A adoção de inteligência artificial pela EY na auditoria está transformando profundamente a forma como o trabalho é realizado, tornando o processo mais inteligente, abrangente e orientado à análise estratégica do negócio do cliente. Essa transformação tecnológica, que já começa a impactar o trabalho dos fechamentos deste ano, viabiliza a ampliação amostral dos testes de auditoria, possibilitando ainda, por meio da automação, redução do esforço dedicado a atividades operacionais e repetitivas. Com isso, os profissionais passam a direcionar seu tempo e expertise para análises de maior valor agregado, que exigem julgamento profissional, visão crítica e entendimento dos riscos e do contexto do negócio.
Uma das evoluções mais significativas ocorre na auditoria da receita. No modelo tradicional, os auditores dedicavam a maior parte do tempo à conferência manual de notas fiscais, cupons e conciliações com registros contábeis e extratos bancários. Com o uso de IA e ferramentas analíticas avançadas, todas as transações passam a ser capturadas diretamente dos sistemas dos clientes, permitindo o rastreamento automático desde o reconhecimento da receita até o efetivo recebimento em caixa.
Essa abordagem não apenas amplia a cobertura dos testes, como também desloca o foco do trabalho para a análise de exceções, padrões atípicos e áreas de maior risco, fortalecendo o papel do auditor como profissional analítico e estratégico. “A automação permite que o tempo dos profissionais seja direcionado a atividades que realmente exigem julgamento, pensamento crítico e entendimento do negócio”, diz Catliane Tomiyama, sócia-líder de Assurance da EY Brasil.
Anualmente, os profissionais de auditoria da EY precisam completar treinamentos que contemplam o uso dessas novas ferramentas. “A expectativa é que essas mudanças tragam eficiência sem precedentes em atividades mais operacionais, fazendo com que os profissionais de auditoria foquem nas exceções, itens não usuais à natureza das atividades das empresas, e acompanhem a velocidade dos negócios modernos com maior segurança e precisão”, afirma a executiva.
A EY tem suas próprias ferramentas digitais e de IA, garantindo que dados confidenciais dos clientes não sejam processados em ferramentas de terceiros. Embora a IA auxilie na criação de memorandos e análises de dados, os resultados servem como apoio às conclusões, e não como base de documentação de auditoria, mantendo a necessidade de revisão profissional. A captura de dados é feita com um software global da EY que se conecta ao sistema do cliente sem modificar informações. “Antes pedíamos às empresas o arquivo do livro razão. Agora, com esse plug, nós mesmos temos acesso”, finaliza Catliane.
Busca por fluência digital e pensamento crítico
O avanço da IA e da análise de dados também impulsiona a demanda por um novo perfil de profissional, que combine sólido conhecimento técnico com fluência digital, capacidade analítica e pensamento crítico.
Essa nova demanda já reflete nas estratégias de contratação e treinamento, de acordo com o estudo “2025 Tax and Finance Operations”, realizado pela EY. Isso porque 81% dos líderes tributários e financeiros buscam profissionais com habilidades que transcendem o conhecimento técnico tradicional. Além disso, 89% dos executivos afirmam estar investindo no aprimoramento da força de trabalho existente. Foram entrevistados, entre julho e setembro do ano passado, 1,6 mil diretores tributários e financeiros provenientes de 22 setores e 30 países diferentes.
Para quase todos os respondentes, o pensamento estratégico e as habilidades de resolução de problemas, além da capacidade de pensar criticamente, serão essenciais para que os futuros profissionais consigam administrar as constantes rupturas. Nesse contexto, 78% dos líderes ressaltam a importância de habilidades de comunicação e colaboração, e 62% das organizações estão redefinindo atribuições, criando equipes dedicadas a atividades de alto valor agregado.
