Será este o momento da verdade para a integridade corporativa?

por Pedro Subtil

Energy & Resources Leader, Ernst & Young S.A.

Pai de duas raparigas. Apaixonado por viagens, gastronomia, arquitetura, design e xadrez.

2 minutos de leitura 19 mai 2021
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Relatório de Integridade 2021 Portugal (PDF). A pandemia global da COVID-19 teve um impacto significativo a nível mundial, com consequências sobre as famílias, organizações e a sociedade em geral. No meio desta crise, as organizações e os governos foram confrontados com a necessidade de tomar decisões difíceis, que afetaram a sua operação e viabilidade.

As organizações têm de decidir a melhor forma de proteger os seus colaboradores e clientes, enquanto detentores de um papel ativo na sociedade. Os Conselhos de Administração que têm de avaliar como remunerar os seus acionistas e que procuram apoio financeiro por parte do Estado, enfrentam novos desafios ao nível da integridade das suas organizações. Fazer o que está certo nunca foi tão difícil, uma vez que o nível de escrutínio dos negócios por parte da sociedade intensificou-se. As decisões tomadas pelas organizações e governos em contexto de crise, no auge da pandemia, serão avaliadas nos próximos anos. Agir com integridade é agora mais importante do que nunca.

O estudo realizado pela EY revela um conjunto de desafios éticos enfrentados pelas organizações, tanto no período que antecedeu a crise da COVID-19, como no auge da mesma. Durante o mês de março de 2021, 103 participantes responderam a este estudo de forma anónima, o qual utilizou uma metodologia que excluiu respostas inválidas. Os participantes deste estudo representam diferentes posições hierárquicas, nomeadamente membros de Conselhos de Administração, posições de gestão e outros colaboradores em ranks juniores.

Atualmente, organizações de todos os setores passam por desafios críticos para a sustentabilidade dos seus negócios e para a sua integridade. A COVID-19 veio acentuar esses desafios. Acresce que a curto prazo, em Portugal, as organizações terão de alinhar-se com novos requisitos legais, que decorrerão da recém-aprovada Estratégia Nacional de Anticorrupção e da Diretiva Europeia de "Whistleblowing".
Pedro Subtil
Energy & Resources Leader, Ernst & Young S.A.

A nível global, 90% considera que os efeitos da COVID-19 poderão aumentar os riscos de comportamentos antiéticos na sua organização. Apesar de ser pequena a percentagem de colaboradores que assume a disponibilidade para agir de forma antiética, para ganho pessoal, a pandemia agrava o risco de comportamentos irregulares. Observa-se, também, uma disparidade quanto às perceções de ética comportamental nos diferentes níveis hierárquicos dentro das organizações. Os colaboradores juniores confiam na integridade dos seus líderes. E os membros de Conselhos de Administração confiam no cumprimento das regras de integridade nas suas organizações. A generalidade dos inquiridos, considera que deve agir com integridade na vida interna da sua organização e na relação com terceiros, adotando medidas que minimizem o risco e cumprindo as disposições legais e regulatórias, em vigor.

Para saber mais informações, descarregue o estudo completo “Relatório de Integridade 2021 Portugal”.

Resumo

Não há dúvida de que as organizações enfrentam um desafio único de uma geração. Mesmo antes da atual pandemia global, as organizações enfrentavam enormes desafios como por exemplo sanções, convulsões políticas, mudanças de visão da sociedade e guerras comerciais, entre outros. Atualmente enfrentam novas e significativas decisões que apresentam dilemas éticos, aos quais devem responder com rapidez e sob crescente escrutínio.

Sobre este artigo

por Pedro Subtil

Energy & Resources Leader, Ernst & Young S.A.

Pai de duas raparigas. Apaixonado por viagens, gastronomia, arquitetura, design e xadrez.

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