Os números mostram que, no Brasil, a IA já está integrada a ações básicas de planejamento e tomada de decisão. A expectativa dos consumidores locais é que a tecnologia continue a simplificar tarefas, mas, nessa corrida, o uso prático tem superado a compreensão teórica e as preocupações com segurança da informação. De forma geral, a prioridade está na utilidade imediata da ferramenta, muitas vezes ignorando complexidades técnicas.
Essa falta de compreensão sobre o funcionamento da Inteligência Artificial pode gerar usos perigosos, uma vez que a tecnologia se move do papel de conselheira para o de autoridade – muitas vezes sem que as questões de segurança tenham sido resolvidas.
IA autônoma: o Brasil que lidera
O estudo AI Sentiment Survey 2026 revela o surgimento de uma “minoria significativa” que já delega decisões a sistemas de IA autônomos (a chamada IA Agêntica). No Brasil, 21% dos entrevistados já fazem isso, um índice bastante superior aos 16% da média global.
Esse número tem relação direta com a predisposição demonstrada pelos brasileiros em experimentar tecnologias – um movimento que coloca o país entre os maiores usuários de redes sociais e aplicativos de mensagens, entre outros. No que diz respeito à IA Agêntica, essa característica coloca o Brasil em uma posição de liderança tecnológica, moldando o futuro ao agir por meio da IA. O brasileiro demonstra mais disposição para delegar tarefas complexas a assistentes digitais, sinalizando uma oportunidade para empresas que consigam desenhar interfaces seguras para oferecer essa autonomia.
Confiança, um desafio
Apesar da alta taxa de adoção de IA, o estudo deixa claro que a confiança não tem crescido na mesma velocidade. Segurança dos dados e privacidade continuam sendo as principais preocupações para a maioria dos entrevistados.