Artigo: Com cenário de riscos mais complexos, IA se torna essencial para gestão deles nas empresas

04 set. 2026

Os riscos surgem agora em todos os lugares e a qualquer momento, muitas vezes desencadeando reações em cadeia

O cenário de risco ficou cada vez mais complexo para as empresas. Os riscos surgem agora em todos os lugares e a qualquer momento, muitas vezes desencadeando reações em cadeia. O ritmo é mais acelerado, e os efeitos são maiores. Nesse contexto, a IA é essencial para a gestão de riscos, tendo papel fundamental para lidar com o aumento do volume e da complexidade atuais, bem como para responder aos riscos em tempo real. 

À medida que as empresas têm sido afetadas pela volatilidade dos últimos anos, a resiliência virou um mantra. Mas o ambiente de riscos NAVI (riscos cada vez mais não lineares, acelerados, voláteis e interconectados) não se limitou a trazer mais riscos, já que também reformulou a própria natureza dos riscos. Da mesma forma, as empresas precisam não só de mais resiliência, mas uma resiliência diferente. Elas precisam repensar e redefinir o que significa resiliência em um novo mundo do risco.

Se a abordagem tradicional à resiliência era reativa e se limitava a garantir a continuidade dos negócios, a nova abordagem pretende igualmente ser proativa e impulsionar o crescimento estratégico. Como qualquer bom plano de jogo, isso inclui tanto o ataque quanto a defesa. O ataque garante que seu planejamento estratégico se baseie em uma compreensão abrangente dos riscos emergentes e de seus impactos estratégicos. A defesa garante que você possa cumprir as promessas fundamentais mesmo diante das perturbações causadas pelo NAVI. Qual é o resultado? É uma relação simbiótica na qual a estratégia se torna resiliente, e a resiliência fortalece o crescimento estratégico.

Para concretizar essa visão, a gestão de riscos precisa passar por três mudanças fundamentais:

1) As empresas precisam ter a capacidade de perceber e responder a mudanças rápidas em tempo real.

2) As funções de risco precisam modelar extenso número de avaliações e cenários em escala massiva, à medida que o número de riscos e as interligações entre eles se multiplicam, e à medida que os riscos na cauda, antes considerados de baixa probabilidade, passam a merecer uma consideração maior.

3) As empresas precisam fazer com que a falta de visão seja coisa do passado. Isso é especialmente importante em um momento em que são repetidamente pegas de surpresa por choques externos e pontos de inflexão não lineares, bem como pelos impactos inesperados de riscos interconectados e em cascata. 

Essas mudanças exigem a superação das limitações da capacidade humana. Alcançar uma função de gestão de riscos preparada para NAVI apenas com processos manuais é praticamente impossível. Assim, as tecnologias emergentes, e especialmente a IA, se tornam indispensáveis. A IA pode reinventar a gestão de risco por meio de três recursos revolucionários:

1) A velocidade substitui processos manuais lentos e periódicos com processos automatizados em tempo real, com resposta rápida.

2) A escala analisa variáveis e cenários em quantidades que ultrapassam a capacidade humana em muitos graus de magnitude.

3) O insight enfrenta a complexidade do ambiente de risco do NAVI com recursos avançados de análise, bem como com o potencial de superar vieses comportamentais e pontos cegos, desde o viés de confirmação e a dessensibilização até a sobrecarga cognitiva e a paralisia decisória. 

No entanto, não é garantido que se consiga extrair valor de todo o potencial desses recursos. Em vez disso, o valor captado depende de como a IA é implementada. No próximo artigo, falaremos mais sobre isso. 

*Este artigo faz parte da nossa série sobre Transformação do Risco.

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