Para 89% dos executivos, IA avançada e sistemas autônomos são principal tecnologia disruptiva

21 out. 2026

Além disso, a maioria considera que a produtividade impulsionada pela tecnologia será a tendência mais importante para sua indústria nos próximos três anos, de acordo com a amostra brasileira do estudo da EY sobre desafios e tendências

A maioria dos executivos brasileiros (89%) entrevistados pelo estudo anual da EY sobre os desafios e tendências das empresas latino-americanas considera que inteligência artificial avançada e sistemas autônomos representam a principal tecnologia disruptiva da sua indústria nos próximos três anos. Aparecem na sequência análise e Big Data, com 79%; infraestrutura digital (nuvem, por exemplo) e edge computing, com 79%; cibersegurança avançada e identidade digital, com 71%; tecnologias sustentáveis, com 70%; e automatização inteligente e sistemas ciberfísicos, com 67%.

“O ano passado apresentou resultado semelhante, mas com um ponto percentual a mais para IA avançada e sistemas autônomos, que também ficou na liderança. O desafio continua sendo obter resultados efetivos de negócio com o uso da IA”, diz Leonardo Donato, líder de Clientes e Indústrias da EY na América Latina. “A IA exige muito mais do que tecnologia, dependendo de dados confiáveis e de qualidade, integração aos fluxos de trabalho, capacitação de equipes e governança adequada, com definição clara de responsabilidades”, completa.

Essa distância entre adoção da IA e obtenção de resultados efetivos é evidenciada pelo levantamento. Isso porque 55% dos entrevistados não estão utilizando a tecnologia nem pretendem utilizar; iniciaram a implantação em projetos-piloto; ou começaram de fato a usar, mas somente em determinados projetos. “Mais precisamente, 28% ainda estão testando a IA, enquanto 31% implementaram apenas em aspectos específicos do negócio”, explica Donato. Somente 14% já adotam plenamente a IA em várias áreas, sendo que metade obteve resultados significativos e a outra metade, alguns resultados.

Ainda segundo o executivo, as empresas precisam priorizar casos de uso com maior potencial de geração de valor, estabelecer controles para uma IA responsável e acompanhar indicadores de adoção, produtividade, qualidade e risco. “A vantagem competitiva não estará apenas na adoção da tecnologia, mas na sua incorporação ao modelo operacional com velocidade, governança e resultados mensuráveis”, conclui.

Dados de qualidade

O levantamento demonstra que 86% dos executivos entrevistados consideram que a produtividade impulsionada pela tecnologia será a tendência global mais importante para sua indústria nos próximos três anos. Outras duas respostas têm essa mesma porcentagem: foco na inovação e transformação digital acelerada (IA, automação e análise avançada). Na sequência, com 79%, vêm “dados como um ativo transversal a toda a organização” e “cibersegurança e proteção de dados”. 

“Os dados deixaram de ser vistos apenas como matéria-prima da tecnologia para se consolidarem como o fator que pode trazer vantagem competitiva para as empresas”, diz Telma Luchetta, sócia-líder de Tecnologia, IA e Dados para o setor financeiro da EY Brasil. “Para que isso seja possível, eles precisam ser utilizados com a finalidade de embasar as discussões envolvendo estratégia corporativa. No entanto, o desafio que identificamos em estudo com CDOs (Chief Data Officers) é que o nível de prontidão desses dados ainda deixa a desejar”, completa. 

A prontidão dos dados nas empresas significa tê-los limpos, estruturados, acessíveis e governados para gerar decisões confiáveis e alimentar inclusive os sistemas de IA. "Só dá para ganhar velocidade na adoção segura de IA se a organização fizer a gestão eficiente dos seus dados”, observa.

