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Como os CFOs podem liderar a transformação financeira em um mundo orientado por dados
Neste episódio do podcast Better Finance: CFO Insights, o anfitrião Myles Corson conversa com Alex Curran, CEO da Aptitude Software, sobre como os CFOs podem impulsionar a transformação financeira por meio de dados e tecnologia.
Neste episódio do podcast Better Finance: CFO Insights, o anfitrião Myles Corson conversa com Alex Curran, CEO da Aptitude Software, sobre o que é necessário para liderar a transformação financeira no cenário atual, rico em dados e impulsionado por tecnologia. Com base nas descobertas do Global Autonomous Finance Benchmark 2025, eles exploram como as equipes financeiras estão avançando por meio de iniciativas escaláveis, colaboração interfuncional e um foco em insights em tempo real.
Alex enfatiza que a transformação bem-sucedida começa no nível da liderança. Ela discute como CFOs, CTOs e CIOs estão alinhando prioridades, quebrando silos e repensando como tecnologia, talento e dados podem se unir para apoiar resultados estratégicos.
Ela também compartilha como organizações líderes estão modernizando as finanças ao automatizar processos manuais, construir casos de negócios para a adoção de IA e mudar de uma mentalidade de conformidade para uma de parceria estratégica. À medida que novas habilidades emergem, incluindo ciência de dados e análise de negócios, as finanças estão sendo redefinidas do zero.
Principais conclusões:
Aprenda como CFOs, CTOs e CIOs estão se alinhando para liderar a transformação com prioridades e responsabilidades compartilhadas.
Explore por que equipes financeiras de alto desempenho começam pequenas, provam valor cedo e, em seguida, ampliam iniciativas bem-sucedidas.
Entenda como dados limpos e em tempo real podem ajudar os líderes financeiros a mudar do controle para a parceria estratégica.
Descubra as habilidades emergentes que estão moldando o futuro das finanças, desde ciência de dados até colaboração interfuncional.
Reconheça a importância do alinhamento da liderança na condução de uma transformação financeira bem-sucedida.
Para sua conveniência, a transcrição completa deste podcast também está disponível.
Myles Corson
Você está ouvindo o podcast EY Better Finance: CFO Insights — uma série que explora as dinâmicas em transformação do mundo dos negócios e o que isso significa para os líderes financeiros de hoje e do futuro.
Hoje, estou acompanhado por Alex Curran, CEO da Aptitude Software, para explorar como os líderes financeiros estão respondendo a mudanças rápidas e novas demandas. Vamos discutir como a quebra de silos, a IA e a construção de bases de dados mais inteligentes estão ajudando CFOs e líderes financeiros a se transformarem mais rapidamente e a liderarem com impacto.
Então, Alex, obrigado e bem-vinda. Alex Curran
Oi, muito obrigada por me receber hoje. Corson
Talvez você possa começar nos contando um pouco sobre a empresa e sua jornada para se tornar CEO. Curran
Na Aptitude Software, fornecemos plataformas de gerenciamento de dados financeiros para organizações de primeiro, segundo e terceiro níveis, basicamente oferecendo uma alternativa para apoiar a transformação financeira.
Estou na Aptitude há vários anos. Entrei, inicialmente, por meio do programa de estágio e, por meio desse programa, tive a oportunidade de circular por diferentes partes do negócio – de produto a operações e comercial. E eu diria que essa ampla exposição me ajudou a encontrar minha paixão pela liderança interfuncional com ênfase em go-to-market.
Depois de liderar nossos esforços internacionais, tive a fantástica oportunidade, pela qual sou muito grata, de me mudar para a América do Norte para desenvolver essa região, que agora representa mais da metade da receita do nosso grupo. E então, a partir daí, assumi o cargo de CEO do grupo.
Eu diria que, ao longo da minha carreira, definitivamente tive a sorte de trabalhar com vários grandes mentores e parceiros igualmente fortes, especialmente a EY, que desempenharam um papel fundamental na capacidade da Aptitude de escalar.
E estou convicta de que não importa quão forte seja sua equipe interna, você definitivamente precisa do ecossistema externo certo para crescer de forma eficaz. Corson
Você mencionou essa ideia de colaboração interfuncional e, conforme você mesma descreveu sua jornada, ocupando muitos lugares diferentes na organização, você está muito bem-posicionada para comentar e observar isso.
