A confiança cibernética está ligada à resiliência organizacional. Empresas que não conseguem estabelecer um ambiente de confiança cibernética são alvos fáceis de ataques. Estudo da EY aponta que 53% dos trabalhadores se preocupam que sua empresa seja alvo de um ataque cibernético, e 34% temem que sejam eles os responsáveis por deixar sua organização vulnerável. Isso só reforça a importância de construir um ambiente no qual os colaboradores se sintam preparados e confiantes para lidar com ameaças cibernéticas.
A confiança cibernética é também um fator competitivo. As organizações que conseguem integrar práticas de segurança cibernética robustas em seus processos internos e que educam sua força de trabalho para estar atenta a potenciais riscos são mais bem posicionadas para enfrentar desafios futuros, mantendo a confiança de clientes e parceiros.
As lideranças de segurança cibernética desempenham papel-chave na criação de um ambiente de confiança cibernética. Em momentos de incerteza, a liderança deve adotar uma postura transparente e responsável, principalmente no que diz respeito ao uso de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.
Protagonismo dos CISOs
Chief Information Security Officers (CISOs) devem liderar pelo exemplo, demonstrando o uso responsável das tecnologias adotadas pela organização e promovendo uma cultura de segurança cibernética por meio de comunicação clara e acessível. As decisões da alta liderança devem refletir compromisso com transparência e ética, criando ambiente de confiança entre todos os níveis da organização. CISOs e suas equipes devem trabalhar para promover a simplicidade, a transparência e o reforço positivo, o que inclui tornar os protocolos cibernéticos tão simples e transparentes quanto possível.
Há uma lacuna entre o conhecimento das lideranças e equipes de cibersegurança e dos demais funcionários da organização. Os CISOs devem provocar discussões em suas equipes de como lidar com esse problema. Todos os colaboradores da empresa sabem qual é seu papel na segurança cibernética? Eles conhecem os protocolos e sabem como colocá-los em prática? Sabem quem avisar em caso de suspeita de que algo está errado? Transformar dúvidas em manual, FAQ ou mesmo um quiz pode ajudar a sedimentar esse conhecimento.
*Este artigo foi publicado inicialmente no The Shift.