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Série CEO imperative

Como os momentos que ameaçam a sua transformação podem definir o seu sucesso?

Líderes que colocam as pessoas no centro para enfrentar os chamados pontos de inflexão têm 12 vezes mais chances de melhorar significativamente o desempenho da transformação.


Em resumo
  • Os momentos críticos afetarão a maioria das transformações – 96% dos programas passam por pontos de virada, de acordo com a nossa nova pesquisa.
  • Os pontos de inflexão começam quando uma sensação de progresso se transforma numa sensação de estagnação.Se tratado de forma inadequada, isso prejudica a motivação e a disposição dos colaboradores de investir o esforço discricionário necessário para se transformar.
  • Os CEOs podem navegar com sucesso em momentos críticos, trazendo os humanos para o centro do processo. Esta é a chave para um maior sucesso nos programas de transformação.

Por que a maioria das transformações não consegue entregar o valor que as organizações esperam? E o que os CEOs devem fazer quando uma transformação sai dos trilhos? Essas perguntas confundem as empresas há décadas.

A série CEO Imperative fornece respostas e ações críticas para ajudar os líderes a reformular o futuro de suas organizações. Em 2021, a Saïd Business School da Universidade de Oxford e da EY (EYGS LLP) formou uma colaboração de pesquisa de longo prazo para estudar onde os programas de transformação dão errado e o que as organizações poderiam fazer para acertá-los.

Partimos da hipótese de que o fator humano é o segredo do sucesso nos programas de transformação. Nossa pesquisa trouxe isso à vida. O cerne de uma transformação bem-sucedida é um ambiente no qual as jornadas emocionais dos representantes da liderança e do quadro de profissionais envolvidos na transformação estejam bem traçadas e suficientemente abordadas à medida que suas iniciativas evoluem.

Nosso relatório da pesquisa de 2022 identificou seis fatores que ajudam a criar esse ambiente. As organizações que se destacam na abordagem desses seis fatores aumentam em 2,6 vezes a probabilidade de uma transformação bem-sucedida – de 28% para 73%.

Esses fatores se traduzem em seis ações:

  1. Inspire: a organização e sua liderança devem ter uma visão objetiva.
  2. Lidere: deve haver liderança adaptativa, com os líderes focando em “nós” e não em “mim”.
  3. Demonstre cuidado: os colaboradores devem sentir segurança psicológica ao poderem se manifestar.
  4. Construa: a organização deve utilizar a tecnologia para dar vida à visão — não usar a tecnologia pura e simplesmente pela tecnologia.
  5. Capacite: deve haver liberdade disciplinada — avançar com disciplina e rigor, ao mesmo tempo em que experimenta e aprende.
  6. Colabore: a liderança precisa encontrar as melhores maneiras de se conectar e criar de forma cooperativa, em vez de deixar isso ao acaso ou presumir que isso acontecerá por causa de boas intenções.

Compartilhar essas descobertas com executivos da diretoria e membros do conselho de administração experientes em iniciativas de transformação suscitou diversas questões práticas: E o que faço quando as coisas dão errado? Existe uma maneira de usar esses momentos de decisão a meu favor? Nossa pesquisa atual se concentra na aplicação prática de colocar os humanos de volta ao centro quando surgem problemas que possam comprometer a transformação.

Leia o relatório completo

Tenha acesso ao conjunto completo de insights e estudos de caso que podem ser colocados em prática sobre formas de colocar os programas transformacionais de volta nos trilhos.

Os pontos de inflexão representam "momentos da verdade", que podem promover ou interromper uma transformação.

Quase todas as transformações (96%) têm pelo menos um momento da verdade, quando o programa sai dos trilhos e então os líderes intervêm (ou não). Chamamos estes momentos cruciais de “pontos de inflexão”. A maneira como os CEOs planejam e reagem com relação a esses pontos pode determinar o sucesso ou o fracasso de toda a transformação.

Por exemplo, um dos líderes que entrevistamos percebeu um problema surgindo em uma transformação funcional com um fornecedor de tecnologia líder mundial. Assistir presencialmente aos primeiros workshops com o fornecedor e ouvir não apenas o que foi dito, mas também o que deixou de ser dito, ajudou a descobrir rapidamente a perda de confiança de sua equipe no fornecedor. Isso levou a uma intervenção e à contratação de um provedor externo diferente que tinha mais experiência funcional, trazendo o programa de volta aos trilhos e obtendo resultados de alto valor.

