CEOs no Brasil consideram que IA atende ou excede expectativas, diz estudo da EY-Parthenon

08 abr. 2026

Além disso, 30% dos executivos apontam que investimento em IA e digital representa a principal ação para suas empresas se adaptarem a um mundo em transformação geopolítica e econômica

Nove em cada dez CEOs (94%) atuantes no Brasil consideram que a inteligência artificial tem atendido ou excedido as expectativas de suas organizações em relação a crescimento do faturamento e de eficiência operacional, indica estudo da EY-Parthenon. Essa porcentagem é o resultado da soma das respostas “significativamente acima das expectativas” (24%), com a IA entregando muito mais do que o previsto, “em linha com as expectativas” (34%), com a IA atendendo ao esperado inicialmente, e “algo acima das expectativas” (36%), com a IA oferecendo um pouco mais do que o esperado. Globalmente, esse índice é de 97% divididos da seguinte forma: 20% para “significamente acima das expectativas”, 19% para “em linha com as expectativas” e 58% para “algo acima das expectativas”.

“Esse resultado demonstra que as empresas começam a enxergar o valor da IA traduzido nos seus negócios. Essa tem sido a preocupação dos investidores globalmente: a de constatar que as organizações estão sendo bem-sucedidas no uso dessa tecnologia para tornar suas operações mais eficientes e lucrativas”, diz Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon. Ainda segundo o executivo, o levantamento demonstra que o custo operacional das empresas deve crescer neste ano em comparação com 2025, com 80% dos CEOs que atuam no Brasil esperando que haja aumento ou aumento consistente. “Com as empresas pressionadas pela elevação dos custos, a IA assume importância ainda maior nessa lógica de tornar o negócio mais eficiente e rentável”, completa.

O estudo também revela que 30% dos CEOs entrevistados na amostra brasileira consideram o investimento em IA e digital como a ação mais importante das suas empresas para se adaptarem a um mundo em transformação geopolítica e econômica, colocando-se em posição de crescimento. Essa foi a maior porcentagem de respostas entre as ações apresentadas. A gestão de custos aparece em segundo lugar, seguida de fortalecimento das parcerias; diversificação das cadeias de suprimentos; e aperfeiçoamento da gestão de risco geopolítico. “Novamente, a IA aparece como o caminho para fazer com que as empresas melhorem seus resultados financeiros e operacionais em um cenário global cada vez mais complexo”, observa Berbert.

Mensuração das principais tendências

A última edição do CEO Outlook contou com a participação de 1,2 mil CEOs de grandes empresas em todo o mundo, que foram entrevistados entre novembro e dezembro de 2025. Esses executivos representam 21 países (Brasil, Canadá, México, Estados Unidos, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido, Austrália, China, Índia, Japão, Singapura e Coreia do Sul) e cinco segmentos (bens de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, tecnologia, mídia e telecomunicações). As receitas globais anuais das empresas pesquisadas são as seguintes: menos de US$ 500 milhões (20%); US$ 500 milhões a US$ 999,9 milhões (20%); US$ 1 bilhão a US$ 4,9 bilhões (30%); e superiores a US$ 5 bilhões (30%).

O estudo CEO Outlook Survey traz as percepções dos líderes de negócios sobre as principais tendências que estão influenciando as empresas líderes mundiais, bem como suas expectativas para o crescimento futuro e a criação de valor a longo prazo. “Em tempos de incerteza e disrupção, os CEOs devem construir confiança em sua capacidade de lidar com os riscos e acelerar estratégias transformadoras”, observa Berbert. “Os avanços tecnológicos, a complexidade geopolítica, o cenário regulatório em evolução e os desafios de ESG exigem a integração de capacidades de estratégia, transações e transformação para criar um ecossistema de negócios preparado para o presente e principalmente para o futuro”, finaliza.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para inovar e tornar mais produtivo o dia a dia dos seus negócios. Há, no entanto, diversas dúvidas sobre como desenvolver e operacionalizar esses sistemas evitando os riscos que podem comprometer os resultados financeiros e a reputação das organizações. Nesse contexto, a EY lançou a série “IA aplicada aos negócios: Como utilizar essa tecnologia com segurança e governança para gerar inovação”, que, além desta reportagem, já publicou as seguintes:

IA generativa para fins tributários atende às obrigações fiscais e gera inteligência

Empresas adotam IA generativa na gestão do contencioso tributário

Monitoramento por IA das emissões de metano já é realidade na indústria de gás e petróleo

Indústria de mineração encontra alternativas à abertura de minas por meio da IA

IA possibilita uso inteligente da rede de energia para aproveitar potencial das fontes renováveis

Educação é a base da governança em inteligência artificial

Engajamento dos C-Levels e diretores é característica em comum das empresas bem-sucedidas em IA

Conselheiros de administração no Brasil têm o desafio de inserir IA generativa na agenda de curto prazo

Uso da IA generativa pelas empresas começa com identificação do problema a ser resolvido

Cultura de dados aliada à IA melhora gestão de riscos corporativos

Erro ou criatividade da IA generativa, mesmo em nível baixo, traz riscos para as empresas

IA exige olhar para as transformações que serão viabilizadas pela tecnologia

Empresas consideram que IA generativa será complementar às iniciativas já existentes

IA generativa: 73% das empresas já estão investindo ou planejam investir dentro de um ano

Estruturação dos dados é desafio da área de gestão de riscos das organizações

IA registra mais de 90% de precisão na detecção de ameaças cibernéticas, diz estudo da EY

86% dos CIOs pretendem adquirir ou fechar parceria com plataforma de IA generativa

Uso da IA pelas varejistas traz ganhos em relação aos clientes, colaboradores e cadeia de suprimentos

Uso da IA na infraestrutura viabiliza projetos com monitoramento em tempo real

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Geopolítica, tecnologia e ambiente regulatório desafiam departamentos jurídicos

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