A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para inovar e tornar mais produtivo o dia a dia dos seus negócios. Há, no entanto, diversas dúvidas sobre como desenvolver e operacionalizar esses sistemas evitando os riscos que podem comprometer os resultados financeiros e a reputação das organizações. Nesse contexto, a EY lançou a série “IA aplicada aos negócios: Como utilizar essa tecnologia com segurança e governança para gerar inovação”, que, além desta reportagem, já publicou as seguintes:
IA generativa para fins tributários atende às obrigações fiscais e gera inteligência
Empresas adotam IA generativa na gestão do contencioso tributário
Monitoramento por IA das emissões de metano já é realidade na indústria de gás e petróleo
Indústria de mineração encontra alternativas à abertura de minas por meio da IA
IA possibilita uso inteligente da rede de energia para aproveitar potencial das fontes renováveis
Educação é a base da governança em inteligência artificial
Engajamento dos C-Levels e diretores é característica em comum das empresas bem-sucedidas em IA
Conselheiros de administração no Brasil têm o desafio de inserir IA generativa na agenda de curto prazo
Uso da IA generativa pelas empresas começa com identificação do problema a ser resolvido
Cultura de dados aliada à IA melhora gestão de riscos corporativos
Erro ou criatividade da IA generativa, mesmo em nível baixo, traz riscos para as empresas
IA exige olhar para as transformações que serão viabilizadas pela tecnologia
Empresas consideram que IA generativa será complementar às iniciativas já existentes
IA generativa: 73% das empresas já estão investindo ou planejam investir dentro de um ano
Estruturação dos dados é desafio da área de gestão de riscos das organizações
IA registra mais de 90% de precisão na detecção de ameaças cibernéticas, diz estudo da EY
86% dos CIOs pretendem adquirir ou fechar parceria com plataforma de IA generativa
Uso da IA pelas varejistas traz ganhos em relação aos clientes, colaboradores e cadeia de suprimentos
Uso da IA na infraestrutura viabiliza projetos com monitoramento em tempo real
CEOs concordam que capacitação da força de trabalho vai definir liderança em IA
Geopolítica, tecnologia e ambiente regulatório desafiam departamentos jurídicos
85% dos departamentos jurídicos usam ou pretendem usar IA generativa para buscar jurisprudência
Uso da IA pelo agronegócio pode tornar Brasil ainda mais competitivo no cenário global
Sistemas de IA generativa precisam ser continuamente confrontados ou testados
Empresas podem obter incentivos fiscais com seus investimentos em IA
Uso da IA contra ameaças cibernéticas cresce entre empresas de tecnologia
IA agêntica já é realidade nas empresas de tecnologia, diz estudo da EY
Estudo da EY indica que 76% da Geração Z já usa IA na vida pessoal e no trabalho
Geração Z considera que uso da IA generativa seria desestimulado pelos professores
Geração Z sabe onde usar IA generativa, mas tem dificuldades de tirar o melhor dela
Redes sociais são principal fonte de informação sobre IA para Geração Z
63% da Geração Z considera que IA traz impacto positivo para a vida
Letramento em IA é passo inicial para implantação bem-sucedida da tecnologia
Adoção efetiva da IA nas empresas depende do engajamento dos colaboradores
Brasil está entre os líderes em índice de população confortável com uso de IA
Maioria dos brasileiros usou IA de forma consciente nos últimos seis meses
47% dos consumidores ainda não fizeram compra recomendada por IA
Detecção de ameaças e monitoramento estão entre principais usos da IA para cibersegurança
Entusiasmo sobre o futuro da IA entre os brasileiros está acima da média global
Governo tem índice mais baixo de confiança para gestão de IA
Em meio à incerteza, empreendedores focam em IA e fortalecimento da cultura
CISOs têm a oportunidade de liderar estratégia de IA das organizações
Uso de IA para prevenção de crimes financeiros ainda é incipiente, indica estudo da EY
Cresce busca por profissionais tributários com fluência em IA, aponta estudo da EY
Dificuldades com IA e cibersegurança são principais riscos para telecom neste ano, diz estudo da EY
45% das empresas reconhecem que dificuldade com tecnologia prejudica função tributária