Em vez de serem um problema a ser evitado, os pontos de inflexão oferecem uma oportunidade de aumentar o sucesso ao acelerar o progresso.

Os pontos de inflexão são momentos decisivos e podem se originar a partir de várias direções

Quando exploramos a causa raiz de um momento decisivo, vemos que geralmente há vários desafios em vez de um único problema, que podem surgir de desafios externos (como eventos geopolíticos ou novas regulamentações), desafios internos (como excedentes orçamentários ou tecnologia incompatível) ou dinâmicas humanas (sentimentos de falta de propriedade, lutas pelo poder ou ansiedade com relação às capacidades).

As emoções na dinâmica humana são os indicadores mais contundentes de que um problema surgiu. Também são elas as rastreados com menos frequência. Há dados cruciais a serem explorados nas reações emocionais da força de trabalho transformadora.

Os líderes precisam dar ouvidos a esses sinais emocionais, entender o que estão ouvindo e agir de forma a repor os níveis de energia, reconstruir a confiança, promover novas formas de trabalhar, aproveitando os seis fatores revelados em nossa pesquisa inicial.

Programas transformadores bem-sucedidos são elaborados para antecipar e navegar em pontos de inflexão. Por meio de nossa pesquisa, descobrimos que isso oferece vários benefícios, inclusive acelerar a dinâmica, superar as medidas de resultados, desenvolver capacidades e preparar a organização para futuras transformações.

Por outro lado, esses momentos decisivos, malsucedidos, podem piorar a situação de modo geral. Os líderes podem entrar em pânico e desencadear uma onda de ações descoordenadas que causam o caos e paralisam o programa. Como alternativa, podem reagir tarde demais, convocando um pequeno grupo de liderança que impõe soluções ao programa mais amplo. Normalmente, vão acabar se concentrando nos sintomas e não propriamente na causa.

Três etapas que podem transformar um ponto de inflexão em um desempenho de transformação gigantesco

Mediante a utilização de uma combinação entre modelagem preditiva e estudos de caso aprofundados, identificamos três etapas principais que aproveitam o poder das pessoas e aumentam em 12 vezes a probabilidade de que um ponto de inflexão direcione o programa de transformação para uma trajetória que proporcionará valor significativamente maior (de 6% para 72%).


As três etapas são:

  1. Detecção – construir um sistema de detecção precoce para identificar com rapidez quando surgem problemas e determinar se uma intervenção se faz necessária. Isto significa olhar além dos KPIs tradicionais (que são frequentemente indicadores "atrasados") para monitorizar as mudanças no comportamento e nas emoções das pessoas envolvidas na transformação, que são melhores preditores de que um programa está prestes a descarrilhar.
  2. Criação de sentido: reúna as pessoas em todo o programa de transformação para entender de onde vêm os problemas.
  3. Atuação: restabeleça as condições que incentivem as pessoas a fazerem o trabalho necessário em conjunto, utilizando os seis fatores que identificamos em nossa pesquisa inicial.

Tudo isso exigirá uma mudança de mentalidade. Os pontos de inflexão são inevitáveis. Adotar uma abordagem centrada no ser humano que detecte e solucione habilmente os problemas com antecedência, antes que eles destruam o valor, é essencial. Os líderes que promovem essa transição e adotam os pontos de inflexão pelo que são — oportunidades de acelerar o ímpeto transformacional e melhorar o desempenho dessa transformação — têm muito mais chances de sucesso.

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Capítulo 1

O que são pontos de virada e por que são importantes?

Os pontos de inflexão fazem parte de qualquer transformação. Quando bem-sucedidos, eles têm 1,9 vezes mais chances de melhorar o sucesso da transformação.

O ponto de inflexão representa um momento de potencial — em que o desempenho pode ser elevado e as pessoas podem prosperar — ou em que o programa como um todo pode falhar.