Uma das coisas que falamos muito para o público de CFOs é sobre a construção dessas relações interfuncionais. Da sua perspectiva, o que impulsiona a colaboração bem-sucedida entre barreiras e silos funcionais? Curran
Ótima pergunta e isso definitivamente se relaciona com algumas das pesquisas que recentemente concluímos para um estudo global [Global Autonomous Finance Benchmark 2025]. Então, saímos e falamos com 1.600 líderes financeiros seniores em nove regiões e seis indústrias e fizemos muitas perguntas sobre esse tipo de colaboração.
Acho que uma das descobertas mais claras foi que a transformação financeira bem-sucedida depende fortemente de quão bem o CFO, o CTO e o CEO trabalham juntos e, em alguns casos, não.
O que descobrimos tanto por meio da pesquisa, quanto no dia a dia com os clientes que atendemos, é que quando esses papéis operam em silos, eu diria que a transformação estagna e estamos vendo muitas organizações analisando suas operações financeiras, não fazendo nada há muitos anos, e elas realmente querem se modernizar.
E quando há verdadeira colaboração com propriedade compartilhada de dados, tecnologia e resultados, vemos a equipe financeira e o departamento financeiro realmente fornecendo valor estratégico para uma organização.
Estamos vendo isso no mercado com nossos clientes e acho que isso se deve ao fato de que, obviamente, as finanças não podem se transformar sozinhas. Elas realmente precisam ver ou experimentar essa colaboração entre esses papéis-chave.
Como exemplo, o CIO precisa habilitar a base de dados correta. O CTO precisa garantir uma IA escalável, mas inteligível. E então, o CFO, com tudo isso, redefine como as finanças agregam valor de forma mais ampla à organização.
Então, você tem o CEO criando esse alinhamento e responsabilidade compartilhada em tudo isso. E eu acho que a maior barreira que vemos é quando esses papéis se tornam super isolados, em que cada executivo se concentra em suas próprias prioridades em vez de colaborar em torno de alguns desses objetivos compartilhados.
Portanto, para nós, a verdadeira oportunidade reside em nos unirmos em torno de uma ambição mais ampla, tratando, então, a transformação financeira não apenas como um projeto único de TI, mas como uma plataforma para insights em toda a empresa e também para a criação de valor.
Obviamente, incentivamos nossa equipe de vendas a articular isso com base em resultados e vendas baseadas em valor. E é algo com o qual, certamente, colaboramos muito de perto com a EY. Corson
Você falou claramente sobre essa questão de o pensamento isolado impactar a transformação bem-sucedida. E você observa isso porque está vendendo para CFOs, você trabalha com um CFO dentro da sua organização.
O que você vê CFOs bem-sucedidos fazendo para evitar esse pensamento isolado e impulsionar o engajamento? Curran
Pelo nosso produto Fynapse permitir um P&L [lucros e perdas] em tempo real, trabalhar com informações de dados prospectivos, ele consegue apoiar o front office.
Então, [é o caso das] equipes de marketing, por exemplo. O que vemos com mais regularidade é, na verdade, a equipe financeira integrando vários indivíduos de marketing em sua equipe para criar essa colaboração cruzada, de modo que o back office, essencialmente as finanças, compreenda totalmente o que o front office espera alcançar e também quais serão suas atividades promocionais no próximo mês, trimestre e assim por diante.
Portanto, o back office pode realmente apoiar mais atividades geradoras de receita. Então, na verdade, estamos vendo funções que não necessariamente se sentaram juntas sendo integradas. Corson
Essas questões de colaboração e comunicação são as que repetimos com muita frequência nessas conversas no podcast. Então, é ótimo ter essa validação do seu lado.
Você mencionou a pesquisa que você fez sobre finanças autônomas. Eu adoraria abordar alguns dos temas. Eu, claro, olhei para algumas das principais descobertas, algumas coisas interessantes surgindo lá, mas, para começar, você talvez pudesse descrever o que acredita que finanças autônomas sejam ou signifiquem, porque é um termo muito utilizado e eu acho que tem significados diferentes para pessoas diferentes. Seria bom obter sua avaliação sobre isso. Curran
Sim, claro. Então, finanças autônomas...eu acho que, veja, no momento, há muitas organizações com um grande número de indivíduos processando e contabilizando manualmente, e dando suporte à função financeira.
