A EY atingiu um marco importante em sua ambição de carbono em quatro etapas, tornando-se carbono negativo.

9 Minutos de leitura 20 out 2021
Autores
Carmine Di Sibio

EY Global Chairman and CEO

Apaixonados por nossos clientes e pelo poder de nossa organização global. Um guia para ajudar no crescimento e na inovação. Construtor de relacionamentos. Fã de esportes.

Steve Varley

Chairman da EY UK&I

Apaixonado por negócios, diversidade e empreendedorismo no Reino Unido. Marido e pai de dois filhos. Triatleta.

9 Minutos de leitura 20 out 2021

A EY alcançou esta meta reduzindo as emissões absolutas e, em seguida, compensando ou removendo mais do que a quantidade restante de suas emissões, a cada ano.

Em resumo
  • A EY atingiu um marco importante em sua ambição de carbono em quatro etapas, tornando-se carbono negativo.
  • A empresa continua focando na redução de emissões absolutas, em linha com sua meta baseada na ciência, e está no caminho certo para atingir emissões líquidas zero em 2025. 
  • As equipes da EY estão usando sua experiência, bem como seus serviços, recomendações e pessoas, para ajudar outras empresas a descarbonizarem e realizarem a transição para um futuro verde.

Aciência é mais conclusiva do que nunca - mesmo com as ações que estão sendo tomadas hoje, o planeta continuará a esquentar por muitas décadas. Como destaca o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), "o aquecimento global de 1,5°C e 2°C será excedido durante o século 21, a menos que reduções profundas de dióxido de carbono (CO2) e outras emissões de gases de efeito estufa ocorram nas próximas décadas". O relatório, publicado em agosto de 2021, destaca que podemos e devemos agir agora para evitar os piores impactos da mudança climática.

A descarbonização está ganhando força, mas para alguns setores será mais difícil de reduzir nos prazos necessários do que para outros. A infraestrutura, os investimentos, os modelos de negócios, as cadeias de suprimento e a tecnologia levarão tempo e esforço decisivo para evoluir, o que significa que alguns levarão mais tempo do que outros para reduzir o carbono aos níveis necessários para limitar o aquecimento a 1,5° C.

Quem puder ir mais longe e mais rápido deve fazê-lo agora. Quem puder ir além do neutro ou zero deve acelerar suas ações para fazê-lo. Sempre que possível, estes esforços devem vir acompanhados de um compromisso das empresas em ajudar outras a fazerem o mesmo, colaborando com clientes, fornecedores, comunidades e concorrentes para acelerar suas transições para um futuro com baixo teor de carbono.

“À medida que os riscos decorrentes da crise climática vão se tornando mais evidentes, as empresas precisam mudar mais rapidamente", afirma Carmine Di Sibio, Presidente Global e CEO da EY. "É necessária uma ação imediata e coletiva para evitar os piores impactos da mudança climática. Devem-se estabelecer e cumprir metas de emissões líquidas zero, indo além quando possível”.

Como chegamos ao carbono negativo

A EY está cumprindo sua ambição de quatro pontos de carbono, lançada em janeiro de 2021, e continua a reduzir ativamente suas emissões absolutas, em linha com sua meta de 1,5°C validada pela Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência (SBTi). Isso levará a EY à meta mais ambiciosa de emissões líquidas zero no exercício fiscal de 2025, fazendo com que suas equipes precisem reduzir suas emissões de acordo com a meta aprovada, baseada na ciência, continuando também a compensar mais carbono do que o saldo remanescente.

As emissões do exercício fiscal de 2021 foram reduzidas, globalmente e em todos os âmbitos, tanto pela redução significativa das viagens de negócios devido à pandemia COVID-19 quanto pelo processo em andamento do nosso plano de ação de carbono de sete pontos, que continuará a se concentrar na redução ativa das emissões.

À medida que os riscos decorrentes da crise climática vão se tornando mais evidentes, as empresas precisam mudar mais rapidamente.