Pontos de inflexão bem sucedidos não apenas abordam questões subjacentes (73% vs. 33% dos pontos de inflexão mal sucedidos); eles têm 2,1 vezes mais probabilidade de melhorar a velocidade de execução (80% vs. 39%) e 1,9 vezes mais probabilidade de fazer com que o programa supere os principais indicadores de desempenho (KPIs) desejados (31% vs. 17%). Além disso, apresentam probabilidade 1,9 vezes maior de melhorar a preparação e a motivação do quadro profissional para a próxima transformação (79% contra 41%) – preparar a organização para abraçar um estado de mudança contínua.

Por outro lado, pontos de inflexão mal sucedidos não conseguem melhorar o desempenho e pioram a situação. Apresentam probabilidade 1,6 vezes maior de levar toda a transformação a um desempenho inferior (50% vs. 31% dos pontos de inflexão bem-sucedidos) e probabilidade 3,4 vezes maior de deixar os colaboradores com emoções negativas, como tristeza e ansiedade (41% vs. 12%) , o que pode ser prejudicial ao seu bem-estar e à organização em geral.


Embora os pontos de inflexão possam ocorrer a qualquer momento durante o programa, três quartos (75%) ocorrem durante as fases de planejamento e implantação inicial, quando a intenção de transformação da Administração precisa se transformar em ação em toda a organização. Nestes momentos, a verdadeira dor da transformação ainda não foi sentida, motivo pelo qual os líderes muitas vezes não veem razões convincentes para intervir. No momento em que a dor está sendo sentida, já é tarde demais. Os líderes precisam se sintonizar com esses sinais humanos para agir com antecedência suficiente.


Decodificação da causa raiz dos pontos de inflexão

O que faz com que surjam pontos de inflexão? Parece haver três fatores.

  1. Choques externos, especialmente em tempos de disrupção: em nossos dados, podemos ver que quase metade (48%) dos pontos de inflexão envolvem pelo menos um grande problema externo. Isso afeta as pessoas que trabalham na transformação em âmbito racional e emocional. 
  2. Problemas no modelo operacional, causados pelo desalinhamento da organização: nossos estudos de caso aprofundados sugerem que isso geralmente resulta de suposições errôneas e/ou de uma compreensão imprecisa da realidade atual da organização. A maioria dos pontos de inflexão (71%) em nossos dados envolve pelo menos um problema no modelo operacional.
  3. Dinâmica humana, que precisa ser alterada: como já vimos, a maioria (75%) dos pontos de inflexão ocorre no início de um programa, seja durante o planejamento ou a implantação inicial. Nossos estudos de caso aprofundados revelam que esse estágio requer uma série de transições. Essas transições criam atrito e geralmente são onde surgem problemas.

Individualmente, nem todos os problemas se intensificam a ponto de exigir intervenção. No entanto, quando surgem vários problemas ao mesmo tempo, as coisas começam a dar errado. O ruído em torno da transformação aumenta e a energia emocional dentro dos grupos-chave muda.

À medida que os problemas atingem o programa de transformação, acabam prejudicando a crença das pessoas na visão e nos líderes da transformação. Também reduzem o nível de segurança psicológica, pois as pessoas não se sentem ouvidas. Isso pode ser visto claramente em nossos dados: os colaboradores sentiram que suas preocupações não foram levadas a sério (33%), os problemas que sinalizaram não foram levados a níveis hierárquicos superiores (32%) e a liderança nunca pediu sua opinião desde o início do processo (32%).

2

Capítulo 2

Como navegar em um ponto de virada

Existem três passos que as organizações podem tomar para aumentar a probabilidade de sucesso ao navegar num ponto de virada.

Nossa pesquisa identificou três etapas que aumentam a probabilidade de navegar com sucesso em um ponto de inflexão e que melhoram significativamente (em 12 vezes) o desempenho da transformação — de 6% para 72%.

Etapa 1: Detecção

Os programas precisam construir um sistema de detecção precoce para identificar rapidamente quando surgem problemas e decidir quando intervir. A nossa pesquisa revela que os líderes precisam prestar atenção aos sinais sobre como os seus colaboradores se sentem e como se comportam. Os programas precisam passar de olhar apenas para indicadores atrasados nos seus KPIs para olhar também para indicadores avançados – pessoas. A nossa pesquisa demonstra que os primeiros sinais de que surgiu um problema significativo provêm de mudanças nas emoções e no comportamento dos colaboradores, e não nos sinais tradicionais, como KPIs não cumpridos ou estouro nos orçamentos. Isso exige saber que sinais procurar, criar condições nas quais as pessoas possam falar livremente e implementar mecanismos para ouvir – de preferência, antes do início do programa.