O que queremos dizer com autônomo é que as organizações estão automatizando essas funções financeiras para que esses processos permitam que elas se tornem autônomas e, na verdade, se concentrem em analisar as informações de que dispõem em tempo real, para mitigar melhor os riscos, impulsionar seus negócios e, essencialmente, ser o copiloto de seus negócios. Corson
Essa definição é útil. E, voltando a alguns dos temas que eu acho que se destacaram na pesquisa, o primeiro, que me toca muito, é que, novamente, isso não é apenas sobre tecnologia, é sobre transformação cultural.
Para realmente abraçar as oportunidades da tecnologia, você precisa acertar a transformação cultural. E eu acho que uma das descobertas foi que a IA está, na verdade, possibilitando uma mudança na cultura das finanças. Você quer falar um pouco sobre isso, quais foram as descobertas e o que isso significa? Curran
Sim, então, em termos de finanças, ao abraçar a IA, eu vejo que seu potencial nas finanças é enorme, é colossal, assim como a incerteza. E eu destacaria que, em nossa pesquisa, 77% das nossas equipes financeiras ou das equipes financeiras pesquisadas dizem que, agora, têm acesso a ferramentas de IA, mas menos de 20% são minimamente capazes de medir qualquer retorno sobre investimento conectado a isso. Portanto, definitivamente há uma lacuna entre potencial e execução.
Então, para nós, ao conversarmos com nossos clientes, vemos que a chave é a mentalidade. O que estamos vendo é que as finanças precisam passar do controle para a habilitação e da perfeição para a iteração. E a IA não é apenas sobre velocidade. É sobre inteligência.
Então, para nós, o verdadeiro valor parte de melhores previsões, planejamento de cenários mais inteligentes e tomada de decisões mais rápidas. Eu diria que as equipes mais bem-sucedidas com as quais conversamos estão começando pequenas e é isso que nosso produto, Fynapse, permite que elas façam.
Ele permite que elas provem e comprovem ganhos rápidos, para, então, apoiar investimentos adicionais na adoção e na construção de muito, muito mais confiança.
E, novamente, eu diria que elas não estão esperando pela TI. Obviamente, as incentivamos a colaborar com a TI, mas elas não estão esperando pela TI. Elas estão definitivamente avançando com prontidão de dados, governança forte e casos de negócios claros, que colaboram com a TI para selecionar a solução correta e adequada para seus negócios.
E eu acho que, não vamos esquecer, você sabe, isso é gerenciamento de mudança, não apenas tecnologia. É cultural, como mencionamos e, como todos sabemos, por certo, o impacto da IA pode ser super transformador e acreditamos que Fynapse e a Aptitude estão definitivamente no centro dessa mudança. Corson
Nesse ponto sobre a mentalidade e cultura, é claro que existe um papel para os líderes financeiros atuarem como modelos de comportamento sobre como isso deve ser. Você está vendo líderes fazendo isso realmente bem, o que eles estão fazendo de forma diferente que você destacaria? Curran
Sim. Em linha com o tema do papel das finanças ou mesmo dos dados na função financeira, eu diria que o que estamos vendo é que as finanças estão definitivamente passando por uma transformação completa.
Acho que a pressão sobre os CFOs nunca foi tão alta. Como eu disse antes, espera-se que eles impulsionem o crescimento, gerenciem riscos e, de certa forma, atuem como um copiloto estratégico.
Mas, a meu ver, no momento, eles estão fazendo tudo isso enquanto trabalham com sistemas desatualizados, dados fragmentados e processos excessivamente manuais. E nossa pesquisa mostrou claramente que as ferramentas antigas não correspondem a essas novas expectativas.
Então, vemos que os fornecedores tradicionais de ERP [planejamento de recursos empresariais] foram construídos para a contabilidade tradicional, não para a tomada de decisões em tempo real ou habilitação de IA.
E, novamente, mesmo quando são usados para automação, a implementação leva anos e custa dezenas, se não centenas de milhões de dólares, com resultados comumente decepcionantes.
