Entre os muitos ensinamentos da história, um deles é que grandes reformas vêm acompanhadas de incertezas e de um ciclo inevitável de adaptações. O novo sistema, embora muito debatido e desenhado para ser mais racional, ainda precisa provar sua eficiência no mundo real — e, como todo algoritmo inédito, será testado sob pressões e cenários que o legislador jamais poderia prever.
Mais Perguntas do que Respostas
É inegável: neste momento temos mais perguntas do que respostas. Essa incerteza, longe de ser um obstáculo, é o terreno fértil da inovação. A própria norma, quando lida sob diferentes óticas — jurídica, contábil ou empresarial — revela nuances que desafiam o seu entendimento linear onde cada profissional se questionado poderia explicar de forma distinta um mesmo artigo. O que, afinal, define um bem ou um serviço? A depender do olhar, cada palavra e cada vírgula da nova legislação ganham um peso inesperado, abrindo espaço para debates que transcenderão a literalidade dos textos legais.
Na EY, essa pluralidade de interpretações não é um problema, mas uma riqueza a ser explorada. Aqui, advogados, contadores e administradores não apenas convivem, mas constroem juntos soluções práticas para um ambiente normativo ainda em formação. Estar exposto a diferentes modelos de negócio, dos mais tradicionais aos mais inovadores, é uma oportunidade inestimável para vivenciar, na prática, a implementação e os desafios da nova norma.
O Desafio da Transição
Até 2033, viveremos o que se pode chamar de “convivência entre dois mundos muito distintos”. O antigo sistema, com todas as suas complexidades, permanecerá em vigor ao lado do novo regime. É um cenário que exigirá profissionais capazes de transitar com segurança por ambos os ambientes. Nesse processo, surgirão três perfis de especialistas em tributos: os que viveram o antigo sistema, os que emergirão durante a transição e aqueles para quem ICMS, ISS e IPI serão apenas itens históricos nos manuais de Direito Tributário.
E essa transição não será suave. O próprio Bernard Appy já alertou: “Pode não ser a reforma perfeita, mas é a politicamente possível.” Mais complexidade, mais custos, mais insegurança — ao menos no curto prazo. Mas é justamente em tempos turbulentos que se formam os grandes especialistas e se criam as soluções mais duradouras.
Tecnologia: O Fio Condutor da Nova Era
Se há um elemento que chama a atenção nesta reforma, é o papel central da tecnologia. O sistema tributário que está nascendo pressupõe o uso intensivo de soluções digitais. O Split Payment, por exemplo, é uma inovação que reposiciona o momento da arrecadação para o instante do pagamento, reduzindo as brechas para evasão fiscal. Embora ainda pouco utilizado fora do Brasil, é uma das grandes apostas para tornar o processo mais eficiente e transparente.
Mais que isso, a adoção de um sistema “por ofício” — semelhante ao que já acontece com o IPTU e IPVA — promete reduzir a carga operacional das empresas, transferindo ao Fisco a tarefa de calcular os tributos devidos, cabendo ao contribuinte apenas a validação. Essa mudança estrutural poderá redefinir os papéis tradicionais de compliance e controle tributário dentro das organizações.
A EY já antecipa esse movimento, combinando o domínio técnico de seus profissionais com o uso de ferramentas avançadas, integradas aos principais ERPs do mercado. O objetivo não é apenas garantir conformidade, mas apoiar decisões estratégicas que impactam diretamente na eficiência operacional e financeira dos nossos clientes.
Da Teoria à Prática: Os Impactos Além da Tributação
A LC 214/2025 vai muito além da redefinição de fatos geradores ou da sistemática de créditos e débitos. Ela impacta dimensões estratégicas do negócio: a decisão sobre a localização de plantas industriais, a reavaliação de cadeias logísticas e até a forma como as empresas estruturam suas políticas comerciais.
Decidir onde produzir ou de onde distribuir um produto, por exemplo, passa a ter implicações fiscais muito mais relevantes. Em alguns casos, será necessário revisitar contratos e estratégias de mercado, sob pena de perder competitividade ou ainda pior, margem.
Além disso, novas regras relacionadas ao nascimento do crédito tributário — que agora exige a efetivação da transação e o recolhimento do imposto — trarão desafios operacionais. Como gerenciar, por exemplo, o estorno de créditos em casos de perda ou furto de mercadorias antes da concretização da venda? Supermercados e grandes redes de varejo já precisam discutir soluções para essas novas realidades entre outras novidades trazidas pela norma
O Papel da Conformidade e da Ética
Outro aspecto que merece destaque é a valorização dos Programas de Conformidade Tributária. A nova legislação prevê benefícios concretos para contribuintes que adotarem boas práticas de governança fiscal, incluindo maior agilidade em processos de ressarcimento e menor exposição a fiscalizações.
Na EY, entendemos que compliance não é apenas uma obrigação, mas um diferencial competitivo. Nossa atuação vai além da orientação normativa: buscamos construir, junto aos nossos clientes, ambientes de negócios sustentáveis, éticos e preparados para lidar com as incertezas da nova legislação.
Uma Nova Geração de Talentos
Por trás de toda essa transformação, estão as pessoas. Mais do que nunca, o mercado precisa de profissionais inquietos, capazes de refletir criticamente sobre a legislação, dialogar com múltiplas áreas e propor soluções inovadoras.
A EY se orgulha de ser um espaço onde essas qualidades são cultivadas. Aqui, promovemos o debate aberto, valorizamos a diversidade de perspectivas e incentivamos o protagonismo. Afinal, não há espaço para espectadores em um cenário de mudanças tão profundas.
Se o futuro da tributação é incerto, também é promissor. E para quem deseja não apenas entender essas mudanças, mas liderá-las, o convite está feito: venha transformar o cenário tributário conosco.