No entanto, 72% dos líderes pesquisados admitem que é muito fácil ignorar os sinais de alerta. Isso é compreensível, pois a maioria dos programas se concentra na entrega bem-sucedida do plano em que tantas pessoas investem. Além disso, 61% dos líderes dizem que é difícil saber quando intervir ou quando é melhor manter o curso. Como resumiu um gerente sênior de uma instituição financeira: “Um dos maiores problemas culturais é que, se você é [o líder da transformação], investiu tanto pessoalmente nisso que fica na defensiva quando ouve: 'isso não está funcionando'. Acho que provavelmente deveríamos ter passado mais tempo avaliando e reconhecendo o comportamento defensivo, porque a postura defensiva faz com que a opinião de alguém seja ignorada ou simplesmente cria um ambiente de equipe desafiador.”


Etapa 2: Criação de sentido

Fazer sentido consiste em reunir os líderes e membros certos do quadro profissional para entender os problemas e "co-criar" (criar de maneira colaborativa) o caminho a seguir. Isso significa reunir pessoas de toda a organização, geralmente em um local físico, para criar uma compreensão compartilhada dos problemas e um senso de propriedade sobre o resultado. Em seguida, essas pessoas exploram o problema — analisando a causa raiz e não o sintoma.

Indicadores de atraso dominantes, como KPIs que preenchem dashboards comuns, parecem oferecer clareza. Embora sua aparente objetividade faça ficar tentador utilizá-los na tomada de decisões, sua natureza retrospectiva os torna menos úteis para orientar ações futuras. Por outro lado, os principais indicadores comportamentais (KBIs) e os sinais emocionais são muito mais subjetivos, difusos e difíceis de entender. Se o sinal for uma mudança na energia emocional, o próximo passo é chegar à causa raiz.

A liderança deve tentar discernir no que precisam trabalhar para colocar o programa em andamento. Navegar com sucesso em um ponto de inflexão exige mais do que detectar o sinal em meio ao ruído; exige que os representantes da Liderança decodifiquem o que os sinais estão dizendo.

Uma empresa que entrevistamos estabeleceu uma série de projetos de pequena escala para testar e melhorar as formas de trabalhar. “Os [projetos de pequena escala] foram um campo de testes para o imperfeito, mas foi o melhor que pudemos fazer”, observou o líder da transformação. “Quando as pessoas os utilizavam, tinham muitas ideias sobre como melhorá-los. Então, capturamos as ideias que definem as melhores práticas de cada um dos [projetos] e depois passamos de 60% para 80%. Em seguida, o implantamos em mais alguns projetos e depois passamos de 80% para 95%. Então, vivenciamos uma melhoria contínua.”

Etapa 3: Atuação

Quando os líderes do programa percebem os problemas e entendem o que significam — ou estão tentando entendê-los — eles precisam agir. É importante ressaltar que essas ações devem colocar os seres humanos no centro se quiserem enfrentar os desafios únicos oferecidos pela transformação.

Atuar envolve restabelecer o ambiente do programa que permite e incentiva as pessoas a trabalharem juntas, utilizando os seis fatores de sucesso da transformação que identificamos em nossa pesquisa inicial. Essa atuação geralmente ocorre de forma simultânea à criação de sentido, pois os representantes da liderança decidem continuamente o melhor curso de ação. Como esclareceu um gerente sênior: “Entendemos que precisávamos de uma mudança na alta administração, e isso significava basicamente aqueles que se reportavam ao CEO. Tivemos um evento em que reunimos todos esses líderes para lhes apresentar quais eram os problemas. Porque quando você está apresentando quais são os problemas, você também está apresentando a solução. E acho que fizemos isso. Mudamos muitas coisas relacionadas à segunda [fase da transformação] — mais do que pensávamos ser possível, para ser honesto.”

Embora a ideia das etapas pareça seguir uma ordem linear, essas três etapas são dinâmicas e interdependentes. É preciso que haja um fluxo constante entre elas para maximizar seu sucesso.