Como discutimos, você não pode executar IA em planilhas e fluxos de trabalho manuais. O que vemos em termos do papel da função financeira e do papel dos dados é que os líderes agora precisam de uma plataforma inteligente que seja basicamente construída para esta nova era, uma que forneça informações em tempo real, acesso a dados financeiros, habilite P&Ls intradiários e forneça insights diretamente na tomada de decisões, o que eu descreveria como momentos.
E é por isso que desenvolvemos o Fynapse. E isso é projetado para dar às organizações um caminho completamente diferente a seguir. Pode ser implementado em semanas, não meses, e coloca as finanças no controle de seus dados, novamente, sem depender de personalizações anteriores.
Não se trata de automatizar o que já existe, mas de reformular como as finanças operam de uma maneira muito mais, eu diria, não ágil, mas também orientada por insights. E eu diria que essa mudança está definitivamente acontecendo em todos os setores, em todas as regiões. E está definindo como será o futuro das finanças. Corson
Você tocou nisso: um dos temas da pesquisa foi que os dados são a maior lacuna. Curran
Sim. Corson
E, como você pontuou, todos nós estamos nos esforçando para alcançar esse objetivo de fornecer melhores insights, mais oportunos, apoiando o papel de parceria comercial que os líderes financeiros aspiram desempenhar.
Conforme você mencionou, eu acho que um dos desafios para as organizações financeiras é por onde começar. E, muitas vezes, a ideia de ter que resolver tudo antes de poder fazer qualquer progresso imediato é um entrave.
Então, há áreas específicas que você vê as organizações financeiras visando em termos de poder demonstrar alguns ganhos tangíveis de curto prazo e ações para começar a construir esse impulso, fazer a roda girar? Curran
Eu acho que, para a transformação financeira, havia uma percepção de que só era possível realizar ou alcançar a modernização financeira de uma maneira "big bang".
E o que estamos vendo mais são organizações, mesmo que tenham uma exigência global de implementar e apoiar a transformação financeira/modernização em todo o grupo, na verdade, analisando quais divisões são impactadas e, em seguida, escolhendo uma divisão que possam colocar em funcionamento em questão de semanas, para provar ao resto da organização que podem implementar uma solução super rapidamente, colocar seus dados em um bom estado e começar a gerar valor, e então, uma vez que tenham obtido valor e tenham algo em funcionamento, o clonam e seguem.
Isso está nos permitindo chegar com expectativas de orçamentos menores, o que então possibilita e apoia um processo mais rápido de vendas. Portanto, é muito atraente para nós e para os parceiros que nos apoiam.
Então, principalmente e de forma realmente importante, está permitindo que nossos clientes demonstrem esse valor de maneira incrivelmente rápida, para reter e manter o apoio das partes interessadas e, em seguida, viabilizar financiamento adicional para continuar a implementação em toda a organização. Portanto, estamos definitivamente vendo uma tendência muito maior em direção a começar em um nível de equipe ou divisão e, em seguida, expandir para todo o grupo. Corson
Você mencionou que isso está criando caso para mais investimentos. E eu acho que esse é um dos grandes desafios para as organizações financeiras: como medir o ROI [retorno sobre investimento] em novos investimentos e justificar o caso? Penso que, particularmente com novas tecnologias como a IA, onde talvez o retorno seja difícil de medir, pode ser difícil garantir esse financiamento. Então, novamente, você tem exemplos de como as organizações conseguiram pensar sobre isso e garantir investimento nessas novas áreas onde pode haver menos certeza sobre como será o retorno. Curran
Trabalhamos muito de perto com nossos clientes na construção desses casos de negócios e os incentivamos a olhar para todo o processo de ponta a ponta. Portanto, desde a mitigação de riscos até a geração de receita e, novamente, colaborar com os departamentos mais amplos que potencialmente poderão fazer uso das informações em tempo real, a que historicamente não tiveram acesso.
Mas, primeiro e acima de tudo, um grande número de organizações está usando um grande número de indivíduos e equipes para, essencialmente, automatizar a contabilidade básica e fechar os livros. Portanto, geralmente há um caso de negócios de ROI convincente quando você está apenas sendo capaz de alcançar a automação básica.
