Press release
13 mai. 2026 

Seguros de Saúde geraram poupança anual de quase 2 mil milhões de euros ao SNS
 

  • Número de apólices de seguros de saúde cresceu 25% em quatro anos, para 1,28 milhões, impulsionado por dificuldades de acesso ao SNS e procura por maior rapidez, revela estudo da EY-Parthenon para a APHP e a APS
  • Prestadores privados realizaram mais de 9 milhões de procedimentos nas segundas coberturas, em 2023, reduzindo a pressão sobre o SNS e reforçando o acesso aos cuidados de saúde
  • Estudo defende maior integração entre o SNS e o setor privado, com sistemas interoperáveis, maior clareza na informação e soluções para populações mais vulneráveis
 

As segundas coberturas em saúde (decorrentes de seguros, planos de saúde e outros mecanismos semelhantes) contribuíram para uma poupança anual estimada de 1.945 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2023. Este valor resulta da transferência de atividade para o setor privado, que, nesse ano, realizou mais de 9 milhões de procedimentos nas segundas coberturas, aliviando a pressão sobre o sistema público, segundo o estudo “As Segundas Coberturas de Saúde em Portugal e o seu Impacto no Sistema Nacional de Saúde”, realizado pela EY-Parthenon para a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Entre 2019 e 2023, o número de apólices de seguros de saúde cresceu 25%, passando de 1,019 milhões para 1,276 milhões, enquanto o número de pessoas seguradas aumentou 30%, de 3,02 milhões para 3,92 milhões. Este crescimento foi impulsionado por fatores como as dificuldades de acesso a serviços do SNS, menor tempo de espera na marcação de atos médicos e possibilidade de acompanhamento por especialistas específicos, aponta o estudo.

No contexto global, e considerando uma despesa do SNS de cerca de 14,5 mil milhões de euros em 2023, estima-se que o impacto das segundas coberturas tenha permitido poupanças para o sistema público na ordem dos dois mil milhões de euros, sem contabilizar efeitos adicionais de médio e longo prazo. Deste montante, 846 milhões dizem respeito a cirurgias, 688 milhões a consultas, 234 milhões a Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), 143 milhões a urgências, 13 milhões a partos e os restantes 21 milhões a outros atos médicos.

O estudo realizado pela EY-Parthenon integrou análise de dados oficiais e setoriais com auscultação de entidades relevantes, sendo a avaliação suportada por um modelo de equilíbrio parcial. Os impactos económicos globais foram ainda estimados através de modelos input-output, captando efeitos diretos, indiretos e induzidos.

As conclusões do estudo apontam para a necessidade de aprofundar a complementaridade entre o público e o privado, o que implica melhorar a integração dos sistemas, simplificar a experiência dos segurados e criar um enquadramento fiscal e regulatório mais equilibrado, garantindo maior equidade no acesso, nomeadamente para populações mais vulneráveis
As segundas coberturas estão a gerar uma poupança muito relevante para o SNS, próxima dos dois mil milhões de euros por ano, ao mesmo tempo que libertam capacidade no sistema público. Este duplo efeito, financeiro e operacional, evidencia a importância de políticas que valorizem a complementaridade entre os dois sistemas

O estudo conclui que o reforço da complementaridade entre os dois setores, no sentido de ampliar e otimizar as condições de acesso dos utentes, é determinante para o futuro dos cuidados de saúde. Esta complementaridade pode levar a uma maior especialização, com a hospitalização privada e coberturas adicionais mais focadas em áreas, como a medicina preventiva, bem-estar, saúde mental e acesso a cuidados modernos, incluindo telessaúde e saúde domiciliar. 

