As fraudes no sistema financeiro atingiram níveis inéditos de sofisticação, aproveitando inovações tecnológicas e vulnerabilidades humanas. Para enfrentar essas ameaças crescentes, uma abordagem proativa e integrada à prevenção de fraudes é essencial. A conscientização crescente sobre o assunto está fazendo com que as instituições financeiras adotem estratégias avançadas e se alinhem a mudanças regulatórias, como a Resolução 6 do Banco Central do Brasil.
Essa regulamentação exige o compartilhamento de informações sobre fraudes entre instituições em até 24 horas, aumentando a rapidez e a eficácia das respostas. Ferramentas de apoio, como o Mecanismo de Devolução do Pix (MED), já recuperaram bilhões de reais desde sua implementação, demonstrando o sucesso de sistemas de detecção de fraudes.
Para lidar com a natureza em constante evolução das fraudes, as instituições financeiras devem adotar frameworks abrangentes baseados em quatro pilares:
Governança e supervisão
Uma governança eficaz envolve definir claramente papéis e responsabilidades, garantir a responsabilidade da alta gestão e implementar Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) robustos para riscos de fraude. Auditorias independentes e órgãos de supervisão são essenciais para avaliar e refinar as medidas de controle de fraudes.
Avaliação e gestão de riscos
Avaliações regulares de risco de fraude permitem que as instituições financeiras compreendam suas vulnerabilidades e priorizem recursos de forma eficaz. Isso inclui identificar tipologias de fraudes, compreender o comportamento do cliente e implementar estratégias de prevenção personalizadas.
Insights baseados em dados e tecnologia
Aproveitar tecnologias avançadas como aprendizado de máquina, biometria comportamental e monitoramento de transações em tempo real fortalece as capacidades de detecção de fraudes. Atualizações contínuas em algoritmos e fontes de dados garantem uma resposta rápida às novas ameaças.
Educação e conscientização dos clientes
Os clientes têm sido vítimas de ataques de engenharia social. As instituições devem priorizar a educação deles sobre como identificar tentativas de fraude, criar sistemas de alertas personalizados e fomentar a conscientização por meio de iniciativas do setor.
*Este artigo foi publicado inicialmente no The Shift.