CISOs têm a oportunidade de liderar estratégia de IA das organizações

21 jan. 2026

Estudo da EY aponta que esses profissionais, ao se posicionarem como parceiros estratégicos na execução de inteligência artificial, podem ganhar a confiança das suas organizações

Os CISOs (Chief Information Security Officers) têm uma oportunidade de ouro para demonstrar sua relevância na transformação digital das empresas, de acordo com estudo da EY realizado nos Estados Unidos. Esses profissionais já estão avançados no uso da inteligência artificial no dia a dia, com projetos que aplicam essa tecnologia para defender as empresas de ameaças cibernéticas.    

"Ao se posicionarem como parceiros estratégicos na execução de IA em outros departamentos e funções, compartilhando seus desafios e a forma como estão respondendo a eles, os CISOs podem ganhar a confiança das suas organizações para participar efetivamente dessa e de outras iniciativas de transformação", diz Márcia Bolesina, sócia-líder da área de cibersegurança da EY. No momento, ainda segundo a pesquisa da EY, isso não está sendo feito com intensidade, já que apenas 43% das funções de cibersegurança estão se envolvendo com esse trabalho de ajudar outras áreas a se adaptarem à inteligência artificial.

O estudo da EY entrevistou 800 líderes de C-Level atuantes no mercado americano entre dezembro de 2024 e janeiro deste ano. Esses profissionais atuam em diferentes indústrias como saúde; energia; tecnologia; governo e setor público; varejo; serviços financeiros; e construção civil. 

Utilização da IA pela cibersegurança

A detecção de ameaças cibernéticas e o monitoramento estão entre os principais usos de inteligência artificial para cibersegurança, com 32% das respostas, de acordo com o estudo "Global Cybersecurity Leadership Insights", produzido pela EY. Na sequência, com 26%, a resposta mais escolhida foi gerenciamento proativo de risco. Na terceira posição, com 15%, ficaram empatadas as respostas "segurança de rede e de endpoint" e "análise de comportamento e detecção de anomalias", seguidas de "gerenciamento de vulnerabilidades e resposta a incidentes", com 14%. Por fim, com 12%, vieram "respostas a ameaças em tempo real" e "gerenciamento de acesso e identidade".  

Para chegar a esses resultados, o estudo entrevistou, em março e abril do ano passado, 550 profissionais do C-Level e líderes de cibersegurança atuantes em empresas de 16 setores econômicos e 19 países das Américas, Ásia-Pacífico e Europa, Oriente Médio, Índia e África (EMEIA, na sigla em inglês). Os respondentes representam organizações com mais de US$ 1 bilhão em faturamento anual.   

A implementação da IA está, na avaliação dos CISOs, trazendo melhores resultados, como redução em 28% do tempo médio de detecção (MTTD, na sigla em inglês), a métrica que mensura o tempo necessário para identificar um problema ou incidente de segurança em um sistema ou ambiente, e do tempo médio de resposta (MTTR, na sigla em inglês), métrica que indica o tempo necessário para restaurar sistema ou acesso após um incidente. Além disso, seis em cada dez entrevistados apontam para maior visibilidade das superfícies de ataque.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para inovar e tornar mais produtivo o dia a dia dos seus negócios. Há, no entanto, diversas dúvidas sobre como desenvolver e operacionalizar esses sistemas evitando os riscos que podem comprometer os resultados financeiros e a reputação das organizações. Nesse contexto, a EY lançou a série “IA aplicada aos negócios: Como utilizar essa tecnologia com segurança e governança para gerar inovação”, que, além desta reportagem, já publicou as seguintes:

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