Seis principais conclusões (takeaways)

Os pontos de inflexão são uma parte natural de como navegamos para o futuro. Quando os representantes da liderança passam por pontos de inflexão com sucesso, podem fazer mais do que colocar as coisas de volta nos trilhos. Podem, de fato, acelerar o programa e aumentar o valor criado por toda a transformação.

Aqui estão seis conclusões de nossas pesquisas e dados:

  1. Antecipe os desafios. A liderança precisa planejar a transformação de forma eficaz, mas estar pronta para antecipar-se e abraçar os pontos de inflexão como parte natural do processo, e para mudar o plano quando necessário. Isso requer um sistema de alerta precoce que utilize principais indicadores comportamentais (KBIs) para entender quase em tempo real o atual estado de energia emocional das pessoas envolvidas.
  2. Ouça a organização. Em grandes organizações, os líderes precisam de dados de várias fontes para entender o que de fato está acontecendo. No entanto, os dados por si só não contam toda a história. Nossas evidências sugerem que os líderes precisam estar presentes física e emocionalmente. Isso significa passar tempo com a equipe na linha de frente da transformação, bem como com as pessoas afetadas pelo programa. Também exige que os líderes se envolvam proativamente com a força de trabalho, ouvindo o que é dito e também o que não é dito.
  3. Não seja a razão pela qual os problemas não sejam levantados. De modo subconsciente, a maioria dos líderes suprime o fluxo livre de comunicação sobre desafios ou problemas. Os líderes que estão presentes — emocional e fisicamente — sabem ouvir o que é e o que não é dito e reconhecem que estão a serviço dos gerentes de nível médio e do quadro de profissionais que estão tentando alcançar a visão de transformação. 
  4. Molde constantemente o ambiente para que as pessoas possam prosperar. Vários estudos de caso vivenciam um “movimento social” em que a posição de poder e controle para futuras transformações passa de alguns no topo da hierarquia para muitos atuantes na base. Trata-se de uma mudança profunda na forma como os papéis dos líderes e do quadro de profissionais são compreendidos e mostra como os líderes podem dar vazão a um alto nível de energia e motivação.
  5. Crie atuando de forma cooperativa e resolva problemas em conjunto. Reúna a equipe e qualquer pessoa envolvida no sistema como um todo na mesma sala. Capacite-os a resolver os problemas que estão no centro do momento decisivo (ponto de inflexão). Depois, fique com eles para testar e aprender juntos, com ciclos de feedback rápidos. Isso significa projetar e usar experimentos para entender como o "estado de coisas transformado", tal como imaginado, funcionará na prática.
  6. "Abrace" as pessoas e todo seu ser. No centro de uma transformação bem-sucedida estão as pessoas trabalhando juntas para fazer algo que nunca foi feito antes. As pessoas — sua capacidade de experimentar coisas e ter respostas emocionais — é exatamente o que diferencia os humanos de tecnologias como a IA generativa (GenAI). As respostas emocionais são a chave para desbloquear aprendizados mais profundos e o potencial de grandes acelerações em andamento. E é com isso que os líderes precisam se sintonizar.

Michael Wheelock, Diretor Associado, EY Knowledge, Ernst & Young LLP; AnnMarie Pino, Diretora Associada, EY Knowledge, Ernst & Young LLP; Paul Meijer, sócio, Ernst & Young LLP; Ron Rubinstein, Diretor de Marketing e Comunicações da Marca EY, Ernst & Young LLP; Ryan Gavin, Associado Supervisor, EY Knowledge, Ernst & Young LLP; e Bhavnik Mittal, Sênior, EY Knowledge, Ernst & Young LLP, contribuíram para este artigo.


Sumário

Os pontos de virada – momentos potencial onde o desempenho pode ser elevado ou onde todo o programa pode falhar – fazem parte de qualquer programa de transformação. As organizações que conseguem identificar rapidamente quando um problema está surgindo, reunir as pessoas para compreenderem quais são os problemas e criar as condições adequadas para agir, podem aumentar em 12 vezes a probabilidade de que um ponto de virada irá direcionar o programa de transformação para uma trajetória que irá entregar um valor significativamente maior.

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