No exercício de 2021, a EY emitiu 394 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), comparadas a 976 mil toneladas de CO2e no exercício de 2020, uma redução de 60%. Isto representa uma diminuição de 71% em relação às 1.354 mil toneladas de CO2e emitidas no exercício de referência de 2019. Entretanto, a ambição de carbono da EY ajudará a manter as emissões abaixo de sua meta de 1,5°C no exercício fiscal de 2022 e além, permanecendo com carbono negativo com o retorno de mais práticas de negócios.

Para se tornar uma empresa de carbono negativo, as equipes da EY investiram em uma carteira de compensação de carbono com a South Pole, que inclui projetos de remoção de carbono. A South Pole é uma grande desenvolvedora de projetos e fornecedora de soluções climáticas globais. A carteira inclui diversos projetos em todo o mundo que compensam ou removem o carbono através de reflorestamento, agricultura regenerativa, biochar e preservação florestal. Os projetos contribuem para a remoção ou compensação de um total de 528 mil toneladas de CO2e, representando 134% da pegada de carbono da EY no exercício fiscal de 2021, tornando a EY uma empresa de carbono negativo.

“Uma empresa carbono negativo é aquela que consegue remover mais carbono do que emite. Isso requer tanto o estabelecimento de uma meta baseada na ciência, a fim de reduzir as emissões até chegar ao zero líquido e compensar ou remover ainda mais de suas emissões inevitáveis", explica Steve Varley, Vice-Presidente Global de Sustentabilidade da EY. "Mesmo antes de uma organização atingir emissões líquidas zero, ela pode administrar proativamente as emissões, além de neutralizá-las”.

A EY acredita que uma estratégia abrangente de descarbonização deve incluir uma rápida redução nas emissões orgânicas e nos investimentos, tanto em soluções baseadas na natureza quanto em tecnologias inovadoras que apoiem a remoção de carbono da atmosfera. Além desses projetos de compensação e remoção baseados na natureza, a EY também assinou um Protocolo de Intenções para futuras remoções usando DAC (captação direta de ar) de um novo projeto pioneiro que captura o ar atmosférico e, em seguida, através de uma série de reações químicas, extrai o dióxido de carbono. A partir disso, ele cria uma forma pura e comprimida de dióxido de carbono que é armazenada permanentemente no subsolo, enquanto devolve o resto do ar limpo ao meio ambiente. Isto replica o que as árvores fazem naturalmente, porém de forma mais rápida e com uma pegada menor, que é escalável.

As equipes da EY continuarão a investir em uma carteira diversificada de redução de carbono e a apoiar a redução de emissões e projetos inovadores de remoção, promovendo o desenvolvimento de tecnologias climáticas essenciais para o cumprimento das metas climáticas globais. Isto ajudará a baixar o preço por tonelada de CO2e removido ao longo do tempo e reduzirá o custo da conformidade de emissões líquidas zero globalmente (para empresas, países e o planeta).

Como estamos ajudando outras empresas a descarbonizar

Como muitas empresas de serviços profissionais, a EY possui uma cadeia de fornecimento menos complexa do que alguns outros setores, como indústria e varejo. A jornada da EY em direção ao carbono negativo não teve os mesmos desafios e complexidades que muitas outras enfrentam, especialmente em setores onde a eliminação é muito difícil. Entretanto, com o auxílio de investimentos em pessoas, soluções e serviços focados na sustentabilidade, a EY ajuda outras empresas, tanto grandes quanto pequenas, a descarbonizar.

Além de trabalhar diretamente com os clientes, as empresas membro da EY também estão colaborando com outros líderes e gerando progresso através de seu trabalho com a Iniciativa de Mercados Sustentáveis, o fórum S30 de Diretores de Sustentabilidade, conduzido em nome do Príncipe de Gales, a Aliança WEF de CEOs Líderes do Clima, a Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), a Taskforce on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), e outras organizações multilaterais. Conforme nos aproximamos da COP26, em novembro de 2021, e também após o evento, esses esforços só devem aumentar.

