Construir e, mais do que isso, manter a confiança cibernética incluem uma série de práticas nas empresas envolvendo os seguintes aspectos:
1) Proteção de dados: Implementar medidas para garantir que os dados críticos, sejam eles de clientes ou internos, estejam seguros contra vazamentos ou manipulação;
2) Integridade dos sistemas: Garantir que os sistemas de TI funcionem conforme o esperado e que possam resistir a ataques, sem comprometer a integridade das operações;
3) Conformidade e transparência: Cumprir com todas as normas regulatórias e legislações de proteção de dados, além de ser transparente sobre como os dados são coletados, armazenados e usados;
4) Capacitação de usuários: Treinar colaboradores para que sigam as melhores práticas de segurança cibernética, reconhecendo ameaças e reportando incidentes com eficiência e rapidez;
5) Resposta a incidentes: Ter um plano de resposta a incidentes bem estruturado que permita mitigar rapidamente os impactos de qualquer ataque cibernético, minimizando danos à reputação e continuidade do negócio.
A Importância dos dados
A construção de confiança cibernética deve ser baseada em dados. A análise contínua das vulnerabilidades da organização, aliada ao monitoramento das tendências globais de ameaças, permite que os líderes de segurança cibernética tomem decisões mais assertivas e ajustem suas estratégias em tempo real.
Segundo pesquisa da EY, 80% das lideranças de cibersegurança estão preocupadas com o uso da IA em ataques cibernéticos e 78% acreditam que esses ataques se tornaram mais sofisticados devido à IA. Portanto, as lideranças de segurança cibernética precisam utilizar essas informações para priorizar investimentos em soluções de defesa e em treinamento que acompanhem essa evolução.
*Este artigo foi publicado inicialmente no The Shift.