Os executivos do setor de infraestrutura estão menos suscetíveis a fazer novas contratações em suas empresas, com 30,4% das respostas, atrás da neutralidade em relação a esse comportamento de contratação, que apresentou 36,5%. Os dados fazem parte da nova edição do Barômetro da Infraestrutura, realizado pela EY-Parthenon em parceria com a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). A avaliação desfavorável para novas contratações subiu de forma significativa, saindo de 21,7% para 29,1% das respostas.
Os entrevistados também foram perguntados sobre como percebem o cenário para contratação de novos funcionários no mercado de infraestrutura. A percepção favorável recuou de 47,5% para 37,8%, enquanto as avaliações neutras e desfavoráveis avançaram respectivamente para 31,7% e 27%.
“Embora a visão favorável ainda predomine, o resultado indica arrefecimento do otimismo observado na edição anterior”, diz Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para Governo e Infraestrutura. “Não é possível dizer que essa situação seja exclusiva do setor de infraestrutura, já que há uma tendência geral aplicável a todos os segmentos econômicos de aumento do desemprego no próximo ano. Esse é um dos efeitos esperados pelo ciclo de juros altos”, completa.
O Barômetro da Infraestrutura, realizado semestralmente, identifica o ânimo dos empresários e executivos do setor de infraestrutura sobre os temas que impactam a realização de investimentos e o desenvolvimento de projetos. O objetivo é oferecer uma contribuição às autoridades públicas e aos agentes institucionais sobre os caminhos para a promoção do desenvolvimento da infraestrutura. As respostas desta edição foram capturadas entre 8 e 23 de junho.
Investimentos nos últimos seis meses
Quando perguntados se as expectativas relacionadas ao cenário de promoção de investimentos em infraestrutura se confirmaram nos últimos seis meses, a maioria (77%) respondeu que houve a concretização parcial – ante 74,6% na edição anterior do estudo. Já 10,4% disseram que se concretizaram totalmente, e 10% apontaram que não se concretizaram em nada.
“A leitura é menos favorável do que a registrada no segundo semestre do ano passado. A percepção de concretização total recuou de 14,7% para 10,4%, enquanto a avaliação de não concretização em nada avançou de 7% para 10%. Sendo assim, os dados apontam para manutenção da concretização parcial como viés dominante, mas com redução da percepção mais favorável à efetivação dos investimentos”, finaliza Gusmão.