Neste episódio do Palavra de CEO, Pedro Cid, CEO da Auchan, partilha uma visão autêntica sobre a cultura, o crescimento e os desafios futuros de uma das maiores empresas de retalho em Portugal. Com mais de três décadas dedicadas à Auchan, o líder destaca a importância da proximidade, da meritocracia e da modernização contínua num setor em permanente transformação.
“A melhor forma de agradar às hierarquias é dizer o que se pensa e não o que eles pensam.”
Cultura organizacional e liderança
Para Pedro Cid, a cultura da Auchan está enraizada na proximidade e horizontalidade. “Trabalham 12 mil pessoas na Auchan e toda a gente pode e deve tratar-me por tu.”
Este estilo de liderança aberta e direta reforça o espírito colaborativo da organização e a ideia de que o CEO é, acima de tudo, parte da equipa que sustenta o crescimento da empresa, hoje próxima dos 2 900 milhões de euros de faturação.
Estratégia comercial e crescimento
“O foco este ano é a integração do Mini Preço na Auchan e a reformulação do seu modelo comercial.”
Pedro Cid sublinha a ambição estratégica de fortalecer a rede Auchan em Portugal, ao mesmo tempo que destaca o compromisso da empresa com a produção nacional:
“Devemos ser a empresa no país que mais compra em Portugal. Cerca de 6% da nossa faturação é comprada em Portugal.”
Além disso, a Auchan mantém um modelo de partilha de valor único no setor: “No final do ano, uma percentagem do EBITA da empresa é distribuída por todos os colaboradores.”
Desafios e resiliência
O período pandémico representou o maior teste da sua liderança:
“O principal desafio foi a Covid‑19 e ver as pessoas que trabalham nas nossas lojas a ter de ir trabalhar todos os dias.”
Pedro Cid recorda o impacto humano desse momento e o papel fundamental das equipas que garantiram o abastecimento do país em circunstâncias extraordinárias.
Tecnologia, futuro e o papel das pessoas
Com o avanço da automação e da inteligência artificial, o CEO defende um equilíbrio saudável entre tecnologia e humanidade:
“Saibamos nós aproveitar as máquinas e a Inteligência Artificial e pôr os humanos a fazer aquilo que gostam.”
Uma visão que mostra a ambição de modernizar sem perder o foco no bem-estar das pessoas e na valorização do trabalho humano.