Então, algumas organizações têm apenas 20 indivíduos fazendo isso, mas outras têm até 200 ou 300 indivíduos fazendo isso e potencialmente podem suportar até 30.000 e mais ajustes manuais.
Então, novamente, é um processo bastante manual. E, na verdade, quando você olha para o ROI que pode ser alcançado com a automação de tudo isso e, de fato, realocar algumas dessas pessoas ou até desliga-las da organização, ou redirecioná-las para atividades mais geradoras de receita, o ROI fica evidente.
E então, olhamos para como uma organização pode lançar produtos no mercado de forma muito mais rápida do que a concorrência. O que tendemos a ver são organizações que não conseguem realmente lançar produtos no mercado de forma tempestiva. Normalmente, uma organização pode levar até três meses para lançar uma nova oferta promocional no mercado, enquanto nosso produto, por exemplo, pode permitir que elas façam isso em questão de horas. E elas podem, portanto, calcular quantas mais ofertas poderiam lançar ao longo desse período e, então, calcular novamente o ROI.
Essas são duas áreas típicas onde vemos casos de negócios claros sendo construídos, e isso é algo com o qual trabalhamos extremamente de perto e cuidadosamente com nossos clientes.
E eu diria que, cada vez mais, as organizações estão definitivamente olhando para os resultados que podemos apoiar como parte da implementação de nosso software, e estão querendo ver esses resultados sendo entregues novamente em questão de semanas ou meses, em vez de anos, como tradicionalmente tiveram que esperar. Corson
Você está certa. Muitos líderes financeiros historicamente olharam para isso muito pela lente da redução de custos. Porque isso é mensurável, é algo muito tangível. Mas o que você está descrevendo, no que diz respeito à mudança para a criação de valor, ou seja, como se está permitindo o crescimento da receita e a criação de valor ao possibilitar uma tomada de decisão mais oportuna e melhor, é extremamente importante.
Então, o exemplo ao qual você se referiu, particularmente no setor de produtos de consumo, onde, pelo fato de termos acesso a muito mais dados, a quantidade de análises que podemos fazer para sermos realmente mais assertivos em algumas dessas questões, como descontos, e garantir que mantenhamos o valor porque podemos visualizar melhor onde precisamos investir mais em promoções etc., é um papel que as finanças podem desempenhar.
E, francamente, pode ser que precise envolver mais pessoas. Na verdade, se você tem mais dados, maior é a necessidade de se engajar com as funções comerciais da organização. Então, eu acho que isso foi muito bem colocado.
Voltando ao tema da mudança de mentalidade, eu acho que essa colaboração com outras áreas também requer uma mentalidade mais inovadora. E algo que falamos muito é como criamos essa memória muscular de inovação nas pessoas de finanças, que talvez sejam conhecidas por gostar de certeza, por gostar de maneiras confiáveis e bem controladas de fazer as coisas.
Então, Alex, a pergunta para você é como criar esse conjunto de habilidades de inovação nas equipes? Porque eu acho que isso será muito importante para possibilitar o que você está descrevendo. Curran
Eu acho que nossos clientes, depois de implementarem nosso software, dizem: certo, eu tenho 50 contadores e talvez não precise mais de 50 contadores porque automatizamos tudo.
Então, isso está definitivamente mudando o perfil de habilidades que as equipes financeiras buscam integrar e incorporar em suas funções. E eu diria que o papel do contador é absolutamente muito importante. Mantém as organizações seguras, financeiramente controladas.
Mas, obviamente, nosso Fynapse habilita e fornece os livros, registros, informações de qualidade em tempo real, possibilitando que indivíduos com habilidades de, talvez, um cientista de dados ou um analista, sejam integrados à equipe financeira para realmente utilizar os dados, analisá-los e se tornarem parceiros de negócios para cada uma das funções.
Então, estamos vendo o papel das finanças mudar e também o conjunto de habilidades mudar dentro de cada uma das equipes que estamos apoiando. Corson
Fantástico. E só para voltar às descobertas da pesquisa, a terceira descoberta que realmente se destacou para mim foi essa ideia de uma grande lacuna de realidade.