Através da colaboração com outras empresas, encontraremos as soluções coletivas para a redução das emissões de todos. Afinal, a sustentabilidade é um problema de todo mundo.

Através do nosso programa de responsabilidade corporativa global, EY Ripples, aproveitamos as habilidades, conhecimentos e experiência das pessoas da EY para acelerar a sustentabilidade ambiental em nossas comunidades. Focamos em conduzir a adoção de modelos de negócios, tecnologias e comportamentos que protejam e regenerem o meio ambiente, criando oportunidades econômicas de transição para uma economia circular e regenerativa. Até o momento, mais de 17.500 colegas de mais de 115 países já participaram de mais de 220 projetos relacionados à sustentabilidade ambiental do EY Ripples, impactando positivamente mais de 700 mil vidas.

Como a ciência climática claramente evidencia, é fundamental que possamos reduzir a quantidade de carbono na atmosfera. Mas não conseguimos fazer isso sozinhos: todos devem desempenhar um papel, e quem puder ir ainda mais longe deve fazê-lo. Juntos, podemos enfrentar o desafio do carbono negativo e construir um mundo de negócios melhor e mais sustentável.

“Os desafios das mudanças climáticas e da descarbonização precisam de respostas que só podem ser encontradas coletivamente. Através da colaboração com outras empresas, encontraremos as soluções coletivas para a redução das emissões de todos”, afirma Carmine Di Sibio. “Afinal, a sustentabilidade é um problema de todo mundo”.

  • Glossário dos principais termos de descarbonização

    Meta com base científica (SBT): uma meta definida para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em uma quantidade que esteja em linha com a meta do Acordo de Paris (para 1,5˚C acima dos níveis pré-industriais)

    Carbono neutro: alcançado quando uma organização remove e compensa as emissões de dióxido de carbono equivalentes à sua pegada de carbono a cada ano, mas não está reduzindo ativamente a quantidade total que emitem

    Zero líquido: obtido quando uma organização reduziu suas emissões de gases de efeito estufa em uma quantidade que está em linha com a meta do Acordo de Paris (para 1,5˚C acima dos níveis pré-industriais) e está removendo o restante para levá-los a zero

    Carbono negativo (também conhecido como líquido negativo): a EY define o carbono negativo como sendo o resultado de uma organização reduzir suas emissões de acordo com seu SBT de 1,5˚C e investir em soluções baseadas na natureza e tecnologias de carbono para remover e compensar mais carbono do que ele emite a cada ano. Isso pode ser alcançado antes de uma organização atingir zero líquido, mas depende de ela ter definido uma meta com base científica, então validada pelo SBTi.

    Escopos de emissão:

    As emissões são divididas em três categorias pelo Greenhouse Gas Protocol:

    • Escopo 1: Todas as emissões diretas das atividades de uma organização ou sob seu controle
    • Escopo 2: Emissões indiretas de eletricidade comprada e usada por uma organização
    • Escopo 3: Todas as outras emissões indiretas das atividades de uma organização, excluindo eletricidade

    Para a EY, os escopos 1 e 2 estão amplamente relacionados à energia do escritório, enquanto o escopo 3 é principalmente de viagens de negócios. 

Resumo

A EY tem orgulho de ter se tornado uma empresa de carbono negativo, pois trabalha para reduzir suas emissões absolutas em busca das emissões líquidas zero em 2025. A EY está usando sua experiência, serviços, soluções e pessoas para colaborar com outras empresas e ajudá-las na transição para um futuro de baixo carbono.

Sobre este artigo

Autores
Carmine Di Sibio

EY Global Chairman and CEO

Apaixonados por nossos clientes e pelo poder de nossa organização global. Um guia para ajudar no crescimento e na inovação. Construtor de relacionamentos. Fã de esportes.

Steve Varley

Chairman da EY UK&I

Apaixonado por negócios, diversidade e empreendedorismo no Reino Unido. Marido e pai de dois filhos. Triatleta.