O aumento da procura por seguros de saúde reflete uma alteração nas expectativas dos cidadãos, que procuram previsibilidade no acesso, maior controlo sobre o percurso clínico e tempos de resposta compatíveis com as suas necessidades. Esta evolução exige maior rigor no desenho das coberturas e maior transparência na informação. Neste contexto, torna-se essencial um enquadramento de políticas públicas que reconheça o papel complementar dos seguros de saúde, promovendo condições equilibradas e contribuindo para a sustentabilidade global do sistema
A hospitalização privada tem vindo a expandir a sua rede, a reforçar equipas clínicas e a investir em tecnologia e capacidade instalada. Em 2024, atingiu 131 unidades e responde a milhões de atos médicos por ano, incluindo cuidados diferenciados e de elevada complexidade, o que contribui para reduzir tempos de espera e aliviar a pressão sobre o SNS. Este contributo deve ser reconhecido no desenho das políticas de saúde

Entre as principais recomendações destacam-se a criação de plataformas digitais interoperáveis; a adoção de protocolos clínicos comuns, garantindo a troca eficaz de informações e a continuidade dos cuidados; a criação de apoio para populações com menor rendimento, incluindo modelos de seguros subsidiados ou mutualistas; e o desenvolvimento de um tratamento fiscal ajustado, sugerindo que se considere a introdução de regras que eliminem a discriminação entre público e privado.

Melhorar a perceção das segundas coberturas passa por tornar a experiência do segurado muito mais simples, o que implica preços e coberturas claros, linguagem acessível e informação transparente sobre benefícios e procedimentos, de forma a que os utentes tomem decisões mais informadas e sintam uma relação de maior confiança com o sistema
As segundas coberturas estão a gerar uma poupança muito relevante para o SNS, próxima dos dois mil milhões de euros por ano, ao mesmo tempo que libertam capacidade no sistema público. Este duplo efeito, financeiro e operacional, evidencia a importância de políticas que valorizem a complementaridade entre os dois sistemas

O estudo conclui que o reforço da complementaridade entre os dois setores, no sentido de ampliar e otimizar as condições de acesso dos utentes, é determinante para o futuro dos cuidados de saúde. Esta complementaridade pode levar a uma maior especialização, com a hospitalização privada e coberturas adicionais mais focadas em áreas, como a medicina preventiva, bem-estar, saúde mental e acesso a cuidados modernos, incluindo telessaúde e saúde domiciliar

O aumento da procura por seguros de saúde reflete uma alteração nas expectativas dos cidadãos, que procuram previsibilidade no acesso, maior controlo sobre o percurso clínico e tempos de resposta compatíveis com as suas necessidades. Esta evolução exige maior rigor no desenho das coberturas e maior transparência na informação. Neste contexto, torna-se essencial um enquadramento de políticas públicas que reconheça o papel complementar dos seguros de saúde, promovendo condições equilibradas e contribuindo para a sustentabilidade global do sistema
A hospitalização privada tem vindo a expandir a sua rede, a reforçar equipas clínicas e a investir em tecnologia e capacidade instalada. Em 2024, atingiu 131 unidades e responde a milhões de atos médicos por ano, incluindo cuidados diferenciados e de elevada complexidade, o que contribui para reduzir tempos de espera e aliviar a pressão sobre o SNS. Este contributo deve ser reconhecido no desenho das políticas de saúde

Entre as principais recomendações destacam-se a criação de plataformas digitais interoperáveis; a adoção de protocolos clínicos comuns, garantindo a troca eficaz de informações e a continuidade dos cuidados; a criação de apoio para populações com menor rendimento, incluindo modelos de seguros subsidiados ou mutualistas; e o desenvolvimento de um tratamento fiscal ajustado, sugerindo que se considere a introdução de regras que eliminem a discriminação entre público e privado.

Melhorar a perceção das segundas coberturas passa por tornar a experiência do segurado muito mais simples, o que implica preços e coberturas claros, linguagem acessível e informação transparente sobre benefícios e procedimentos, de forma a que os utentes tomem decisões mais informadas e sintam uma relação de maior confiança com o sistema

Sobre a EY

A EY está a construir um mundo melhor de negócios, criando valor a longo prazo para os seus clientes, as suas pessoas, a sociedade e o planeta, ao mesmo tempo que gera confiança nos mercados de capitais. Com base em informação, IA e tecnologia avançada, as equipas da EY ajudam os clientes a moldar o futuro com confiança e a desenvolver respostas para as questões mais prementes do presente e do futuro, trabalhando num espetro completo de serviços de auditoria, consultoria, fiscalidade, estratégia e transações. Apoiadas por insights setoriais, uma rede globalmente conectada, multidisciplinar e diversos parceiros do ecossistema, as equipas da EY prestam serviços em mais de 150 países e territórios. Tudo para moldar o futuro com confiança.

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