A relação de confiança entre membros da família é importante, mas a expansão dos negócios exige mais.
Por Armando Lourenzo, Presidente do Conselho Consultivo do EY Institute
A confiança mútua é uma das características mais frequentes nas empresas familiares, superando até a competência profissional. Em cargos-chave, como Compras ou Finanças, é comum que os fundadores estejam cientes de eventuais lacunas de qualificação de membros da família, mas ainda assim os nomeiem exclusivamente pela relação de confiança.
Nesse contexto, existem dois lados: o de garantir que o "dinheiro" esteja em boas mãos e o de reconhecer que a qualificação pode ser a chave para a expansão do negócio.
Portanto, a confiança é essencial, mas, se por algum motivo for quebrada, a empresa pode desmoronar. Como equilibrar isso? É importante lembrar que a confiança é fundamental nas relações sociais e empresariais, mas mantê-la é ainda mais crucial, e isso muitas vezes passa pela profissionalização.