Cresce percepção positiva sobre esforço da União em concessões e PPPs

25 fev. 2026

Estudo da EY-Parthenon aponta aumento de 12,4 pontos percentuais na percepção favorável dos empresários de infraestrutura sobre aproveitamento pelo governo federal do potencial desses instrumentos de investimento

Os empresários do setor de infraestrutura melhoraram sua avaliação em relação ao governo federal aproveitar o potencial das concessões e das PPPs (Parcerias Público-Privadas), de acordo com o Barômetro da Infraestrutura, produzido pela EY-Parthenon em parceria com a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). Da edição anterior, realizada no primeiro semestre do ano passado, para a mais recente, feita no segundo semestre de 2025, houve aumento de 12,4 pontos percentuais na percepção favorável agregada, que avançou de 40,8% para 53,2%. As respostas foram capturadas entre 20 de novembro e 13 de dezembro do ano passado.  

“Pela primeira vez na série histórica recente, a visão positiva, liderada por 46,4% de aproveitamento parcial, superou o ceticismo, sinalizando que o mercado reconhece um esforço maior do governo federal na estruturação de projetos, aproximando sua performance daquela observada na esfera estadual”, diz Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para Governo e Infraestrutura. Ainda segundo o executivo, o mercado entende que há muitos investimentos em infraestrutura ainda represados dependentes desses instrumentos das concessões e PPPs para avançar. “O contexto do governo federal há muitos anos é de déficit das contas públicas, o que prejudica o investimento discricionário ou não obrigatório. Na concessão, por exemplo, o governo não precisa fazer nenhum investimento, e isso é muito bem-vindo neste momento”, completa.

Nas PPPs, ainda que haja algum desembolso de dinheiro público, esse investimento é considerado eficaz. “A PPP traz perspectiva de uso melhor dos recursos públicos. Isso porque os projetos são mais bem estruturados com uma governança estabelecida em um contrato de longo prazo que traz claramente as obrigações de cada uma das partes”, diz Gusmão. “Esse modelo de contrato de PPP, que se caracteriza por ser mais sofisticado e moderno, traz segurança jurídica para o capital privado, elevando a probabilidade do investimento público não ser desperdiçado”, completa.

Estados continuam na liderança

Mesmo que a União tenha avançado nesses esforços de concessão e PPP, os estados continuam sendo o principal ente federativo na atração de investimentos privados. Mantendo a liderança isolada na percepção de eficiência, os estados registraram um aproveitamento agregado (soma de respostas “total” e “parcial”) de 64,4%. O destaque recai sobre o avanço consistente na visão de aproveitamento parcial, que atingiu 59% na nova edição do Barômetro – uma expansão de 4,7 pontos percentuais frente ao levantamento anterior. 

Já na esfera municipal, há uma trajetória de evolução gradual, porém lenta. Os governos locais foram avaliados com aproveitamento agregado de 23,9%, registrando uma leve ampliação de 2,2 pontos percentuais frente à edição anterior. “O resultado indica que, a despeito dos avanços marginais, a capacidade de estruturação de projetos em nível municipal permanece como o principal gargalo federativo para a expansão da infraestrutura”, finaliza Gusmão.

Termos de Uso

O material publicado pela Agência EY pode ser reproduzido de maneira gratuita desde que sejam colocados os créditos para a Agência EY e respeitados os termos de uso. Mais informações pelo e-mail ey@fsb.com.br.