluindo bancos, seguradoras, gestoras de ativos e empresas fintech.