Você poderia falar sobre isso? Certamente, da minha perspectiva com a IA, eu vejo os efeitos habituais do ciclo hype, em que acreditamos que todos os outros estão fazendo muitas coisas muito bem, e eu estou perdendo ou estou atrasado.
Essa é a realidade? Onde você acha que estão as lacunas? E as pessoas deveriam se preocupar? Curran
Sim, eu acho que as pessoas deveriam estar pensando sobre a IA e como usá-la da melhor forma. Defendo que elas devam evitar a tentação de apoiar projetos nas laterais de suas mesas.
O que eu acho realmente importante, como já disse anteriormente, é garantir que se tenha dados limpos, processos corretos de governança de dados, dados controlados, livros e registros de qualidade, e onde for possível, dados financeiros combinados com informações operacionais, para que as tecnologias de IA possam, então, apoiar cenários de IA super sofisticados.
Eu acho que o que vimos historicamente são muitas organizações colocando tecnologia de IA em cima de livros contábeis. Livros contábeis são projetados para suportar relatórios gerenciais e informações agregadas.
Eu encorajaria as organizações a garantir que tenham uma plataforma de dados financeiros que mantenha grandes quantidades de informações processadas, grandes quantidades de informações super rapidamente.
Como eu disse, livros e registros de qualidade para apoiar cenários de IA mais sofisticados em vez de cenários básicos em cima de informações agregadas. Corson
Fantástico. Bem, eu acho que você realmente articulou um pouco de um roteiro sobre onde focar e algumas recomendações. Mas, para encerrar, há mais alguma coisa que você gostaria de compartilhar sobre onde nossos ouvintes e líderes financeiros seniores deveriam estar focados? Curran
Para mim, manter os dados em bom estado e limpos é uma prioridade. E, claro, como fornecedora, eu encorajaria os líderes financeiros, os CTOs a trabalharem nisso coletivamente junto ao fornecedor que escolheram para apoiar seu projeto, em vez de fazer isso de forma isolada e depois ter que refazer com o fornecedor ao escolher a solução.
Mas, a chave são os dados, e também garantir que cada função entenda a importância da colaboração para tornar esses projetos bem-sucedidos. Corson
Muito bem colocado. Novamente, acredito que as organizações bem-sucedidas serão aquelas que contam com uma base de dados muito sólida e criam a transformação cultural que discutimos.
Isso será o diferencial para as organizações que realmente abraçam o potencial da IA. Alex, obrigado. Foi maravilhoso. Ao final, sempre gostamos de fazer algumas perguntas rápidas para conhecê-la melhor. A primeira é: você tem alguma citação favorita à qual recorra sempre e por quê? Curran
Sim, minha citação favorita é “o que você faz tem um impacto muito maior do que o que você diz” de Stephen Covey. Para mim, a liderança é visível por meio da ação e da cultura; não é definida por valores na parede. Definitivamente, é moldada pelo que os líderes fazem todos os dias. Corson
Ótimo, eu gosto dessa. Houve um conselho ou mentoria, em particular, que foi mais impactante ao longo da sua carreira? Curran
Eu diria “não traga problemas sem soluções ou opções”. Eu acho que esse conselho moldou fundamentalmente a forma de eu liderar e também minhas expectativas sobre minha equipe e os demais membros da organização.
Acho que é fácil apontar o que está quebrado, mas o importante é trazer soluções, mesmo que não sejam perfeitas. Eu acho que isso constrói uma cultura de responsabilidade e impulso. Então, sim, esse seria o conselho mais impactante que já recebi. Corson
E, finalmente, todos nós somos pressionados em muitas direções. Há algo que você faça para tentar manter o senso de bem-estar e equilíbrio? Curran
Sim, sabe, viajar é uma parte importante do meu trabalho. É importante, para mim, manter a disciplina em termos de – eu diria, coisas até muito chatas, certo? – mas, fazer exercícios cedo, passar tempo ao ar livre e desligar ou tentar desligar quando estou com minha família. Essa disciplina ajuda a manter algum equilíbrio e me mantém atenta e centrada. Corson
Fantástico. Bem, foi ótimo conversar com você. Agradeço muito por compartilhar seus insights e obrigado mais uma vez. Curran
Muito obrigada. Obrigada por me receber. Corson
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