Que riscos corre quem não faz uma adoção responsável de IA?
A sua organização está preparada para os riscos que a Inteligência Artificial pode trazer? Neste novo episódio do EY Explica, Nuno Deus, Partner da EY em Technology Risk, conversa com Rosália Amorim, Diretora de Brand, Marketing e Communications do EY Portuguese Cluster, sobre os principais riscos associados à adoção de Inteligência Artificial (IA) e como as empresas se podem preparar para uma implementação responsável e segura.
Que riscos correm as organizações ao usar IA?
Os riscos vão desde o alinhamento estratégico — investir em soluções desalinhadas com os objetivos da organização — até a segurança, com vulnerabilidades nas soluções implementadas e novos tipos de ataques potenciados pela IA. Há ainda riscos de compliance, com destaque para o AI Act e o RGPD, já que os dados são o “combustível” da IA. E, transversalmente, surgem riscos reputacionais, amplificados pelas redes sociais. Mas o maior risco, segundo Nuno Deus, é não fazer nada — a IA vai transformar a economia e a sociedade, e é essencial agir de forma proativa.
Como é que as empresas se podem preparar para uma adoção responsável de IA?
Em cinco passos:
- Tomar consciência da relevância e complexidade do desafio — não é apenas tecnológico, é estratégico.
- Capacitar a gestão de topo, com apoio de comités independentes e multidisciplinares.
- Definir e implementar um modelo de governo de IA, com políticas, princípios, ferramentas de validação e avaliação de risco.
- Promover literacia em IA entre os colaboradores.
- Realizar auditorias independentes, para garantir eficácia e melhoria contínua do modelo de governação.
[Este episódio é essencial para líderes tecnológicos, gestores de risco e decisores estratégicos que procuram garantir uma adoção ética, segura e eficaz da Inteligência Artificial nas suas organizações]