Empresas consideram as mudanças no mercado como principal desafio externo

22 nov. 2024

Executivos que atuam no Brasil entrevistados para estudo da EY apontam como fatores de atenção, nos próximos três anos, as alterações na demanda, nas preferências e no comportamento de clientes e consumidores, bem como riscos específicos do setor

Com 32% das respostas, as mudanças na demanda, nas preferências e no comportamento de clientes e consumidores são o principal desafio externo que as empresas brasileiras enfrentarão nos próximos três anos. O estudo da EY entrevistou no total 1.379 executivos do C-Level de dez países latino-americanos entre fevereiro e março deste ano. A amostra brasileira é composta por 177 profissionais. A resposta "riscos específicos do setor" também foi bastante escolhida, tendo recebido essa mesma porcentagem de 32% da preferência.

"A necessidade de agilidade na resposta por parte das empresas fica evidente. Perceber as mudanças de mercado exige olhar criterioso, assim como para os riscos que incidem sobre o negócio. Isso porque o contexto, cada vez mais influenciado pela tecnologia, está em constante transformação", diz Victor Guelman, sócio-líder de market e business development da EY Brasil. "O cenário econômico local também foi bastante mencionado pelos entrevistados, com 31% das respostas, o que igualmente indica a necessidade de estar atento aos índices econômicos e de fazer eventuais correções de rota", completa.

Os respondentes ainda apontaram a "entrada de novos concorrentes e substitutos, tanto globais como locais" e "reformas tributárias" como principais desafios externos, nos próximos três anos, para suas empresas com 29% e 28% respectivamente. A regulamentação da reforma tributária sobre o consumo está em andamento no Congresso Nacional. Já a reforma sobre a renda se encontra em estudo pelo governo, podendo ser aprovada aos poucos, de forma fatiada, a partir do próximo ano. Essas duas reformas devem alterar profundamente o regime tributário do país, com desdobramentos relevantes para os negócios, que precisam desde já calcular os impactos dessas mudanças por meio da modelagem tributária.

Aumento da produtividade

O estudo também perguntou aos executivos sobre os principais desafios internos que suas empresas vão enfrentar nos próximos três anos. A resposta mais escolhida – por 35% dos respondentes – foi a necessidade de "melhorias operacionais, produtividade e custos", seguida de "crescimento da participação de mercado", com 29%. Na sequência, com 21%, três respostas ficaram empatadas: "estratégia e transformação de negócios"; "novos produtos e serviços"; e "tecnologia e transformação digital".

"Basicamente, três fatores principais entram em melhorias operacionais, produtividade e custos. São eles: otimização, eficiência e padronização de processos, com 52% das respostas; aumento da produtividade, da eficiência e da eficácia da força de trabalho, com 45%; e redução e controle de custos, otimização do uso de recursos e gerenciamento de fornecedores, com 35%", explica Guelman. Isso demonstra, ainda segundo o executivo, que as organizações estão buscando "fazer mais com menos", aproveitando ao máximo seus recursos para oferecer seus produtos e serviços ao mercado, o que se reflete ou deveria se refletir no aumento da produtividade.

Por fim, o estudo traz a relevância de as empresas contarem com colaboradores engajados e imbuídos nesse propósito de elevar a produtividade do seu trabalho. A resposta "ter os talentos e as habilidades certas" esteve entre as mais citadas nos desafios "crescimento da participação de mercado" e "estratégia e transformação de negócios", o que evidencia o reconhecimento por parte dos executivos de que não há como prosperar sem o engajamento da força de trabalho.

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