3 Minutos de leitura 18 jun 2020
Mulher de negócios trabalhando em casa

COVID-19: Como os CROs podem liderar, construindo a confiança junto aos stakeholders

3 Minutos de leitura 18 jun 2020

As CROs estão enfrentando o desafio de liderar a organização, mitigando os riscos e, assim, construindo confiança com os stakeholders.

Em resumo
  • Reorientar de uma situação de risco para recriar a confiança, desenvolvendo jornadas de confiança com grupos de stakeholders para identificar e avaliar tanto grandes como pequenos riscos.
  • Olhe para além dos limites da organização para aumentar a resiliência. Fique de olho também nas megatendências, como as mudanças climáticas, e nos riscos associados a elas.
  • Use mais dados para informar a inteligência de risco. Quanto mais amplas as fontes de dados, mais resiliente a organização pode se tornar.

Vários meses após a pandemia, muitos Chief Risk Officers (CRO)  estão se sentindo encurralados por acusações de que deveriam ter visto essa grande onda disruptiva e tomado as medidas necessárias para se preparar para ela.

Os stakeholders estão agora atentos aos CROs e aos sistemas que eles usam para liderar a organização, mitigando os riscos ao longo dos próximos meses. As organizações que conseguem decifrar o "código" para a recuperação da confiança dos seus stakeholders, vão se adaptar rapidamente ao novo normal que vamos enfrentar.

A situação e as expectativas para os CROs

Embora alguns tenham descrito a pandemia da COVID-19 como um "cisne negro", um evento imprevisível, na verdade foi mais um "rinoceronte cinza" – movendo-se lentamente na nossa direção, mas inconveniente para enfrentar. Isto fez com que os CROs fossem questionados, "O que você vai fazer sobre isso?".

Nos próximos meses, todos os tipos de operações voltarão a ser online e os negócios recomeçarão à medida que saímos do lockdown. Este é o momento crítico em que os CROs devem facilitar as discussões com outros líderes sobre o futuro do negócio e do modelo operacional.

Seis ações para CROs

1.  Restabelecer a governança de risco e os controles internos

Prepare-se para resistir à turbulência que se aproxima na recuperação, assegurando que a governança e os controles estão sendo cumpridos. Os controles podem precisar ser atualizados para acomodar o trabalho remoto e outras mudanças mais amplas na cadeia de suprimentos, aquisições e como a organização presta serviços aos clientes.

2. Reorientar do risco para a confiança

A confiança pode ser uma melhor articulação de risco do que o próprio risco. Os CROs devem desenvolver jornadas de confiança para grupos individuais de stakeholders - investidores, reguladores, funcionários, clientes - e para questões individuais, como o impacto ambiental, para identificar e avaliar os riscos, tanto grandes como pequenos.

3. Construir contingência

O planejamento de contingência será uma grande parte do futuro para os CROs, e a modelagem de cenários desde mudanças climáticas e agitação social até ataques cibernéticos e guerras deve ser uma atividade chave. Dando um passo adiante, os "jogos de guerra" de resiliência podem testar e aperfeiçoar a resposta da organização a estas situações, tal como um exercício de combate a incêndios.

A modelagem de cenários, desde mudanças climáticas e agitação social até ataques cibernéticos e guerras, deve ser uma atividade chave. Jogos de guerra de resiliência podem testar e aperfeiçoar a resposta da organização a estas situações, tal como um exercício de combate a incêndios.

4. Olhe para além dos limites para aumentar a resiliência

Olhe além dos limites da organização para os riscos enfrentados e apresentados por terceiros, clientes, parceiros de aliança e fornecedores. Isto inclui a avaliação de potenciais riscos de reputação e ecossistema por associação com qualquer desses stakeholders. Fique de olho também nas megatendências, como as mudanças climáticas, e nos riscos associados a elas.

5. Usar mais dados para informar a inteligência de risco

Construir a resiliência empresarial significa confiar mais na inteligência orientada por dados no que diz respeito a gestão de riscos. E quanto mais amplas forem as fontes de dados, mais resiliente a organização pode se tornar. Por enquanto, os dados virão dos mesmos lugares que antes, mas os CROs devem buscar mais deles, reunindo as informações em tempo real e processando esses dados para permitir um melhor uso de analytics e AI. No futuro, os CROs buscarão cada vez mais dados de outras empresas do mesmo setor para analisar o que está acontecendo em seu mundo.

6. Pense a longo prazo

Aqueles em funções de risco foram, durante muitos anos, tratados como pessoas de conformidade. Mas agora os CROs estão sendo desafiados a quebrar paradigmas e a olhar para as tendências futuras, para assim, identificar riscos ascendentes, bem como riscos externos, a fim de descobrir as suas perspectivas de valor a longo prazo. Os CROs devem considerar o significado e o propósito da sua organização, e o valor que ela traz para as pessoas e para o planeta como parte de avaliações de risco e confiança verdadeiramente holísticas e estratégicas.

Resumo

Nos próximos meses, todos os tipos de operações voltarão a ser online e os negócios recomeçarão à medida que saímos do lockdown. Este é o momento crítico em que os CROs devem facilitar as discussões com outros líderes sobre o futuro do negócio e do modelo operacional. O artigo sugere algumas ações recomendadas para ajudar os CROs.

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