Quase oito em cada dez empresas esperam que área tributária agregue valor ao negócio

23 fev. 2026

A expectativa dos entrevistados por estudo da EY é que sejam oferecidos insights para estratégias amplas, como planejamento de cenários e mudanças na cadeia de suprimentos

As empresas esperam que suas áreas de impostos e financeira agreguem valor real ao negócio, oferecendo insights para estratégias amplas, como planejamento de cenários e mudanças na cadeia de suprimentos. Para 79% dos entrevistados pelo estudo “2025 Tax and Finance Operations”, realizado pela EY, essa prioridade está entre as principais para os próximos dois anos. A maioria dos respondentes – 1,6 mil no total de 22 setores e 30 jurisdições diferentes – é formada por diretores tributários e financeiros. As entrevistas foram feitas entre julho e setembro do ano passado. 

Esse movimento é uma resposta a um cenário global instável. O levantamento da EY revela que 81% dos entrevistados pretendem realizar mudanças moderadas a significativas na administração de seus negócios até 2027, motivados por pressões geopolíticas em comércio, tarifas e segurança nacional. O grupo que planeja mudanças profundas saltou para 26%, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

“Os profissionais tributários e financeiros passam por uma mudança de paradigma. Deixando para trás o papel meramente burocrático, eles agora são convocados por suas empresas a adotar uma mentalidade estratégica”, diz Segundino De La Fuente, sócio de impostos da EY Brasil. “Isso é ainda mais relevante no Brasil, considerando a entrada em vigor da reforma tributária neste ano, que tem exigido desde já mudanças profundas nos negócios”, completa.

Ainda segundo o estudo, a estratégia das lideranças para enfrentar as incertezas do mercado está fundamentada, além desse incremento no valor das funções tributária e financeira, em inovação tecnológica e dados e transparência fiscal. Para 86% dos entrevistados, o uso de dados e inteligência artificial generativa também está entre as prioridades, com a expectativa de que essa tecnologia aumente a eficácia do trabalho em até 30% e libere 23% do orçamento para atividades de alto valor. 

Impulsionada por diretrizes da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da União Europeia, a transparência fiscal tornou-se obrigatória no radar dos executivos. A proporção de entrevistados na pesquisa que afirmam que divulgarão voluntária e publicamente o total de tributos pagos por suas empresas mais do que dobrou, saindo de 37% para 80%.

O desafio da implementação tecnológica

Embora a automação e a IA sejam vistas como o caminho para a conformidade ágil, com 78% dos líderes focados em aumentar a automação interna, o caminho ainda é longo. Atualmente, 75% das funções fiscais ainda estão em fases iniciais de implementação da IA generativa. 

O estudo da EY destaca que essa transformação deve ser contínua, criando clareza e confiança para permitir que as equipes respondam satisfatoriamente às mudanças. A dificuldade em estruturar bases de dados sólidas, essenciais para o sucesso da IA, tem levado muitas empresas a recorrer a fornecedores terceirizados. Esses parceiros, que investem pesadamente em ferramentas avançadas e agentes de IA, têm se tornado alternativa para as organizações que buscam agilidade sem desenvolver toda a tecnologia internamente.

Termos de Uso

O material publicado pela Agência EY pode ser reproduzido de maneira gratuita desde que sejam colocados os créditos para a Agência EY e respeitados os termos de uso. Mais informações pelo e-mail ey@fsb.com.br.