Mulher apresnetando uma reunião

Confiança e governança de dados: o impulso da RC18 no setor financeiro

Dados confiáveis são a base para decisões melhores, inovação, segurança e crescimento sustentável.


Em resumo

  • A RC18 posiciona a qualidade dos dados como uma responsabilidade estratégica da liderança;
  • A governança de dados fortalece a eficiência, a confiabilidade das informações e o uso seguro da IA no setor financeiro;
  • EY e Databricks lançam solução que amplia benefícios para todo o setor financeiro.

Foi-se o tempo em que a qualidade das informações organizacionais era responsabilidade da TI ou assunto dos bastidores da operação. Na era da inteligência artificial, a vantagem competitiva se dá pela confiança dos dados que sustentam as tecnologias, com rastreabilidade e auditabilidade. Não à toa, o tema chegou à mesa da alta administração e, também, está na pauta dos órgãos reguladores. Mais do que aprimorar o nível de reporte das informações ao Banco Central (BC), a Resolução Conjunta no. 18/2025 inaugura uma agenda de governança, operação e monitoramento dos dados no setor financeiro.

Em vigor desde janeiro de 2026, a RC18 estabelece requisitos para a governança e a qualidade das informações prestadas pelas instituições financeiras, exigindo processos e controles que garantam a confiabilidade dos dados ao longo de seu ciclo de vida. O prazo de adequação é 31 de dezembro deste ano. Com isso, as instituições deverão atender a 12 critérios de qualidade das informações, como acurácia, clareza, integridade e rastreabilidade, em quatro capacidades operacionais - da confiança no dado à evidência do ciclo e de sua rastreabilidade.

A RC18 difere das demais normas porque transforma a qualidade da informação em uma capacidade institucional que aumenta a confiança das operações, ativo cada vez mais estratégico. A adoção de uma fundação sólida de governança de dados reduz vulnerabilidades e amplia a eficiência operacional. Estudo da consultoria Gartner estima que a baixa qualidade dos dados custa, em média, US$ 12,9 milhões por ano às empresas. Além disso, a ausência de dados qualificados e estruturados é apontada como obstáculo relevante para a adoção de IA por 85% de CDOs (Chief Data Officer) consultados em pesquisa da EY.

RC18 na prática

Entre as principais obrigações estruturais da RC18, destaca-se o envolvimento ativo do conselho de administração e da diretoria na aprovação, revisão, manutenção e efetividade da política, além da designação de pessoa diretora responsável pelo cumprimento da resolução perante o Banco Central. As exigências incluem a definição das áreas responsáveis pela produção, validação, controle, aprovação e disponibilização das informações. A adoção de infraestrutura adequada para produzir, verificar, validar, detectar erros, corrigir inconsistências e sustentar o reporte, inclusive em situações adversas ou de crise, também é uma das exigências.

Na parte de operação e evidências, é necessário ter o registro dos procedimentos, fluxos, conteúdos, estruturas, formatos, áreas envolvidas e responsabilidades. A rastreabilidade e a auditabilidade precisam ser demonstradas através da manutenção de trilhas de verificação que permitam acompanhar a informação desde sua origem até sua disponibilização ao usuário final. No monitoramento contínuo, estão previstos testes de qualidade com validações, revisões, reconciliações e testes específicos, inclusive aqueles definidos pelo Banco Central, com a consolidação dos processos de qualidade, irregularidades identificadas e medidas saneadoras adotadas ou em curso. 

De obrigação à oportunidade

A RC18 é uma determinação regulatória, mas pode ser interpretada como ponto de partida para uma transformação maior. Ao estruturar governança, papéis, métricas e evidências para atender à norma, a instituição financeira constrói, no mesmo movimento, a base sobre a qual poderá escalar dados e IA com confiança e decisões melhores fundamentadas.

Nesse cenário, a inteligência artificial amplifica a importância da qualidade e da governança de dados. À medida que a tecnologia se torna parte integrante dos processos de negócios, informações inconsistentes podem comprometer análises, decisões e os resultados gerados por sistemas de IA. O desafio, portanto, é ir além da conformidade regulatória e construir uma base confiável, rastreável e governada, capaz de suportar o uso estratégico e seguro da inteligência artificial

Além disso, tendo a qualidade da informação sob o cuidado direto da alta administração, a capacidade permanente de governar, controlar e evidenciar o ciclo de vida dos dados gera valor reputacional demonstrado na prática.

Para apoiar as instituições financeiras nessa jornada de adaptação, a EY e a Databricks, empresa de Dados e IA, lançaram um programa de qualidade voltado para a rastreabilidade e auditabilidade de dados e que auxilia no cumprimento das regras do Banco Central (BC). A solução integra governança e tecnologia para automatizar controles, monitorar continuamente as informações e gerar evidências auditáveis.

A qualidade dos dados deve se tornar uma competência permanente nas organizações. A solução combina governança e tecnologia para automatizar controles, monitorar continuamente as informações e gerar evidências auditáveis. Como resultado, as empresas podem não apenas se adaptar à nova regulamentação, mas também construir uma base de dados mais confiável para a tomada de decisões.

Os recursos de governança do programa de qualidade de dados incluem ainda políticas e responsabilidades formalizadas, indicadores por domínio e históricos rastreáveis. Reunidos em um portal com dashboards, regras e análises, esses elementos oferecem uma visão integrada e apoiam a geração de evidências necessárias ao cumprimento das exigências regulatórias. 

Programa de qualidade de dados da EY e da Databricks  

Saiba mais sobre o programa de qualidade de dados da EY e da Databricks  e conheça a experiência da Bradesco Seguros na aplicação dessa abordagem.

Embora contribua diretamente para o cumprimento da RC18 pelas instituições sujeitas à norma, o programa beneficia qualquer organização financeira que busque fortalecer sua governança, automatizar controles, reduzir inconsistências e criar uma base segura para decisões e iniciativas de inteligência artificial. Organizações que adotam essa agenda permanente ganham vantagem na corrida pelo futuro, pois a verdadeira vantagem competitiva residirá na capacidade de transformar dados confiáveis em inovação e crescimento sustentável.

Resumo

A RC18 transforma a qualidade dos dados em uma agenda estratégica para as instituições financeiras, com maior participação da liderança, controles contínuos e informações rastreáveis. Mais do que atender à regulação, essa estrutura fortalece a eficiência operacional, a tomada de decisões e o uso seguro da inteligência artificial. Nesse contexto, o programa da EY e da Databricks apoia organizações de todo o setor financeiro na construção de dados mais confiáveis.

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