O termo “IA”, de inteligência artificial, aparece em mais de 31% dos títulos de cargos de líderes da área de dados, revela a segunda edição do estudo Chief Data Officer, produzido pela EY. A primeira edição teve como objetivo entender como as empresas organizavam e, consequentemente, nomeavam seus líderes de dados e análises. Nesta segunda edição, a meta foi compreender como a IA impacta o trabalho desses profissionais.
“Mais do que uma mudança de nomenclatura, isso reflete uma transformação estrutural nas organizações, com dados e IA passando a ser tratados como capacidades estratégicas inseparáveis”, pontua Andrei Graça, sócio-líder de inteligência artificial e dados da EY Brasil.
O estudo da EY também destaca que os principais impulsionadores dos orçamentos da área de dados e IA são prioridades de negócios (46%), mudança na liderança (20%), economia (19%) e concorrência (15%), reforçando que a alocação de orçamento está mais alinhada com a intenção estratégica da companhia, e não apenas com a ambição técnica. Andrei afirma que “dentro de prioridades, pode-se considerar uma gama de aspectos, como melhorar as margens, acelerar o tempo de lançamento de produtos/serviços, impulsionar a eficiência organizacional e a redução de custos em toda a empresa”.
Investimento em alta
Ainda sobre orçamento, 80% dos CDOs (Chief Data Officers) reportaram aumento dos seus orçamento nos últimos 12 meses, sendo que 45% registraram crescimento de dois dígitos. E o cenário para os próximos 12 meses é ainda mais agressivo: 86% preveem novos aumentos orçamentários e mais da metade (51%) projeta crescimento de dois dígitos nos investimentos.
Já quando questionados sobre hierarquia organizacional, 23% dos entrevistados afirmam que se reportam diretamente ao CIO da companhia, enquanto 20% ao CEO, 11% ao CTO, 11% ao CFO e outros 35% a outros cargos.
“Entendemos que as organizações ainda estão definindo onde a liderança em dados e IA deve se posicionar dentro das companhias. E, mais do que isso, essa escolha significa se a função dos CDOs será posicionada como habilitação e infraestrutura ou como uma capacidade estratégica de criação de valor”, finaliza Andrei.
A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para inovar e tornar mais produtivo o dia a dia dos seus negócios. Há, no entanto, diversas dúvidas sobre como desenvolver e operacionalizar esses sistemas evitando os riscos que podem comprometer os resultados financeiros e a reputação das organizações. Nesse contexto, a EY lançou a série “IA aplicada aos negócios: Como utilizar essa tecnologia com segurança e governança para gerar inovação”, que, além desta reportagem, já publicou as seguintes:
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Monitoramento por IA das emissões de metano já é realidade na indústria de gás e petróleo
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Cultura de dados aliada à IA melhora gestão de riscos corporativos
Erro ou criatividade da IA generativa, mesmo em nível baixo, traz riscos para as empresas
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Estruturação dos dados é desafio da área de gestão de riscos das organizações
IA registra mais de 90% de precisão na detecção de ameaças cibernéticas, diz estudo da EY
86% dos CIOs pretendem adquirir ou fechar parceria com plataforma de IA generativa
Uso da IA pelas varejistas traz ganhos em relação aos clientes, colaboradores e cadeia de suprimentos
Uso da IA na infraestrutura viabiliza projetos com monitoramento em tempo real
CEOs concordam que capacitação da força de trabalho vai definir liderança em IA
Geopolítica, tecnologia e ambiente regulatório desafiam departamentos jurídicos
85% dos departamentos jurídicos usam ou pretendem usar IA generativa para buscar jurisprudência
Uso da IA pelo agronegócio pode tornar Brasil ainda mais competitivo no cenário global
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Uso da IA contra ameaças cibernéticas cresce entre empresas de tecnologia
IA agêntica já é realidade nas empresas de tecnologia, diz estudo da EY
Estudo da EY indica que 76% da Geração Z já usa IA na vida pessoal e no trabalho
Geração Z considera que uso da IA generativa seria desestimulado pelos professores
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Redes sociais são principal fonte de informação sobre IA para Geração Z
63% da Geração Z considera que IA traz impacto positivo para a vida
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Brasil está entre os líderes em índice de população confortável com uso de IA
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47% dos consumidores ainda não fizeram compra recomendada por IA
Detecção de ameaças e monitoramento estão entre principais usos da IA para cibersegurança
Entusiasmo sobre o futuro da IA entre os brasileiros está acima da média global
Governo tem índice mais baixo de confiança para gestão de IA
Em meio à incerteza, empreendedores focam em IA e fortalecimento da cultura
CISOs têm a oportunidade de liderar estratégia de IA das organizações
Uso de IA para prevenção de crimes financeiros ainda é incipiente, indica estudo da EY
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45% das empresas reconhecem que dificuldade com tecnologia prejudica função tributária
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Nove em cada dez CEOs no Brasil esperam por impacto decisivo da IA no negócio
CEOs no Brasil consideram que IA atende ou excede expectativas, diz estudo da EY-Parthenon
Para gerir milhares de agentes de IA, empresas adotam novo modelo de governança
Mercado já usa IA na concessão e gestão de crédito, diz estudo da EY-Parthenon
Bancos pretendem usar IA na gestão de riscos de fraudes e crimes financeiros
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