Comunicado de imprensa
04 dez. 2025  | São Paulo, Brasil

Inação em relação à sustentabilidade impacta em 15% da receita média anual da empresa

Estudo global da EY também aponta que 65% das empresas com metas netzero não apresentam planos de transição realmente plausíveis

São Paulo, 4 de Dezembro de 2025 – A COP30, que aconteceu em Belém, ficou marcada como a COP da ação. E, reforçando a necessidade de iniciativas práticas, a sétima edição do Barômetro Global de Ação Climática (Global Climate Action Barometer), estudo global feito pela EY, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, mostra que a falta de ação pode ser dispendiosa para as empresas, com essa inação futura custando, em média, 15% de sua receita anual. Mesmo assim, apenas uma em cada três empresas (31%) avalia o impacto financeiro tanto do custo da ação quanto do custo de longo prazo da inação em relação aos riscos climáticos, sejam eles físicos ou de transição.

Embora 64% das empresas possuam um plano de transição, a maioria delas não demonstra progresso ou está regredindo em relação aos compromissos anteriores com planos de transição. “Isso pode se dar por conta de incertezas políticas e regulatórias, custos, esforços no cumprimento desses planos. Também vemos que algumas empresas acabaram assumindo um compromisso muito ambicioso e agora precisam revisá-lo para alcançá-lo”, conta Leonardo Dutra, sócio-líder de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da EY Brasil.

Além disso, 65% das empresas com metas netzero não apresentam planos de transição realmente plausíveis. Complementando isso, 69% das empresas com metas de netzero pretendem atingi-las até 2050 e apenas 30% se comprometem a atingi-las antes de 2030. Para isso, três a cada cinco empresas têm incorporado os créditos de carbono dentro das estratégias netzero. Segundo o executivo, “as empresas precisam avaliar cuidadosamente o uso de créditos de carbono e como alavancá-los para a neutralização a longo prazo, principalmente considerando também a complexidade da descarbonização em alguns setores e a disponibilidade limitada de tecnologias”.

Precificação de carbono nas empresas

Em relação a precificação desse carbono, 54% das empresas indicam usar o Internal Carbon Pricing (ICP) nas estratégias de negócios. Porém, não há uma igualdade nessa adoção. “Setores como energia e construção civil, por exemplo, são mais propensos ao ICP, já que tem um potencial de exposição maior em relação aos impostos obrigatórios sobre carbono no futuro”, explica Leonardo.  Das empresas que adotam o ICP, 87% divulgam seus níveis médios de preço do carbono, em sua maioria abaixo do preço médio do carbono previsto pela Agência Internacional de Energia. “O que isso significa na prática? Que ao adotar preços baixos, as empresas correm o risco de não incorporar adequadamente as considerações ambientais em suas estratégias de negócios”, pontua o executivo.

A maioria das empresas (68%) relata ter realizado avaliação quantitativa de riscos climáticos, mas apenas 17% divulgam o impacto financeiro desses riscos. “É necessário aumentar esse número para termos um progresso sistemático nessas temáticas. Quanto mais empresas divulgarem os impactos, as outras vão seguir o fluxo e divulgar também”, conta Dutra.

Ainda sobre os riscos, embora 92% das empresas analisadas avaliem o impacto qualitativo ou quantitativo dos riscos físicos, ou ambos, apenas 44% afirmam ter medidas de adaptação implementadas. Dutra reforça que “sem medidas de adaptação, as empresas correm o risco de sofrerem interrupções profundas em seus modelos de negócios, o que pode ser uma grande preocupação para investidores e outras partes interessadas. A adaptação é tão importante que foi uma das tônicas da COP30 que tivemos agora”.

Escopo 3

O estudo também aponta que as emissões de Escopo 3 continuam a representar um desafio significativo para as empresas, com a maioria (60% a 90%) relatando apenas emissões a montante. “Vemos também que quase metade (44%) das metas reformuladas refletem uma ambição reduzida, pensando justamente nas considerações práticas, como disponibilidade de financiamento, desenvolvimentos regulatórios e prazos viáveis ​​para a redução de emissões”, explica o executivo.

Dutra sinaliza que por depender de terceiros, esse desafio é ainda maior. “O escopo 3 não representa necessariamente a transformação de suas próprias operações, mas sim mudar a forma como seus fornecedores fazem negócios e como os consumidores consomem e descartam seus produtos e embalagens”.

Por fim, a pesquisa indica que as emissões de Escopo 3 podem representar entre 70% e 90% da pegada de carbono total de uma empresa.

Sobre o estudo: O material, que tem como objetivo funcionar como um barômetro dos avanços globais na ação climática, com base nas divulgações das empresas mundo afora, ouviu 857 empresas de 13 setores em 50 países, incluindo o Brasil e outros países da América Latina como México e Colômbia. 

Sobre a EY

A EY existe para construir um mundo de negócios melhor, ajudando a criar valor em longo prazo para seus clientes, pessoas e sociedade e gerando confiança nos mercados de capitais.

Utilizando dados, inteligência artificial e tecnologia como viabilizadores, equipes diversas da EY ajudam clientes a moldar o futuro com confiança e a solucionar as questões mais complexas do mundo atual.

As equipes da EY atuam em todo espectro de serviços em assurance, consulting, tax e Strategy and Transactions, agora EY-Parthenon. Impulsionadas pela visão dos setores da indústria, parceiros de diversos ecossistemas e uma rede multidisciplinar e globalmente conectada, as equipes da EY podem fornecer serviços em mais de 150 países.

Todos juntos para moldar o futuro com confiança.

EY se refere à organização global e pode se referir a uma ou mais firmas-membro da Ernst & Young Global Limited, cada uma das quais é uma pessoa jurídica independente. A Ernst Young Global Limited, uma empresa do Reino Unido limitada por garantia, não presta serviços a clientes. Informações sobre como a EY coleta e usa dados pessoais, bem como a descrição dos direitos dos indivíduos sob a legislação de proteção de dados, estão disponíveis em ey.com/privacy. As firmas-membro da EY não exercem a advocacia onde são proibidas da prática pelas leis locais. Para mais informações sobre a nossa organização, visite ey.com.br.