A pesquisa Desafios e Tendências das Empresas em Latam 2026 teve como objetivo compreender as expectativas dos executivos da região para os próximos três anos, identificando os principais desafios internos e externos, bem como as tendências que devem impactar os negócios. O estudo ouviu 1.988 diretores e executivos de alto escalão de 18 países da região: Argentina, Bolívia, Brasil (com 214 respondentes), Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada pelas empresas para inovar e tornar mais produtivo o dia a dia dos seus negócios. Há, no entanto, diversas dúvidas sobre como desenvolver e operacionalizar esses sistemas evitando os riscos que podem comprometer os resultados financeiros e a reputação das organizações. Nesse contexto, a EY lançou a série “IA aplicada aos negócios: Como utilizar essa tecnologia com segurança e governança para gerar inovação”, que, além desta reportagem, já publicou as seguintes:

IA generativa para fins tributários atende às obrigações fiscais e gera inteligência

Empresas adotam IA generativa na gestão do contencioso tributário

Monitoramento por IA das emissões de metano já é realidade na indústria de gás e petróleo

Indústria de mineração encontra alternativas à abertura de minas por meio da IA

IA possibilita uso inteligente da rede de energia para aproveitar potencial das fontes renováveis

Educação é a base da governança em inteligência artificial

Engajamento dos C-Levels e diretores é característica em comum das empresas bem-sucedidas em IA

Conselheiros de administração no Brasil têm o desafio de inserir IA generativa na agenda de curto prazo

Uso da IA generativa pelas empresas começa com identificação do problema a ser resolvido

Cultura de dados aliada à IA melhora gestão de riscos corporativos

Erro ou criatividade da IA generativa, mesmo em nível baixo, traz riscos para as empresas

IA exige olhar para as transformações que serão viabilizadas pela tecnologia

Empresas consideram que IA generativa será complementar às iniciativas já existentes

IA generativa: 73% das empresas já estão investindo ou planejam investir dentro de um ano

Estruturação dos dados é desafio da área de gestão de riscos das organizações

IA registra mais de 90% de precisão na detecção de ameaças cibernéticas, diz estudo da EY

86% dos CIOs pretendem adquirir ou fechar parceria com plataforma de IA generativa

Uso da IA pelas varejistas traz ganhos em relação aos clientes, colaboradores e cadeia de suprimentos

Uso da IA na infraestrutura viabiliza projetos com monitoramento em tempo real

CEOs concordam que capacitação da força de trabalho vai definir liderança em IA

Geopolítica, tecnologia e ambiente regulatório desafiam departamentos jurídicos

85% dos departamentos jurídicos usam ou pretendem usar IA generativa para buscar jurisprudência

Uso da IA pelo agronegócio pode tornar Brasil ainda mais competitivo no cenário global

Sistemas de IA generativa precisam ser continuamente confrontados ou testados

Empresas podem obter incentivos fiscais com seus investimentos em IA

Uso da IA contra ameaças cibernéticas cresce entre empresas de tecnologia

IA agêntica já é realidade nas empresas de tecnologia, diz estudo da EY

Estudo da EY indica que 76% da Geração Z já usa IA na vida pessoal e no trabalho

Geração Z considera que uso da IA generativa seria desestimulado pelos professores

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63% da Geração Z considera que IA traz impacto positivo para a vida

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Adoção efetiva da IA nas empresas depende do engajamento dos colaboradores

Brasil está entre os líderes em índice de população confortável com uso de IA

Maioria dos brasileiros usou IA de forma consciente nos últimos seis meses

47% dos consumidores ainda não fizeram compra recomendada por IA

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Entusiasmo sobre o futuro da IA entre os brasileiros está acima da média global

Governo tem índice mais baixo de confiança para gestão de IA

Em meio à incerteza, empreendedores focam em IA e fortalecimento da cultura

CISOs têm a oportunidade de liderar estratégia de IA das organizações

Uso de IA para prevenção de crimes financeiros ainda é incipiente, indica estudo da EY

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CEOs no Brasil consideram que IA atende ou excede expectativas, diz estudo da EY-Parthenon

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